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Tempestades no horizonte

O evento climático que atingiu São Francisco de Paula no mês de março será mais frequente e intenso em um planeta mais quente – Crédito: Sidd Rodrigues
Tornados, cheias e supertempestades estão se tornando eventos climáticos cada vez mais comuns na Região Sul do Brasil. Estamos preparados? Para compreender a realidade de um planeta mais quente, a reportagem do blog de jornalismo ambiental da UniRitter esteve em São Francisco de Paula, assolada em março por um tornado, e no Centro Polar e Climático da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, referência em pesquisas sobre mudança do clima.

Por Sidd Rodrigues e Ariel Freitas
Jornalismo Ambiental campus Fapa / Manhã

Num piscar de olhos, o dia virou noite em São Francisco de Paula, na Serra Gaúcha. A manhã daquele domingo, 12 de março, foi engolida pela muralha de nuvens vinda do oeste. Eram 7h50 da manhã quando, levadas por um tornado – com ventos estimados em mais de 140 km/h – centenas de residências, prédios comerciais e públicos foram arrancados do chão, jogados aos ares, deixando para trás um rastro de destruição. Um mês depois, ainda restavam as cenas de terror. Nos cacos de vidro espalhados pelas ruas, nas vigas de ferro retorcidas pelo vendaval ou na memória de uma população traumatizada.

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Indústrias com alto potencial poluidor com emissão de efluentes no lago Guaíba

Mapa elaborado pelo professor da disciplina de Jornalismo Ambiental da UniRitter, Roberto Villar Belmonte, como exemplo de pesquisa em banco de dados e visualização.  Ele mostra a posição geográfica das dez indústrias de alto potencial poluidor, de porte grande e excepcional localizadas em Porto Alegre e Guaíba, com emissão de efluente industrial tratado autorizada pela Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam), o órgão ambiental do Rio Grande do Sul.

Os dados foram apurados durante a disciplina Jornalismo Ambiental em Dados no PPGCOM / UFRGS no segundo semestre de 2016. Tutorial da investigação disponível aqui.

O impacto da poluição nos peixes do Guaíba

Mapa dos pontos de coleta dos peixes pesquisados pelo Laboratório de Ictiologia da Ufrgs – Crédito: Laboratório de Ictiologia da Ufrgs
Mapa dos pontos de coleta dos peixes pesquisados pelo Laboratório de Ictiologia da Ufrgs – Crédito: Divulgação
O Guaíba é um ecossistema que sustenta uma rica biodiversidade, onde interagem diversas espécies que dependem de sua boa qualidade e preservação. Há décadas o lago vem sendo poluído por esgoto doméstico e por efluentes industriais. Estudos sugerem que o caldo de poluição já pode estar causando deformações ósseas em algumas espécies de peixes.

Por Juan Molina
Jornalismo Ambiental / Manhã

“Eu não tive estudo. Sobrevivi por causa dos peixes”. O relato acima retrata a realidade de quem dedicou uma vida inteira à pesca. Alfredo Gonçalves, de 96 anos, é o pescador mais antigo da Ilha da Pintada, uma das ilhas do Delta do Jacuí, em Porto Alegre. Alfredo entrou cedo nesta vida, quando junto do pai vendia peixes pela região. Hoje em dia já não é mais assim. Através do desenvolvimento desenfreado de atividades econômicas e o descarte incorreto de resíduos, o Guaíba não está mais para peixe. 

Alfredo Gonçalves, 96 anos, joga a linha no lago Guaíba para pescar – Crédito: Juan Molina
Alfredo Gonçalves, 96 anos, joga a linha no lago Guaíba para pescar – Crédito: Juan Molina

 

Desde 1992, há o projeto “Análise da frequência de anomalias morfológicas, IGS e desenvolvimento gonadal em peixes do lago Guaíba” realizado pelo Laboratório de Ictiologia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs). Financiada pela empresa CMPC Celulose Riograndense, a pesquisa tem como objetivo verificar se há significância ou não nas alterações ósseas, estruturais ou branquiais dos peixes. Continue lendo O impacto da poluição nos peixes do Guaíba

De galho em galho, os corredores que salvam a vida nativa

Espécies em risco de extinção, como o bugio-ruivo, se beneficiam dos corredores para se reproduzir - Crédito: Projeto Corredores de Vida Nativa / Divulgação
Espécies em risco de extinção, como o bugio-ruivo, se beneficiam dos corredores para se reproduzir – Crédito: Projeto Corredores de Vida Nativa / Divulgação
O crescimento desorganizado de Porto Alegre criou uma barreira urbana para a fauna que vive no Morro do Osso, impossibilitada de se deslocar entre as áreas verdes da região. Além de trazer diversos problemas às espécies, alguns animais, como o bugio-ruivo, sofrem risco de serem extintos. Um projeto de corredores ecológicos tenta contornar a situação.

