Descaso geral

Descarte de lixo nas margens do Arroio Sarandi em Porto Alegre (RS) – Crédito: Leticia Szczesny
A falta de saneamento básico, a desatenção das autoridades e o descaso de muitos moradores fazem do Arroio Sarandi um esgoto a céu aberto, foco permanente de enchentes e doenças de veiculação hídrica. Água coletada pela reportagem do blog de jornalismo ambiental da UniRitter, analisada em laboratório da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, revelou índice elevado de poluentes oriundos de resíduos domésticos sem tratamento.

Por Leticia Szczesny e Taina Flores
Jornalismo Ambiental campus Fapa / Manhã

Colchão, sofá, roupeiro, geladeira, garrafa de bebida alcoólica, carcaça de carros, armários, sacolas plásticas, restos de alimentos e até embalagens de produtos químicos. Estes são itens normalmente encontrados em moradias, mas é em meio a uma rua de chão batido e nas margens de um arroio que eles estão. O Arroio Sarandi ou valão Sarandi, como é conhecido pelos moradores do bairro, é um grande depósito de lixo utilizado pelas próprias pessoas que ali vivem. Quem passa pela Rua Francisco Pinto da Fontoura, próximo à Avenida Dique, na Vila Elisabeth, um dos principais pontos de descarte, vê um descaso geral.

Sendo um trecho do Arroio Passo das Pedras, o Arroio Sarandi, que começa na Avenida General Raphael Zippin e deságua no Rio Gravataí, recebe esse nome por passar dentro do bairro Sarandi. Possui em torno de três quilômetros e meio de dimensão, e é canalizado apenas no trecho que vai da Avenida General Raphael Zippin, bairro Sarandi, até a Avenida Assis Brasil; desse ponto até a casa de bombas 10, que fica às margens do arroio, deixa de ser canalizado. Segundo o plano final da bacia hidrográfica,o valão faz parte da margem esquerda do Rio Gravataí, juntamente com os arroios Feijó, Areais, Águas Belas, Passo dos Negros e Alexandria.

A maior parte da extensão do arroio Feijó é coberta de lixo – Crédito: Leticia Szczesny

Os mais antigos do bairro chamam o arroio de valão Sarandi, devido à quantidade de lixo comumente depositada em suas margens. Conforme informações fornecidas por e-mail pela Coordenadoria-geral de Vigilância em Saúde da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), um valão é algo morto, sujo, onde corre esgoto, matéria orgânica, dejetos, lixo, atrai moscas, mosquitos e baratas, gerando doenças, pestes e contaminação para a população e o ambiente. Por vez, um arroio é fonte de vida, é água correndo, sinônimo de pureza e possui suas margens com fauna e flora, e ecossistemas se desenvolvendo. São eles que cortam a cidade, atravessando parques, praças, vilas e bairros.

Um arroio, porém, pode tornar-se um valão e uma “lixeira”, devido às ações dos cidadãos. “Lixeira essa em que encontramos de tudo: sacolas plásticas, garrafas plásticas e de vidro, latas, animais mortos, carcaças de eletrodomésticos, sofás, cadeiras e tudo quanto for inútil para nós. Entulhamos os arroios, deixando-os com focos de lixo, atraindo insetos, roedores e gerando doenças e alagamentos”, afirma a SMS, em entrevista por e-mail ao blog de jornalismo ambiental da UniRitter. Segundo a secretaria, o Arroio Sarandi hoje é um valão e por isso tem potencial para veicular qualquer tipo de doenças relacionadas à água contaminada.

Uma casa poderia ser mobiliada com os resíduos que são descartados no Arroio Sarandi – Crédito: Leticia Szczesny

Coleta e Análise

No primeiro sábado de abril (01/04), por volta das 14h, uma equipe de reportagem do blog de jornalismo ambiental da UniRitter realizou a coleta da água do Arroio Sarandi, em um trecho da Rua Rocco Aluise, em Porto Alegre. Com o auxílio de uma vara de pesca, cabos, luvas e uma jarra, foi feita a retirada da água, que possuía mau cheiro e estava turva. Depositada posteriormente em um recipiente com tampa livre de contaminação e envolvido com a descrição do horário, data e local da coleta, a água seguiu para a análise química em um laboratório da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).

