Arquivo da categoria: Reportagem

De galho em galho, os corredores que salvam a vida nativa

Espécies em risco de extinção, como o bugio-ruivo, se beneficiam dos corredores para se reproduzir - Crédito: Projeto Corredores de Vida Nativa / Divulgação
Espécies em risco de extinção, como o bugio-ruivo, se beneficiam dos corredores para se reproduzir – Crédito: Projeto Corredores de Vida Nativa / Divulgação
O crescimento desorganizado de Porto Alegre criou uma barreira urbana para a fauna que vive no Morro do Osso, impossibilitada de se deslocar entre as áreas verdes da região. Além de trazer diversos problemas às espécies, alguns animais, como o bugio-ruivo, sofrem risco de serem extintos. Um projeto de corredores ecológicos tenta contornar a situação.

Por Débora Neto
Jornalismo Ambiental / Manhã

Imagine você e sua família isolados em uma ilha. Sem conseguir sair dali, vocês teriam que arranjar formas de se alimentar e de se reproduzir. É aí que começam os problemas. Em algum momento acabaria a comida. A espécie seria contaminada pelos efeitos da reprodução entre parentes próximos. Uma doença não atingiria um, mas todos que ali estivessem e em caso de desastres naturais, sem ter pra onde fugir, todos seriam mortos. Agora imagine que já existem famílias vivendo nessa situação. Continue lendo De galho em galho, os corredores que salvam a vida nativa

Ativismo alimentar: um debate além da mesa

A luta por uma alimentação sem derivados animais faz parte dos movimentos libertários?

Por Évilin Matos
Jornalismo Ambiental / Manhã

Na cozinha sem micro-ondas, Lis Rosinato, 30 anos, oferta cursos de culinária para turmas de no máximo 10 pessoas. Quando eram ministrados apenas no restaurante vegano Bonobo, nem fogão possuía. Lis é crudívora, come alimentos crus há dois anos. Aderiu ao movimento para não sentir mais dor.

Quando pesava 100 quilos sofria de depressão, ansiedade, Síndrome do Intestino Irritável, diabetes, colesterol e triglicerídeos altos, acúmulo de gordura no fígado, Síndrome do Ovário Policístico, hipotireoidismo, dor de cabeça, rinite, dermatites de contato, ressecamento da pele, oleosidade no rosto, descamação, micoses, gastrite, esteatose hepática, anemia, desregulação hormonal. “Eu tinha praticamente um remédio para cada órgão do corpo”, lembra Lis Rosinato.

Para Lis Rosinato, a principal diferença da medicina alimentar é que não cura só o corpo como também a parte psicológica - Crédito: Évilin Matos
Para Lis Rosinato, a principal diferença da medicina alimentar é que não cura só o corpo como também a parte psicológica – Crédito: Évilin Matos

Ela conheceu o crudivorismo no documentário Morrendo por não saber – sobre a dieta alimentar criada pelo médico alemão Max Gerson (1881-1959). Começou introduzindo 40% de alimentos crus na rotina. Com o início das melhoras, largou o emprego e vendeu o carro para custear uma viagem a São Paulo e ao Rio de Janeiro para aprender mais sobre a alimentação.

“Quando se tem uma alimentação vegana ou crudívora melhoramos num todo. É como se fosse só um remédio que te alivia de tudo. Essa é a principal diferença da medicina ocidental para essa medicina alimentar. A gente cura não só o corpo como a parte psicológica”, enfatiza. Continue lendo Ativismo alimentar: um debate além da mesa

O pedal conquista as ruas de Porto Alegre

A bicicleta é meio de empoderamento da mulher nas cidades – Crédito: Gisele Barbosa
A bicicleta é meio de empoderamento da mulher nas cidades – Crédito: Gisele Barbosa
As ruas e avenidas movimentadas da capital gaúcha servem de palco para diversos grupos de cicloativistas. De acordo com a Parceria Nacional Pela Mobilidade em Bicicleta, há uma revolução acontecendo nas cidades brasileiras. A integração deste meio de transporte à propulsão humana ao sistema de trânsito é pauta nos encontros do grupo Pedal das Gurias.