Por Débora Neto
Jornalismo Ambiental / Manhã

Imagine você e sua família isolados em uma ilha. Sem conseguir sair dali, vocês teriam que arranjar formas de se alimentar e de se reproduzir. É aí que começam os problemas. Em algum momento acabaria a comida. A espécie seria contaminada pelos efeitos da reprodução entre parentes próximos. Uma doença não atingiria um, mas todos que ali estivessem e em caso de desastres naturais, sem ter pra onde fugir, todos seriam mortos. Agora imagine que já existem famílias vivendo nessa situação. Continue lendo De galho em galho, os corredores que salvam a vida nativa

Ativismo alimentar: um debate além da mesa

A luta por uma alimentação sem derivados animais faz parte dos movimentos libertários?

Por Évilin Matos
Jornalismo Ambiental / Manhã

Na cozinha sem micro-ondas, Lis Rosinato, 30 anos, oferta cursos de culinária para turmas de no máximo 10 pessoas. Quando eram ministrados apenas no restaurante vegano Bonobo, nem fogão possuía. Lis é crudívora, come alimentos crus há dois anos. Aderiu ao movimento para não sentir mais dor.

Quando pesava 100 quilos sofria de depressão, ansiedade, Síndrome do Intestino Irritável, diabetes, colesterol e triglicerídeos altos, acúmulo de gordura no fígado, Síndrome do Ovário Policístico, hipotireoidismo, dor de cabeça, rinite, dermatites de contato, ressecamento da pele, oleosidade no rosto, descamação, micoses, gastrite, esteatose hepática, anemia, desregulação hormonal. “Eu tinha praticamente um remédio para cada órgão do corpo”, lembra Lis Rosinato.

Para Lis Rosinato, a principal diferença da medicina alimentar é que não cura só o corpo como também a parte psicológica - Crédito: Évilin Matos
Para Lis Rosinato, a principal diferença da medicina alimentar é que não cura só o corpo como também a parte psicológica – Crédito: Évilin Matos

Ela conheceu o crudivorismo no documentário Morrendo por não saber – sobre a dieta alimentar criada pelo médico alemão Max Gerson (1881-1959). Começou introduzindo 40% de alimentos crus na rotina. Com o início das melhoras, largou o emprego e vendeu o carro para custear uma viagem a São Paulo e ao Rio de Janeiro para aprender mais sobre a alimentação.

“Quando se tem uma alimentação vegana ou crudívora melhoramos num todo. É como se fosse só um remédio que te alivia de tudo. Essa é a principal diferença da medicina ocidental para essa medicina alimentar. A gente cura não só o corpo como a parte psicológica”, enfatiza. Continue lendo Ativismo alimentar: um debate além da mesa

Alimentos orgânicos: qualidade de vida e sustentabilidade

Organicos capa

Seriam os orgânicos o alimento do futuro? A busca por estes alimentos e a qualidade de vida crescem cada vez mais.

Por Giulia Medeiros
Jornalismo Ambiental / Manhã

Vivemos em uma época na qual doenças derivadas de alimentos são muito frequentes, por isso estamos numa constante busca por novos hábitos de alimentação. Somos uma geração que questiona os problemas e que corre atrás de soluções e respostas, entre elas a alimentação orgânica. Mas o que este tipo de alimentação propicia? Ela é benéfica para saúde, bem-estar e ambiente? Continue lendo Alimentos orgânicos: qualidade de vida e sustentabilidade

O pedal conquista as ruas de Porto Alegre

A bicicleta é meio de empoderamento da mulher nas cidades – Crédito: Gisele Barbosa
A bicicleta é meio de empoderamento da mulher nas cidades – Crédito: Gisele Barbosa
As ruas e avenidas movimentadas da capital gaúcha servem de palco para diversos grupos de cicloativistas. De acordo com a Parceria Nacional Pela Mobilidade em Bicicleta, há uma revolução acontecendo nas cidades brasileiras. A integração deste meio de transporte à propulsão humana ao sistema de trânsito é pauta nos encontros do grupo Pedal das Gurias.