Coleta da água do arroio para a análise das substâncias – Crédito: Taina Flores

As amostras foram preparadas pelo Engenheiro e Mestre em Engenharia de Materiais Lucas Viegas, 26 anos, doutorando do Laboratório de Corrosão, Proteção e Reciclagem de Materiais (Lacor) da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Em seguida, foi executada no Lacor a análise dos elementos residuais, produzida em um cromatógrafo iônico modelo ICS 3000 da marca Dionex, que perdurou por cerca de 30 minutos. Os dados de referência utilizados pelo engenheiro foram retirados da resolução 357  do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama).

Concentrando-se em três tabelas, sendo elas a demanda química de oxigênio (DQO) e o oxigênio dissolvido (OD), a turbidez e a cromatografia, os resultados das análises mostram que há uma vasta quantidade de matéria orgânica presente no arroio, o que afeta a saúde da população. Pode-se ter em vista com a análise que a poluição da água se deve à falta de tratamento adequado. “Por mais que não haja químicos suficientes para diagnosticá-la como poluída quimicamente, a água não recebe os devidos cuidados da saída de tubulação das casas e edifícios até o arroio”, constata Lucas Viegas.

Tabela dos parâmetros analisados a partir da água do Arroio Sarandi/ Fonte: Lucas Viegas

Após a finalização das tabelas com os resultados da qualidade da água, os resultados foram apresentados à Engenheira Química e Mestre em Qualidade Ambiental Audrey Wonghon, 38 anos. “É esgoto sanitário. Tudo é proveniente das residências da localização que o arroio é inserido. É simplesmente esgoto puro”, confirma a técnica.

Segundo ela, não existe nenhum sinal de contaminação industrial na água.

Algumas substâncias foram encontradas a partir da água analisada. O primeiro parâmetro é o fluoreto, que basicamente é o flúor. Essa substância está presente na água que vem da escovação de dentes dos moradores da região. Além disso, substâncias como magnésio, nitrato, nitrito, potássio e cálcio também estão presentes, ou seja, existe restos de alimentos no valão. A maior quantidade vem dos esgotos das casas, porém, muitas pessoas descartam mantimentos nas margens do arroio. Nos cursos de água a presença de compostos de nitrogênio pode ser um indicador do tempo dos descartes. Por exemplo, a presença excessiva de nitrogênio amoniacal indicará poluição recente e a predominância de nitratos a possibilidade de ser uma descarga mais antiga ou mais distante.

Gráfico com a quantidade de parâmetros analisados – Fontes: Lucas Viegas

Elementos químicos tais como fosfato e nitrogênio amoniacal são compostos que aparecem na urina das pessoas. Como o esgoto das moradias do entorno do valão são direcionados para o canal, a urina está presente nele. Também se encontra o sulfato, resultado do descarte de cosméticos na água. De acordo com Wonghon, os resíduos que foram encontrados na análise, podem ocasionar problemas na saúde da população e também na vida dos peixes, microrganismos e algas.

Outro ponto analisado é a turbidez, um dos parâmetros de qualidade para avaliação das características físicas da água bruta e da tratada. A amostra retirada do arroio não apresentou sedimentação, ou seja, sem esperar os sólidos baixarem, houve uma turbidez acima do permitido pelo Conama. Após ser decantada, porém, a turbidez ficou dentro do limite. Sendo assim, sabe-se que existe uma quantidade significativa de resíduos sólidos dentro do Arroio Sarandi. Os principais causadores são areia, argila e microrganismos.

Gráfico com o nível de turbidez da água – Crédito: Lucas Viegas

Por fim, a demanda química de oxigênio (DQO), um parâmetro indispensável nos estudos de caracterização de esgotos sanitários e de efluentes industriais, pois determina o grau de poluição da água. Ela avalia a quantidade de oxigênio dissolvido (OD) consumido em meio ácido que leva a degradação de matéria orgânica.Em relação ao índice de DQO desejável, segundo a Conama, a quantidade encontrada no Arroio Sarandi está acima do permitido, ou seja, a água encontra-se poluída, devido aos resíduos descartados.