Por Gisele Barbosa
Jornalismo ambiental / Manhã

A bicicleta deixou de ser apenas um meio de lazer em Porto Alegre. De acordo com os resultados do Perfil do Ciclista Brasileiro, 85,8% dos ciclistas entrevistados utilizam a bicicleta na capital gaúcha como principal meio de transporte para ir até o local de trabalho. Continue lendo O pedal conquista as ruas de Porto Alegre

Mulheres das mãos verdes

No Sítio de Carolina, os cuidados com o plantio orgânico são redobrados já que a briga com lagartas e besouros é diária – Crédito: Arquivo Pessoal
No Sítio de Carolina, os cuidados com o plantio orgânico são redobrados já que a briga com lagartas e besouros é diária – Crédito: Arquivo Pessoal
Três mulheres transformaram seus ideais em negócio. Apostaram em suas crenças de uma relação amigável e respeitável com o planeta ao escolherem pelos produtos orgânicos e veganos. Cada uma com uma história diferente, mas com pontos em comum, as três defensoras do meio ambiente contam como iniciaram a trilhar esse caminho.

Por Débora Neto
Jornalismo Ambiental / Manhã

Após anos trabalhando com produção audiovisual, moda e publicidade, Paola Salerno encontrou seu verdadeiro amor quando decidiu transformar seu hobby em profissão. Formada em jornalismo e cinema, passou a infância frequentando a fazenda de seus avós maternos, onde ficou muito íntima da agricultura de subsistência – plantio em pequenas propriedades que utiliza métodos tradicionais de cultivo para garantir a sobrevivência do agricultor e de sua família – até sua fase adulta, quando foi se distanciando. O que ela não esperava era que, ao entrar na faculdade de gastronomia, em uma cadeira voltada para sustentabilidade, ela reencontraria suas raízes em um caminho sem volta. Continue lendo Mulheres das mãos verdes

Moradores de Guaíba convivem com o custo ambiental do progresso

Moradores do entorno da CMPC Celulose Riograndense reclamam do impacto ambiental da fábrica quadruplicada - Crédito: Isabelle Silva
Moradores do entorno da CMPC Celulose Riograndense reclamam do impacto ambiental da fábrica quadruplicada – Crédito: Isabelle Silva
Após quadruplicação da fábrica CMPC Celulose Riograndense, moradores e ambientalistas se veem preocupados com o futuro de Guaíba.

Por Isabelle Silva
Jornalismo Ambiental / Manhã

No ano de 2013, a cidade de Guaíba teve uma grande surpresa: a fábrica Celulose Riograndense aumentaria de tamanho. Um conjunto de iniciativas desenvolvidas com diferentes colaboradores locais, estaduais e federais trouxe para a cidade um grande salto no aspecto tecnologia e desenvolvimento.

A fábrica ofereceu um número significativo de empregos e projetos sociais. Porém, após a criação da segunda fábrica, aumentando a produção de celulose branqueada de eucalipto de 450 mil toneladas para 1,75 milhão de toneladas anuais, cresceu também a preocupação entre os moradores das redondezas. Continue lendo Moradores de Guaíba convivem com o custo ambiental do progresso

Casas sustentáveis em Porto Alegre

Com pouco investimento, claraboias integram o design com o meio ambiente permitindo a entrada de mais luz, o que acaba reduzindo a conta de energia elétrica - Crédito: Renan Castro
Com pouco investimento, claraboias integram o design com o meio ambiente permitindo a entrada de mais luz, o que acaba reduzindo a conta de energia elétrica – Crédito: Renan Castro
Como alguns gaúchos transformaram suas residências para reduzir os danos ao meio ambiente.

Por Renan Castro
Jornalismo Ambiental / Manhã

Já imaginou uma refeição com alimentos provindos de plantações do próprio pátio? Dar finalidade para a água da chuva e usá-la em seu lar? E reduzir a conta de luz com pequenas reformas em casa? Diversos porto-alegrenses saíram da zona de conforto e aplicaram suas ideias em projetos que já estão fazendo diferença nas despesas do fim do mês e, em longo prazo, vão reduzir os danos ao meio ambiente. São pequenas medidas, mas que estão mudando a vida daqueles que estão envolvidos nesta causa. Continue lendo Casas sustentáveis em Porto Alegre

Prato diário de veneno

Ao optar por uma alimentação mais saudável, não se questiona o que é colocado no prato – Crédito: Camila Emil
Os seres humanos colocaram em seus alimentos armas químicas utilizadas na Segunda Guerra Mundial. O Brasil é o maior consumidor desses venenos. Consulta pública sobre o uso e os riscos associados aos agrotóxicos foi lançada para elaboração de uma política pública sobre o tema em Porto Alegre.

