Transporte Sobre Trilhos É Opção Sustentável De Mobilidade Urbana

Com 31 anos de operação comercial na capital gaúcha , Trensurb demonstra que o transporte metroviário é sustentável para a mobilidade urbana das grandes cidades - Crédito: Luiz H. Soares
Com 31 anos de operação comercial na capital gaúcha , a Trensurb demonstra que o transporte metroviário é sustentável para a mobilidade urbana das grandes cidades – Crédito: Luiz H. Soares
Porto Alegre acumula cerca de 700 mil veículos em circulação em diversas modalidades de transporte. O número de carros eleva o índice da poluição na cidade que, segundo especialistas, coloca o município como a segunda capital com a pior qualidade do ar no país. Neste cenário, o transporte sobre trilhos ganha destaque como uma opção mais sustentável, por oferecer redução na emissão de gases poluentes na atmosfera. Além de uma economia de 179 milhões de reais nos cofres públicos em relação a impactos sociais, públicos e ambientais, a cada ano de operação do modal, nas cidades por onde passa.

 


4º lugar na categoria Jornalismo Universitário do 3º Prêmio José Lutzenberger de Jornalismo Ambiental (2016).

 

Por Luiz H. Soares
Jornalismo Ambiental / Noite

Quem circula pelo centro e principais vias de Porto Alegre, sobretudo nos horários de pico, constata o incessante fluxo de gente e veículos indo e vindo pelas ruas da cidade. E não é à toa, afinal, Porto Alegre é a 10º maior capital do país em número de habitantes, com 1.476.867 pessoas. Além de acumular cerca de 716 mil veículos em circulação na cidade, o que representa um índice de 1,8 veículos por habitante, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e o Departamento Estadual de Trânsito do Rio Grande do Sul (Detran RS), respectivamente.

Segundo estudo que avaliou a qualidade do ar de Porto Alegre, divulgado em 2008, coordenado pela pesquisadora e professora na Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA), Dra. Cláudia Ramos Rhoden, a cidade é a segunda capital com o ar mais poluído do país entre seis municípios analisados.  Porto Alegre fica atrás apenas de São Paulo, que possui uma média bem maior de veículos em circulação, com mais de 8 milhões,  conforme dados do Departamento Estadual de Trânsito de São Paulo (Detran-SP)

Segundo o estudo, há períodos do ano em que Porto Alegre fica em segundo lugar no índice de poluição do ar - Crédito: Estudo da genotoxicidade dos poluentes do ar na cidade de Porto Alegre. saude.rs.gov.br/
Segundo o estudo, há períodos do ano em que Porto Alegre fica em segundo lugar no índice de poluição do ar – Crédito: Estudo da genotoxicidade dos poluentes do ar na cidade de Porto Alegre. saude.rs.gov.br/

Rhoden explica que um dos principais e mais nocivos poluentes do ar à saúde humana, despejado na atmosfera a partir do uso de veículos, chama-se material particulado fino (poeira) e que uma pessoa exposta a este tipo de material pode desenvolver diversas doenças que não se limitam ao sistema respiratório. “É uma substância que é inalada e não para no pulmão, podendo chegar ao cérebro. Existem estudos que evidenciam o material particulado com interferência em doenças neurodegenerativas como alzheimer, parkinson e problemas cognitivos”, esclareceu Cláudia Rhoden em entrevista por telefone.

Estudos mais recentes realizados em julho de 2015 apontam que algumas regiões da capital gaúcha atingiram média de 50 a 60 microgramas por metro cúbico de material particulado diariamente, o que representa um aumento em comparação aos índices de 2008. Além disso, a doutora ressalta que a Organização Mundial da Saúde (OMS) estipula 25 microgramas por metros cúbicos como o valor máximo recomendável na atmosfera das cidades.

Em Porto Alegre , no entanto, a questão é ainda mais delicada que em outras capitais em função do clima característico da região, pois, especialmente durante o inverno, há um fenômeno chamado de inversão térmica. Durante este período o ar quente sobe, formando uma “tampa”. A cerração – ou neblina – vista durante alguns dias na capital é um exemplo visível de inversão térmica. Ou seja, não há uma renovação do ar, o que concentra mais material particulado.

Uma das soluções diretas para o problema da poluição do ar é a redução do número de veículos individuais e a promoção do transporte coletivo, uma vez que tal medida iria reduzir as emissões de gases poluentes. Dados da Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC) dão conta de que veículos automotores são responsáveis por cerca de 70% da emissão de gases CO2 na atmosfera porto-alegrense.

Segundo organizadores do site de estudos de mobilidade urbana Mobilize – Moblidade Urbana Sustentável, Porto Alegre possui um índice de 44,3% do transporte urbano concentrado em transporte coletivo. Dos modais incluídos no percentual, o mais usual na cidade, responsável pelo deslocamento de mais de 25 milhões de pessoas por mês, é realizado a partir de 1704 ônibus, segundo a EPTC.