Etapas da análise da água retirada do Arroio Sarandi – Crédito: Leticia Szczesny e Lucas Viegas

Foco de doenças

Um dos maiores problemas das enchentes, além da perda de móveis, são as doenças causadas pela água do valão. As pessoas costumam andar em meio à água contaminada com esgoto para retirar os seus bens de dentro de suas casas e estabelecimentos comerciais, mas não imaginam que estão correndo risco de contraírem diversos tipos de enfermidades. É irônico, mas até mesmo as pessoas que estão indo ao posto de saúde na região do arroio, estão sujeitas a contraírem outros problemas, além dos que já possuem.

Situação de dentro da UBS, logo após a enchente ocorrida de março de 2017 / Crédito: página Sarandi Urgente/Divulgação

Em entrevista concedida por e-mail ao blog de jornalismo ambiental da UniRitter, a Coordenadoria-geral de Vigilância e Saúde da Secretaria Municipal de Saúde listou os problemas que a água contaminada do valão pode causar aos moradores. “São inúmeros os contaminantes: microrganismos como bactérias, vírus e parasitas, toxinas naturais, produtos químicos, agrotóxicos, metais pesados, etc. É muito importante conhecer essas doenças e a forma como elas afetam a saúde dos grupos populacionais, onde são adquiridas, e quais ações e cuidados ajudam a preveni-las ou reduzir suas ocorrências”.

De acordo com a secretaria, existem dois tipos de transmissão das doenças: por ingestão de água contaminada e por contato da pele. O primeiro tipo de contaminação pode causar doenças com sintomas como diarreia aguda. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), 80% estão relacionados ao uso de água imprópria para consumo, não tratada, a sistema de esgoto ausente ou inadequado ou as práticas de higiene insuficientes. Estes casos resultam em 1,5 milhão de mortes a cada ano, afetando principalmente crianças menores de cinco anos.

As principais doenças relacionadas à ingestão de água contaminada são: cólera, febre tifóide, hepatite A e doenças estomacais de vários tipos. Algumas dessas possuem alto potencial de disseminação, com transmissão de pessoa para pessoa (via fecal‐oral), aumentando assim sua propagação na comunidade. Podem também ser transmitidas por alimentos devido às mãos mal lavadas durante o preparo das refeições. Casos individuais de doença diarreica aguda, em geral, não são de notificação compulsória, a não ser quando constituem forte suspeita de surtos e de determinadas doenças como cólera, febre tifóide e hepatite A.

A segunda forma de transmissão é por contato da pele com a água contaminada. Nesse caso as doenças são causadas pelo contato, tanto de pele como mucosa, com a água contaminada por esgoto humano, por fezes ou urina de animais. Destacam-se como as doenças mais frequentes, algumas verminoses transmitidas pela pele (água ou solo contaminados), a esquistossomose (água contaminada e presença de determinadas espécies de caramujo no seu ciclo de transmissão) e a leptospirose (águas, principalmente de enchentes, solo úmido ou vegetação, contaminados pela urina de rato).  A esquistossomose e a leptospirose são de notificação compulsória e as verminoses somente são notificadas quando se manifestam por surtos.

Água que foi retirada do arroio possuía um odor desagradável e resquícios de sujeira – Crédito: Leticia Szczesny

“O Arroio Sarandi foi um exemplo de transmissão da leptospirose em Porto Alegre. Na semana epidemiológica deste ano (19 a 25 de março), foram confirmados três casos de leptospirose no bairro Sarandi, sendo que todos tiveram, como situação de risco, o contato com a água que transbordou do arroio no mês de março, após chuvas intensas”, informa a SMS.

Segundo o artigo Enchentes e saúde pública – uma questão na literatura científica das causas, consequências e respostas para prevenção e mitigação, disponível na Scientific Eletronic Library Online (SciELO), dentre os inúmeros impactos ambientais que afetam a vida de milhões de pessoas no mundo, os eventos como enchentes atingem cerca de 102 milhões de pessoas por ano. Além de causar mortes de pessoas, há também indícios de animais mortos, de modo que suas carcaças nas ruas e casas, após o pico de enchentes, também se convertem em fonte de doenças.

