Como acontece a certificação dos produtos orgânicos

Produtos certificados recebem o selo SisOrg do Ministério da Agricultura – Crédito: Leonardo Dutra
Especialistas detalham o processo de certificação dos alimentos orgânicos. Buscando ampliar as informações a respeito desse mercado, que tem crescido nos últimos anos, a reportagem apurou o que a legislação diz a respeito de tais produtos e como são dadas as três formas de certificação existentes no Brasil.

Por Drysanna Espíndola, Gilberto Echauri e Leonardo Dutra
Jornalismo Ambiental campus Zona Sul / Noite

Os produtos orgânicos estão cada vez mais presentes na dieta dos brasileiros. Em janeiro de 2016, um estudo divulgado pelo Projeto OrganicsNet, da Sociedade Nacional de Agricultura, apontou um crescimento anual de 30% na produção de alimentos orgânicos no Brasil. Um aumento acima da média mundial, cujos índices de avanço ficam entre 5% e 10% ao ano. Mas, afinal, quem é responsável por certificar a qualidade desses alimentos que chegam à mesa do consumidor? O que garante que um produto vendido como orgânico de fato o é? Continue lendo Como acontece a certificação dos produtos orgânicos

Degradação e descaso: a trajetória do Rio dos Sinos

Trecho do Rio dos Sinos na altura da ponte sobre a Avenida Mauá, em Novo Hamburgo – Crédito: Alberi Neto
Conheça quem protege e o que contamina o quarto rio mais poluído do país

Por Alberi Neto, Aline Eberhardt e Ariadne Kramer
Jornalismo Ambiental campus Fapa / Manhã

Da janela do trem metropolitano, o Rio dos Sinos passa diante dos olhos como uma bela pintura na paisagem, logo na entrada de Novo Hamburgo. A reação só muda quando os pés batem no barro molhado e escorregadio da margem. Nas águas que correm por baixo da ponte da Avenida Mauá é possível constatar outra realidade. Uma água de cor turva tocada por um vento gelado traz consigo o forte cheiro da terra lamacenta, misturada com resquícios do esgoto de casa, jogando para a beirada do rio galhos, roupas e até partes de móveis. Enquanto a reportagem caminha em busca de retratos da poluição hídrica do Sinos, pai, mãe, uma criança e um cachorro chegam e lá se vão mais algumas taquaras para a água.

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Descaso geral

Descarte de lixo nas margens do Arroio Sarandi em Porto Alegre (RS) – Crédito: Leticia Szczesny
A falta de saneamento básico, a desatenção das autoridades e o descaso de muitos moradores fazem do Arroio Sarandi um esgoto a céu aberto, foco permanente de enchentes e doenças de veiculação hídrica. Água coletada pela reportagem do blog de jornalismo ambiental da UniRitter, analisada em laboratório da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, revelou índice elevado de poluentes oriundos de resíduos domésticos sem tratamento.

Por Leticia Szczesny e Taina Flores
Jornalismo Ambiental campus Fapa / Manhã

Colchão, sofá, roupeiro, geladeira, garrafa de bebida alcoólica, carcaça de carros, armários, sacolas plásticas, restos de alimentos e até embalagens de produtos químicos. Estes são itens normalmente encontrados em moradias, mas é em meio a uma rua de chão batido e nas margens de um arroio que eles estão. O Arroio Sarandi ou valão Sarandi, como é conhecido pelos moradores do bairro, é um grande depósito de lixo utilizado pelas próprias pessoas que ali vivem. Quem passa pela Rua Francisco Pinto da Fontoura, próximo à Avenida Dique, na Vila Elisabeth, um dos principais pontos de descarte, vê um descaso geral.

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Eles estão morrendo!