No entanto, com o desenvolvimento do projeto do Metrô de Porto Alegre, que vem sendo discutido sobretudo a partir de 2011, com cadastramento do projeto no sistema do PAC Mobilidade Grandes Cidades, os olhares para os diferentes tipos de transportes coletivos apontaram que o setor metroviário possui bons resultados no transporte de massa em relação à emissão de gases poluentes na atmosfera.

No Estado, um referencial prático deste fenômeno é a Empresa de Trens Urbanos de Porto Alegre (Trensurb), que funciona há mais de 31 anos. E o sistema aeromóvel, invenção do leopoldense Oskar Coester, com fabricação 100% nacional.

Metrô reduz emissão de até três mil toneladas de gás carbônico por ano

Com alguns trocados no bolso, R$ 1,70, qualquer pessoa que esteja, por exemplo, no centro de Porto Alegre, pode se dirigir até a Estação Mercado da Empresa de Trens Urbanos de Porto Alegre (Trensurb) e comprar um bilhete para transitar entre pontos da própria capital e mais cinco cidades.

O sistema é composto de 19 estações, que estão distribuídas em cerca de 39 quilômetros de extensão de linha férrea e abrangem as cidades de Canoas, Esteio, Sapucaia do Sul, São Leopoldo, Santo Afonso e Novo Hamburgo. O trajeto total, de uma ponta a outra do sistema, dá em torno de 46 minutos. Em 2015, a empresa atingiu a marca de ter transportado mais de um bilhão e duzentos mil passageiros.

Ao norte do sistema, a Trensurb possui trechos da malha ferroviária em via aérea. Esse recurso permitiu expandir o trem sob as cidades por onde passou – Crédito: Luiz Soares
Ao norte do sistema, a Trensurb possui trechos da malha ferroviária em via aérea. Esse recurso permitiu expandir o trem sob as cidades por onde passou – Crédito: Luiz Soares

Segundo a Trensurb, através do mais recente relatório socioambiental divulgado, o transporte metroviário é de baixo impacto ambiental e é responsável por reduzir o número de carros e ônibus na cidade, o que contribuí para diminuir a emissão de gases poluentes na atmosfera.

Um estudo realizado em 2012, por engenheiros da empresa metroviária, baseados em artigos científicos, apontou que naquele ano a operação dos trens foi responsável por uma redução de mais de setecentas mil viagens de ônibus.  Segundo a Trensurb, esse valor seria capaz de reduzir a emissão de cerca de 3.074,5 mil toneladas de dióxido de carbono (mais conhecido como gás carbônico), 522,6 toneladas de hidrocarbonos, 200,1 toneladas de óxido de nitrogênio, 6 toneladas de óxido de enxofre e 6,7 toneladas de material particulado que, justamente, é um dos poluentes mais venenosos para a população.

Da esquerda para direita, dois trens série 100 e o primeiro trem série 200 a chegar na Trensurb - Crédito: Luiz H. Soares
Da esquerda para direita, dois trens série 100 e o primeiro trem série 200 a chegar na Trensurb – Crédito: Luiz H. Soares

A Trensurb possui uma frota de 35 trens, dos quais 25 são originais da época de início da operação comercial, em 1985. E outros 15 que são novos e possuem tecnologia moderna, que reduz em 30% o consumo de energia em relação ao outro modelo. Os carros começaram a chegar em maio de 2014 e custaram R$ 242,6 milhões.

A empresa de trens afirma que a simples existência do modal disponível para a população contribuiu diretamente em 2014 para uma economia de R$ 179 milhões de reais em externalidades, como, por exemplo, gastos com saúde pública, eventuais acidentes no trânsito e manutenção de vias urbanas nas cidades abrangidas pela malha ferroviária.

Novos trens custaram 242,6 milhões de reais e possuem ar- condicionado, câmeras internas de vigilância, sinais sonoros automáticos, bicicletário e espaço para circular entre as composições – Crédito: Luiz H. Soares
Esperado com ansiedade pela população, primeira fase do metrô compreende traçado da Esquina Democrática, no centro, até a Zona Norte da cidade. Crédito – Divulgação/Prefeitura de Porto Alegre

O chefe do setor de Responsabilidade Socioambiental da Trensurb, Cláudio Carvalho Teixeira, explica que as deseconomias – externalidades – são calculadas a partir de quatro fatores: emissões de poluentes, economia de combustível fóssil, custo com acidentes e economia de tempo de viagem. Os dados são baseados a partir do cruzamento do número de passageiros transportados a partir do sistema metroviário e sua comparação com a não existência do trem. A quantidade de usuários transportados é transformada em viagem de ônibus, para o cálculo das emissões, economia de combustível e custo com acidentes.