Enchentes de lixo

“A água já entrou três vezes aqui em casa”, conta Oksana Urbanskyj, 43 anos, moradora do bairro Sarandi desde que nasceu. Oksana mora junto com seu marido na Rua Itaúna, na Vila Leão, próximo ao valão Sarandi. No seu caso nem sempre que tem chuva forte ou temporal a água invade a residência, mas geralmente chega até o pátio. “Perdemos os móveis da cozinha, do banheiro, uma escrivaninha, sofás e uma gaita”, conta ela sobre a enchente de março desse ano. Além disso, relata que os moveis que ainda não estão totalmente perdidos, já estão danificados devido à umidade.

Imagens registradas por moradores durante dias de alagamentos – Créditos: Oksana Urbanskyj / Arquivo Pessoal

Na rua Francisco Pinto da Fontoura, por onde o arroio também passa, se localiza uma Unidade Básica de Saúde (UBS Sarandi) que sempre que o valão transborda, enche de água. A reportagem do blog de jornalismo ambiental da UniRitter entrou em contato com a unidade, mas não obteve permissão da SMS para falar com um representante. Porém, na página do bairro no Facebook,uma funcionária do posto desabafou sobre a situação da UBS, após o temporal do dia 12 de março: “O temporal que aconteceu no último domingo deixou destruição em nosso posto. Móveis destruídos, equipamentos inutilizados e tristeza dos funcionários. Isso se deve ao lixo que é jogado no valão. Sei que alguns não usam nossos serviços, mas sei que muitos limpam seus pátios e descartam todo o seu lixo ali. Peço a colaboração de todos para não acontecer mais isso”.

Unidade Básica de Saúde alagada no último mês – Crédito: divulgação da página Sarandi Urgente

Rosana Portal, 29, há sete anos mora a aproximadamente cinquenta metros da unidade de saúde, e conta que nesse período a água já invadiu pelo menos dez vezes sua casa. “Perdemos todos os tipos de móveis e eletrodomésticos, trocados mais de uma vez. Na última vez que entrou, perdemos dois roupeiros, uma cama e um sofá”. O pai da moradora participa mensalmente de reuniões que são feitas com a prefeitura para tratar das questões do arroio. “Infelizmente eles tiram todos para ‘bobos’ e nunca fazem nada, é uma pena. Toda verba que deveria ser investida nas obras provavelmente foi direcionada para outras finalidades”, relata.

Questionada sobre os resíduos depositados pelos próprios moradores, Rosana fica sem palavras. “Quase que sem comentários. Não tem muito o que dizer, pois as pessoas que possuem suas casas atingidas jogam lixo constantemente nesses locais. Então fica complicado reclamar, pois a prefeitura não se exime da limpeza, bem pelo contrário sempre fazem a limpeza do local. Só que eles limpam e no outro dia já está cheio de lixo novamente. É vergonhoso”. O lixo acumulado nas margens do arroio é recolhido pela prefeitura, que é responsável pela limpeza do local, porém, os resíduos e objetos jogados na água, reais causadores das enchentes e alagamentos, raramente são retirados.

O lixo que é jogado dentro do arroio causa enchentes em dias de chuva – Crédito: Leticia Szczesny

Obra em atraso

Em agosto de 2013, uma forte chuva atingiu centenas de moradores no bairro Sarandi. A causa principal foi determinada como o rompimento de um dique na região, porém o nível da água do valão subiu e causou problemas para quem residia nas proximidades. Quatro meses depois do ocorrido, moradores queimaram pneus na Rua Zeferino Dias, próximo ao Arroio Sarandi, após enfrentarem o terceiro alagamento em menos de dois meses.  Um dia após o protesto, o Departamento de Esgotos Pluviais (DEP) emitiu um comunicado sobre a licitação de alargamento do arroio.