Baleia-de-Bryde de aproximadamente 13 metros encalhada em Imbé – Crédito: Ignacio Moreno / Ceclimar
A fauna marinha está ameaçada com a mudança do clima, com a falta de saneamento e com o lixo jogado nos mares, com destaque para a quantidade crescente de plástico. Para conhecer de perto as causas do problema e possíveis soluções, uma equipe de reportagem do blog de Jornalismo Ambiental da UniRitter foi até Imbé (RS) conversar com o diretor ajunto do Centro de Estudos Costeiros,  Limnológicos e Marinhos (Ceclimar / UFRGS), o biólogo Ignacio Benites Moreno, pesquisador de referência em mamíferos marinhos que habitam a rica costa gaúcha.

Por Ana Hoffmann, João Pedro Tavares e Alice Fortes
Jornalismo Ambiental campus Fapa / Noite

A ação humana tem salvado e condenado diversas espécies marinhas que habitam o Litoral Norte gaúcho. A prova disso está no Centro de Estudos Costeiros Limnológicos e Marinhos (Ceclimar / UFRGS), localizado na cidade de Imbé (RS). A rotina inclui resgate e tratamento de pinguins, leões marinhos, botos e tartarugas.

Uma grande parte dos animais direcionados para a reabilitação não sobrevive as primeiras 48 horas pelas mais variadas causas detectadas pelo centro.  Os bichos tem a vida ameaçada por despejo de resíduos, poluição, pesca predatória, mudança climática e a quantidade cada vez maior de plástico lançado no ambiente marinho. Continue lendo Eles estão morrendo!

O Jardim Botânico de Porto Alegre pede socorro

Parque abriga uma extensa variedade de vidas que vivem a incerteza da mudança de administração do local – Crédito: Daniela Knevitz
Com a decisão do governo gaúcho, sancionada pelo poder legislativo, de extinguir a Fundação Zoobotânica, transferindo suas atribuições para a Secretaria do Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, paira uma dúvida sobre o futuro do Jardim Botânico de Porto Alegre, considerado um dos melhores do Brasil.

Por Daiana Camillo, Daniela Knevitz e Larissa Zarpelon
Jornalismo Ambiental campus Fapa / Noite

A flora do Jardim Botânico de Porto Alegre é tão bonita que parece um quebra-cabeça, onde todas plantas que ali vivem se encaixam em seu devido lugar. É como se cada pedacinho de terra tivesse sido feito especialmente para abrigar as raízes de alguém que foi colocado ali com tanto amor, que jamais poderia sair.

No ano de 2016, o Jardim Botânico da capital gaúcha, um dos melhores do país, foi visitado por 63.294 mil pessoas e 327 escolas. Somente em janeiro e fevereiro de 2017,  passaram pelo local exatos 4.407 mil visitantes, que se mostram cada vez mais preocupados com o futuro do parque ameaçado de extinção pela gestão atual do Palácio Piratini. Continue lendo O Jardim Botânico de Porto Alegre pede socorro

Fundação Zoobotânica luta contra a sua extinção

Bolsistas Deivid Pereira e Dener Hiermann durante manifestação em prol da Fundação Zoobotânica realizada no Parque da Redenção na Semana de Porto Alegre – Crédito: Ana Paula Lima
Funcionários denunciam que o fim programado da Fundação Zoobotânica fragilizará ainda mais as políticas de conservação ambiental no Rio Grande do Sul, pois a Secretaria Estadual do Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Sema) não apresenta condições de assumir as funções científicas desempenhadas atualmente pela FZB.