Por Gisele Barbosa
Jornalismo ambiental / Manhã

A bicicleta deixou de ser apenas um meio de lazer em Porto Alegre. De acordo com os resultados do Perfil do Ciclista Brasileiro, 85,8% dos ciclistas entrevistados utilizam a bicicleta na capital gaúcha como principal meio de transporte para ir até o local de trabalho. Continue lendo O pedal conquista as ruas de Porto Alegre

Onde você joga seu cigarro?

O cigarro, companhia para alguns, prejudica a saúde e suja a cidade - Crédito: Fernanda La Cruz
O cigarro, companhia para alguns, prejudica a saúde e suja a cidade – Crédito: Fernanda La Cruz
Veneno, amigo, tabaco vilão. As ruas também sofrem com o descarte incorreto e a má educação dos fumantes de Porto Alegre, maior capital geradora de bitucas de cigarro do Brasil. O que pode ser feito para limpar? Ou a solução é parar de fumar?

Por Fernanda La Cruz
Jornalismo Ambiental / Manhã

Porto Alegre reúne mais fumantes do que qualquer outra capital no Brasil. De acordo com a última Pesquisa Nacional de Saúde, realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), são mais de 670 mil pessoas. Para ter dimensão, imagine 11 estádios iguais à Arena do Grêmio lotados produzindo fumaça – fumaça e lixo, sem parar. Ao final do dia, o total acumulado é de um milhão e quinhentas mil bitucas de cigarro. Muita gente fuma: onde é que esse lixo vai parar? Continue lendo Onde você joga seu cigarro?

Mulheres das mãos verdes

No Sítio de Carolina, os cuidados com o plantio orgânico são redobrados já que a briga com lagartas e besouros é diária – Crédito: Arquivo Pessoal
No Sítio de Carolina, os cuidados com o plantio orgânico são redobrados já que a briga com lagartas e besouros é diária – Crédito: Arquivo Pessoal
Três mulheres transformaram seus ideais em negócio. Apostaram em suas crenças de uma relação amigável e respeitável com o planeta ao escolherem pelos produtos orgânicos e veganos. Cada uma com uma história diferente, mas com pontos em comum, as três defensoras do meio ambiente contam como iniciaram a trilhar esse caminho.

Por Débora Neto
Jornalismo Ambiental / Manhã

Após anos trabalhando com produção audiovisual, moda e publicidade, Paola Salerno encontrou seu verdadeiro amor quando decidiu transformar seu hobby em profissão. Formada em jornalismo e cinema, passou a infância frequentando a fazenda de seus avós maternos, onde ficou muito íntima da agricultura de subsistência – plantio em pequenas propriedades que utiliza métodos tradicionais de cultivo para garantir a sobrevivência do agricultor e de sua família – até sua fase adulta, quando foi se distanciando. O que ela não esperava era que, ao entrar na faculdade de gastronomia, em uma cadeira voltada para sustentabilidade, ela reencontraria suas raízes em um caminho sem volta. Continue lendo Mulheres das mãos verdes

Moradores de Guaíba convivem com o custo ambiental do progresso

Moradores do entorno da CMPC Celulose Riograndense reclamam do impacto ambiental da fábrica quadruplicada - Crédito: Isabelle Silva
Moradores do entorno da CMPC Celulose Riograndense reclamam do impacto ambiental da fábrica quadruplicada – Crédito: Isabelle Silva
Após quadruplicação da fábrica CMPC Celulose Riograndense, moradores e ambientalistas se veem preocupados com o futuro de Guaíba.

Por Isabelle Silva
Jornalismo Ambiental / Manhã

No ano de 2013, a cidade de Guaíba teve uma grande surpresa: a fábrica Celulose Riograndense aumentaria de tamanho. Um conjunto de iniciativas desenvolvidas com diferentes colaboradores locais, estaduais e federais trouxe para a cidade um grande salto no aspecto tecnologia e desenvolvimento.

A fábrica ofereceu um número significativo de empregos e projetos sociais. Porém, após a criação da segunda fábrica, aumentando a produção de celulose branqueada de eucalipto de 450 mil toneladas para 1,75 milhão de toneladas anuais, cresceu também a preocupação entre os moradores das redondezas. Continue lendo Moradores de Guaíba convivem com o custo ambiental do progresso