Por Camila Olszewski Emil
Jornalismo Ambiental / Manhã

O uso de agrotóxicos no Brasil tem aumentado. Desde 2008, o país ocupa o primeiro lugar no ranking de maior consumidor. Muitas substâncias que já foram proibidas em outros lugares do mundo, ainda são permitidas em solo brasileiro. Segundo análise realizada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em 2012, 66% dos alimentos continham resíduos de agrotóxicos.

Entre 2007 e 2014, foram registrados 37.147 casos de intoxicações por produtos químicos, segundo dados da Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco). Já o IBGE aponta que 64,1% dos venenos aplicados foram considerados perigosos e 27,7 muito perigosos no ano de 2012. Os dados que revelam as ameaças desse veneno para a saúde humana têm assustado os agentes de saúde. Continue lendo Prato diário de veneno

Uma natureza escondida no extremo sul da capital

Entrada da trilha ecológica da Reserva Bilógica do Lami José Lutzenberger no extremo sul de Porto Alegre - Crédito: Carolina Ferreira
Entrada da trilha ecológica da Reserva Bilógica do Lami José Lutzenberger no extremo sul de Porto Alegre – Crédito: Carolina Ferreira
A reportagem do blog de jornalismo ambiental foi até a Reserva Biológica do Lami José Lutzenberger para conhecer a área que ajuda a conservar diversas espécies da flora e da fauna gaúcha.

Por Carolina Ferreira
Jornalismo Ambiental / Manhã

Quem visita pela primeira vez o bairro Lami, na zona sul de Porto Alegre, sequer consegue acreditar que o bairro realmente está situado na capital. Pouco movimento de carros, as ruas pacatas, o ar puro da zona rural, o cheiro de mato e o silêncio, que volta e meia é quebrado pelo canto dos pássaros, enganam facilmente quem está acostumado com a vida na cidade grande.

No bairro, localizado a pouco mais de 30 quilômetros do centro da cidade, encontra-se a Reserva Biológica do Lami José Lutzenberger. Em seus 204,04 hectares, a Unidade de Conservação guarda uma biodiversidade e ecossistemas únicos na cidade, com matas ciliares, banhados, juncais e matas de restinga, que contribuem para a diversidade de espécies da flora e fauna silvestre. Continue lendo Uma natureza escondida no extremo sul da capital

Os ruídos da cidade

O tráfego urbano é um dos maiores responsáveis por danos à saúde - Crédito: Agência Brasil
O tráfego urbano é um dos maiores responsáveis por danos à saúde – Crédito: Agência Brasil
Durante a 32º Semana do Meio Ambiente, que ocorreu em paralelo ao Dia Mundial do Meio Ambiente, no dia 5 de junho, a Secretaria Municipal de Meio Ambiente de Porto Alegre (SMAM) quis aguçar os sentidos de quem já está acostumado ao mal dos ruídos urbanos. Em palestra, a engenheira Nara Ione Medina Schimitt contou sobre os efeitos nocivos dos sons da rua, como isso pode afetar a saúde e quais são os lugares mais caóticos na capital.

Por Mariana Pacchioni
Jornalismo Ambiental / Noite

Pensar em poluição sonora urbana nos dias atuais é um clichê: metrópoles abarrotadas de carros, obras, ônibus, aviões, tráfego, a música da revolução das máquinas. Nos passa despercebido, porém, o efeito nocivo que o barulho das cidades nos traz. Dentre as diversas atividades propostas para conscientização da população acerca de temas sobre o meio ambiente, no auditório da SMAM no último dia 8 de junho, ocorreu uma palestra intitulada “Emissões Sonoras”, com o objetivo de mostrar à população os resultados de um estudo sobre as emissões sonoras no ambiente urbano, gerado pelo tráfego veicular em vias e parques de diferentes regiões da cidade. Continue lendo Os ruídos da cidade

Arroio Cavalhada: poluição da nascente até a foz

Foto Abertura
A nascente do Arroio Cavalhada – Crédito: Douglas Salvador

A equipe do Blog Jornalismo Ambiental da Uniritter foi conferir o estado do Arroio Cavalhada, que é apenas mais um dos cursos d’água poluídos de Porto Alegre. Verificamos o seu estado no bairro Belém Velho e no próprio Cavalhada.

Por Douglas Salvador
Jornalismo Ambiental / Noite

Dezenas de objetos jogados em uma pequena área, logo ao lado da nascente do Arroio Cavalhada, além de lixo residencial, roupas, pneus, objetos plásticos e até um smartphone são a companhia indesejada de quem procura a origem de um arroio que influencia na vida de tantas famílias durante o seu percurso. Continue lendo Arroio Cavalhada: poluição da nascente até a foz