Por Ana Paula Lima, Nathalia Kerkhoven e Thayane Lopes
Jornalismo Ambiental campus Fapa / Noite

“Onde fica o Jardim Botânico? É um parque? Fica em Porto Alegre? A Fundação fica dentro desse Jardim Botânico? ”, responde ao telefone funcionário da Secretaria Estadual do Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Sema), que optou por não se identificar, ao ser perguntado sobre a extinção da Fundação Zoobotânica, decidida pelo Palácio Piratini com aval do Palácio Farroupilha. Continue lendo Fundação Zoobotânica luta contra a sua extinção

Refugiados da nova ponte do Guaíba

Famílias da Ilha Grande dos Marinheiros acompanham a ponte se aproximar cada vez mais de suas casas enquanto esperam notícias sobre o reassentamento – Crédito: Ana Carolina Pinheiro
A construção da Nova Ponte do Guaíba já é uma realidade. Enquanto muitos gaúchos aguardam ansiosamente a conclusão das obras, as famílias da Ilha Grande dos Marinheiros e de outras duas comunidades de Porto Alegre (Tio Zeca e Areia) esperam notícias sobre o processo de reassentamento. O desencontro de informações, o constante atraso nas obras, a possibilidade iminente de serem removidos de suas casas e o apego às plantas, aos animais e às construções que compõem o ambiente da comunidade vêm assombrando os moradores, que esperam desde 2014 pela remoção.

Por Ana Carolina Pinheiro e Lucas Silveiro de Arruda
Jornalismo Ambiental campus Zona Sul / Noite

Foi numa tarde de trabalho que Imaculada Galvão nos recebeu na sede da Cooperativa Resgatando a Dignidade, na Ilha Grande dos Marinheiros. Com muito orgulho ela nos apresenta um peso de porta feito com caixa de leite, em formato de sofá, como sendo o mais novo produto da Cooperativa, que busca transformar o lixo reciclável em artesanato. Porém, toda essa animação some de seu rosto quando anunciamos o tema da nossa conversa: a construção da Nova Ponte do Guaíba e o reassentamento dos moradores da Ilha. Continue lendo Refugiados da nova ponte do Guaíba

Quem tem medo do arroio Feijó?

Parte do arroio Feijó que se situa no bairro de Americana, em Alvorada. Rua ao lado do arroio é conhecida pelos moradores como “Beira Arroio” – Crédito: Robson Hermes
Cheias ocasionadas por falta de planejamento urbano e descaso ambiental afetam centenas de moradores no município de Alvorada (RS)

Por Bruno Raupp, Lidiane Moraes e Robson Hermes 
Jornalismo Ambiental campus Fapa / Noite

De uma hora para outra o céu muda de cor. As nuvens brancas e silenciosas transformam-se em um manto acinzentado. O sol, que cobria os telhados e o asfalto, desaparece como se nunca tivesse acordado. Um trovão irrompe estrondoso no horizonte. Os pingos de chuva começam a cair rapidamente. Nesse instante, o arroio Feijó, que fica a poucos metros da casa de Carlos, começa a encher de forma vertiginosa.

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Tempestades no horizonte

O evento climático que atingiu São Francisco de Paula no mês de março será mais frequente e intenso em um planeta mais quente – Crédito: Sidd Rodrigues
Tornados, cheias e supertempestades estão se tornando eventos climáticos cada vez mais comuns na Região Sul do Brasil. Estamos preparados? Para compreender a realidade de um planeta mais quente, a reportagem do blog de jornalismo ambiental da UniRitter esteve em São Francisco de Paula, assolada em março por um tornado, e no Centro Polar e Climático da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, referência em pesquisas sobre mudança do clima.

Por Sidd Rodrigues e Ariel Freitas
Jornalismo Ambiental campus Fapa / Manhã

Num piscar de olhos, o dia virou noite em São Francisco de Paula, na Serra Gaúcha. A manhã daquele domingo, 12 de março, foi engolida pela muralha de nuvens vinda do oeste. Eram 7h50 da manhã quando, levadas por um tornado – com ventos estimados em mais de 140 km/h – centenas de residências, prédios comerciais e públicos foram arrancados do chão, jogados aos ares, deixando para trás um rastro de destruição. Um mês depois, ainda restavam as cenas de terror. Nos cacos de vidro espalhados pelas ruas, nas vigas de ferro retorcidas pelo vendaval ou na memória de uma população traumatizada.

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