Estação Esteio da Trensurb é uma das principais vias de acesso à feira de agronegócio Expointer , que ocorre anualmente na cidade de Esteio. Crédito – Luiz H. Soares
Estação Esteio da Trensurb é uma das principais vias de acesso à feira de agronegócio Expointer , que ocorre anualmente na cidade de Esteio. Crédito – Luiz H. Soares

Carvalho afirma, ainda, que a empresa adota a responsabilidade socioambiental perante o meio ambiente assumindo uma abordagem de precaução e adotando tecnologias limpas. “A política ambiental da Trensurb parte da iniciativa da empresa, através do seu comprometimento público, em estabelecer um processo de gestão ambiental que continuamente investirá na mobilidade humana com respeito ao meio ambiente, garantindo o envolvimento e comprometimento dos seus empregados, gestores e da alta direção na promoção do senso de responsabilidade socioambiental”, defendeu o Carvalho.

Outras apostas do metrô gaúcho para ampliar o escopo de ações socioambientais são a captação de água das chuvas para lavar os trens, o descarte ecológico de lâmpadas, apoio à cultura através de ações como a Biblioteca Livros Sobre Trilhos ou programas de inclusão social. Além de manifestações artísticas.

Porém, dentre as iniciativas, talvez o mais relevante investimento dos últimos anos tenha sido a implantação do sistema aeromóvel, que conecta a Estação Aeroporto da Trensurb ao Terminal 1 do Aeroporto Internacional Salgado Filho, que é pauta, por exemplo, de cidades como Canoas, que ambicionam desenvolver o modal na cidade para resolver problemas relacionados à mobilidade urbana de massa.

O primeiro sistema aeromóvel comercial do país é porto-alegrense

No sábado chuvoso e frio do dia dez de agosto de 2013 as principais autoridades do Estado e de Brasília, além de jornalistas do país e profissionais do setor metro-ferroviário, se reuniram no salão de eventos do Aeroporto Internacional Salgado Filho para a inauguração do primeiro sistema comercial aeromóvel do país.

Inauguração do sistema aeromóvel contou com algumas das principais autoridades do país em 2013. Crédito – Luiz H. Soares
Inauguração do sistema aeromóvel contou com algumas das principais autoridades do país em 2013. Crédito – Luiz H. Soares

O aeromóvel é um modal sobre trilhos em via elevada movido a ar que pode atingir até 80 km por hora e custou R$ 37,8 milhões aos cofres públicos. O sistema que movimenta o veículo não lança gases poluentes no meio ambiente.

Em Porto Alegre, a tecnologia conecta a Estação Aeroporto da Trensurb com o Terminal 1 do Aeroporto Internacional Salgado Filho, a partir de uma faixa aérea de trilhos que se estende por 814 metros, com um trajeto que demora até 3 minutos.

Atualmente, o modal conta com dois veículos e nenhum piloto, uma vez que é completamente automatizado. O A100 e o a A200  transportam, respectivamente, 150 e 300 pessoas em sua capacidade máxima. A tecnologia já soma mais de 1 milhão de usuários transportados, desde o início da operação comercial em maio de 2014.

A iniciativa, que é uma invenção 100% nacional do leopoldense Oskar Coester, além de facilitar o percurso de usuários do aeroporto que se deslocam a partir do trem para chegar a suas cidades, é um laboratório que serve de base para estudos e projetos de implantação do sistema em outras cidades do Estado e do país. A Trensurb informa que ainda não existem dados precisos sobre o impacto ambiental do aeromóvel, mas afirma, por nota, que é um meio de transporte reconhecidamente sustentável.

Diariamente, segundo dados da Trensurb, o fluxo de clientes no aeromóvel pode ultrapassar 3 mil pessoas. Lembrando que o uso do modal é integrado com o uso do sistema metroviário. O usuário não precisa comprar outro bilhete para poder usar o aeromóvel.  O local já virou um ponto turístico à parte e recebe visitantes de vários países do mundo que chegam para conhecer a capital gaúcha e região metropolitana.

O sistema aeromóvel possui mais de 30 anos de história. O projeto já foi testado e aperfeiçoado diversas vezes em vários locais da cidade, até ser inaugurado em 2013. Crédito – Luiz H. Soares
O sistema aeromóvel possui mais de 30 anos de história. O projeto já foi testado e aperfeiçoado diversas vezes em vários locais da cidade, até ser inaugurado em 2013. Crédito – Luiz H. Soares

Metrô de Porto Alegre

Sobre o transporte público na cidade, existem dois temas que especialmente geram polêmica e são alvos de criticas. O primeiro é a licitação das bacias de transporte coletivo da capital, que ocorreu pela primeira vez após mais de 140 anos – e foi vencido pelas mesmas empresas. E o outro é a construção do metrô de Porto Alegre, que é amplamente debatido, sonhado pela população e ainda não começou a ser construído.