Segundo a assessoria de comunicação do DEP as obras para a melhora do Arroio Sarandi iniciaram no dia 15 fevereiro de 2016, e deveriam ser concluídas em 15 meses, pela construtora MGL Engenharia LTDA, tendo o investimento da prefeitura de R$ 3,2 milhões. O objetivo do projeto é alargar cerca de 400 metros de extensão do arroio, que foi divido em 22 trechos de aproximadamente 18 metros de extensão cada. Segue abaixo especificação dos gastos da obra, retirada do documento: Concorrência pública para a execução de obra no Arroio Sarandi – Passo da Mangueira, no município de Porto Alegre.

Planilha de percentuais da contemplação da obra do Arroio Sarandi – Passo da Mangueira/ Fonte: Edital de Concorrência Nº 04/01.050835.07.6 da Prefeitura Municipal de Porto Alegre, Departamento de Esgotos Pluviais – DEP, Unidade de Apoio Administrativo – UAA e Equipe de Licitações e Contratos – ELC

A obra abrangerá as áreas na Avenida Sarandi, na Vila Leão, desde a esquina da Rua Tapirapés, até a esquina da Alameda Três de Outubro. Essa extensão do arroio encontra-se irregular, pois inicia com seis metros, passa para três, e, no final, abre para sete metros de largura. Por vez, a intenção é regularizar toda a sua extensão com a largura de sete metros, e assim evitar transbordamentos do córrego em dias chuvosos, que é causado devido ao acúmulo de lixo depositado no local pelos moradores. Além disso, para maior proteção dos pedestres e veículos, será implantado um fundo de concreto armado e um muro lateral com um metro de altura acima do nível da rua.

De acordo com o documento referente ao projeto do canal, da Prefeitura Municipal de Porto Alegre em parceria com o DEP, ao longo do canal da Avenida Sarandi (esquina com a Rua Arara), executou-se um furo de sondagem a percussão, a fim de identificar as condições geotécnicas do terreno a serem consideradas na verificação de estabilidade dos muros laterais do canal. No momento deveria estar sendo realizado o oitavo trecho da obra, que tem prazo de conclusão até o final deste ano.

A população da região está insatisfeita com a obra atrasada que parece não ter efeitos. Na tarde do dia 27 de março, moradores, empresários, professores e populares da Vila Leão, no bairro Sarandi, protestaram contra a paralisação das obras de ampliação e alargamento do muro de contenção do valão. Há mais de um mês, a obra foi interrompida por falta de pagamento por parte da prefeitura à empresa que realiza a construção. O objetivo da intervenção é minimizar os problemas de alagamentos, já que a maioria dos moradores do entorno do arroio optaram por construir comportas em seus portões.

Moradores protestam nas margens do Arroio Sarandi pelo retorno das obras – Crédito: Divulgação Sociedade dos amigos da Vila Leão (Savil)

O trânsito no local foi interrompido por cerca de 40 minutos, inclusive para as linhas de ônibus que circulam na Alameda 3 de Outubro. Insatisfeitos com a falta de atitude da prefeitura para o recomeço das obras, os manifestantes prometeram retomar o protesto. “Estamos nos unindo para ampliar a mobilização e, se necessário, vamos interromper o trânsito da Assis Brasil no horário de pico”, disse uma moradora da vizinhança do arroio, em entrevista ao jornal do bairro. As obras ainda estão paradas, devido à falta de pagamento a construtora responsável.

Enquanto alguns moradores do bairro lutam contra enchentes ocasionadas pelo transbordamento do Arroio em dias de fortes chuvas, outros não pensam no grande estrago que estão fazendo quando descartam seus lixos dentro ou nas margens do valão. A falta de consciência sobre a preservação do meio ambiente está gerando muitos problemas para quem vive na região. Sem informações relacionadas às doenças causadas pela água poluída do arroio, que se tornou um esgoto, a população está vulnerável devido a suas próprias atitudes. O que ocorrerá com essas pessoas e com o Arroio Sarandi se o descaso geral continuar?

Obras paradas no Arroio Sarandi – Crédito: Divulgação Sociedade dos amigos da Vila Leão (Savil)

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