A linha 2 do metrô ou, ainda, simplesmente, metrô de Porto Alegre (MetrôPoa), é orçada em pelo menos 2,4 bilhões, segundo a prefeitura.  Licitações para consultoria foram recebidas em 2013. Porém o alto custo da obra e a atual crise economia do Estado desencorajam a implantação do sistema na cidade.

O modelo do projeto inclui integração com a Trensurb  e o BRT – sigla em inglês para Bus Rapid Transit . Na primeira fase do projeto, de 14,88km, o metrô teria 13 estações divididas entre pontos da Esquina Democrática até a zona norte da cidade, próximo à Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (FIERGS). Conforme afirma a prefeitura, o sentido centro-zona norte responde por 55% de toda demanda de transporte coletivo na cidade.

 Esperado com ansiedade pela população, primeira fase do metrô compreende traçado da Esquina Democrática, no centro, até a Zona Norte da cidade. Crédito - Divulgação/Prefeitura de Porto Alegre
Novos trens custaram 242,6 milhões de reais e possuem ar- condicionado, câmeras internas de vigilância, sinais sonoros automáticos, bicicletário e espaço para circular entre as composições – Crédito: Luiz H. Soares

Estudos oficiais de viabilidade técnica relatam que, em média, o modal atenderia cerca de 300 mil pessoas por dia, a partir de 25 trens de 4 carros, alimentados por energia elétrica, de forma semelhante como já é feito na Trensurb há mais de 31 anos, conforme a administração pública da cidade

O projeto ambiciona adotar uma tecnologia ambientalmente sustentável, com matriz energética mais limpa – energia elétrica (sem emissão de gases poluentes) e mais eficiente que o combustível fóssil, segundo relatório oficial do projeto. Através de estudos técnicos obtidos com o engenheiro responsável pelo escritório do MetrôPoa em Porto Alegre, Luís Cláudio Ribeiro, estima-se que por mês a primeira fase do metrô será capaz de reduzir 29,31 toneladas de emissão de gases poluentes na atmosfera.

Tabela geral de redução de emissão GEE, dados em Gg (gigagrama) de gases – equivalente à tonelagem de gases emitidos, para uma redução de rodagem de ônibus de 89.900 km/dia – Crédito: divulgação escritório MetrôPoa
Tabela geral de redução de emissão GEE, dados em Gg (gigagrama) de
gases – equivalente à tonelagem de gases emitidos, para uma redução de rodagem de ônibus
de 89.900 km/dia – Crédito: divulgação escritório MetrôPoa

Luís Cláudio afirma, ainda, que a implantação o modal vai atingir a cidade com benefícios sistêmicos que vão além do ambiental. “é importante considerar aspectos positivos indiretos de sistemas por metrô, tais como: aumento da mobilidade urbana em geral por se tratar de modal que atrai mais passageiros de sistemas particulares (automóveis), uso maior de modais não motorizados que dão acesso ao metrô (a pé, biclicleta, etc), valorização de imóveis lindeiros e de bairros inteiros, verticalização da cidade com redução de custos de infraestrutura como água, esgoto, luz, etc”, ressaltou.

No final de 2015, em outubro, o município investiu R$ 3 milhões de reais para firmar parceria com a empresa espanhola Metros Ligeros de Madrid S.A para a realização de consultoria do MetrôPoa. Segundo previsões da prefeitura, ainda disponíveis no site, as noticias não são boas: a previsão da obra era para o 3º trimestre de 2013, antes da Copa do Mundo de Futebol.  No entanto, a expectativa, segundo o escritório MetrôPoa, é de que o estudo seja finalizado em breve para o início das próximas etapas.

Em cidades como Porto Alegre, são várias as iniciativas e tecnologias disponíveis para qualificar o transporte urbano, seja coletivo ou individual, visando preservar o meio ambiente e a saúde dos habitantes.  Afinal,  conforme explica a especialista em toxicologia Cláudia Marcia Rhoden, a solução para preservar o meio ambiente e a qualidade do ar não parte simplesmente de substituir métodos de transporte, mas, sim, de usar as tecnologias da melhor forma possível “na literatura ou no campo acadêmico, a modificação em termos da qualidade não parte unicamente da troca de modais, mas também da qualidade dos combustíveis, dos motores e das tecnologias em geral”, salientou.

A promoção do sistema metroviário, aeromóvel, metrô urbano, ônibus elétrico e outras tecnologias podem ajudar decisivamente na preservação da saúde da população através da redução de emissão de gases poluentes e parte da cadeia de extração e produção de combustíveis fósseis. Nesta perspectiva, parte das soluções para os problemas ambientais é a mesma: conscientizar população e autoridades da administração pública sobre a crescente e urgente importância do compartilhamento de recursos e espaços.

 

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