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Indústrias com alto potencial poluidor com emissão de efluentes no lago Guaíba

Mapa elaborado pelo professor da disciplina de Jornalismo Ambiental da UniRitter, Roberto Villar Belmonte, como exemplo de pesquisa em banco de dados e visualização.  Ele mostra a posição geográfica das dez indústrias de alto potencial poluidor, de porte grande e excepcional localizadas em Porto Alegre e Guaíba, com emissão de efluente industrial tratado autorizada pela Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam), o órgão ambiental do Rio Grande do Sul.

O impacto da poluição nos peixes do Guaíba

Mapa dos pontos de coleta dos peixes pesquisados pelo Laboratório de Ictiologia da Ufrgs – Crédito: Laboratório de Ictiologia da Ufrgs
Mapa dos pontos de coleta dos peixes pesquisados pelo Laboratório de Ictiologia da Ufrgs – Crédito: Divulgação
O Guaíba é um ecossistema que sustenta uma rica biodiversidade, onde interagem diversas espécies que dependem de sua boa qualidade e preservação. Há décadas o lago vem sendo poluído por esgoto doméstico e por efluentes industriais. Estudos sugerem que o caldo de poluição já pode estar causando deformações ósseas em algumas espécies de peixes.

Por Juan Molina
Jornalismo Ambiental / Manhã

“Eu não tive estudo. Sobrevivi por causa dos peixes”. O relato acima retrata a realidade de quem dedicou uma vida inteira à pesca. Alfredo Gonçalves, de 96 anos, é o pescador mais antigo da Ilha da Pintada, uma das ilhas do Delta do Jacuí, em Porto Alegre. Alfredo entrou cedo nesta vida, quando junto do pai vendia peixes pela região. Hoje em dia já não é mais assim. Através do desenvolvimento desenfreado de atividades econômicas e o descarte incorreto de resíduos, o Guaíba não está mais para peixe. 

Alfredo Gonçalves, 96 anos, joga a linha no lago Guaíba para pescar – Crédito: Juan Molina
Alfredo Gonçalves, 96 anos, joga a linha no lago Guaíba para pescar – Crédito: Juan Molina

 

Desde 1992, há o projeto “Análise da frequência de anomalias morfológicas, IGS e desenvolvimento gonadal em peixes do lago Guaíba” realizado pelo Laboratório de Ictiologia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs). Financiada pela empresa CMPC Celulose Riograndense, a pesquisa tem como objetivo verificar se há significância ou não nas alterações ósseas, estruturais ou branquiais dos peixes. Continue lendo O impacto da poluição nos peixes do Guaíba

Guaíba: fonte de vida em perigo

Há mais de 50 anos, a poluição do Guaíba é pauta de debates e projetos. O documentário Guaíba: Fonte de Vida em Perigo aborda a situação do lago, que há décadas sofre com poluição direta e indireta procedente de esgotos não canalizados, descarte de lixo incorreto e poluição industrial. O lago, que tem extensão correspondente a toda área da capital gaúcha, recebe carga poluidora não apenas da Grande Porto Alegre, mas dos mais de 250 municípios que integram a região hidrográfica do Guaíba. Com depoimentos de moradores e declarações de especialistas e representantes dos órgãos responsáveis, o documentário traz um alerta para autoridades e cidadãos refletirem sobre o lago Guaíba, fonte de vida e alimento dos gaúchos.

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A paixão dos velejadores pelo Guaíba

Paulo Renato Paradeda e Carlos Henrique de Lorenzi – Crédito: William Dias
Paulo Renato Paradeda e Carlos Henrique de Lorenzi – Crédito: William Dias
Campeões da vela pelo Clube dos Jangadeiros, Carlos Henrique de Lorenzi, um dos juízes escalados para trabalhar nas Olimpíadas de 2016, e Paulo Renato Moller Paradeda falam ao Blog de Jornalismo Ambiental da UniRitter sobre seus momentos especiais em um dos pontos mais importantes da cidade de Porto Alegre, desde a infância nos tradicionais banhos de rio até a conquista dos títulos no esporte.

Por William Dias
Jornalismo Ambiental / Manhã Continue lendo A paixão dos velejadores pelo Guaíba

Estamos preparados para uma crise hídrica?

Arroio Capivara, no bairro Ipanema, é uma das fontes de poluição do lago Guaíba que abastece Porto Alegre (RS) – Crédito: João Pedro Zettermann

Os avisos foram dados por muitos anos. Diversas pesquisas feitas por especialistas apontavam que o Brasil seria vitimado por uma crise hídrica no decorrer dos anos. O desperdício excessivo da água cobraria um preço com o passar do tempo, e esse tempo parece ter chegado.

Por João Pedro Zettermann
Jornalismo Ambiental / Noite

São Paulo, uma das maiores e mais influentes cidades do Brasil, já sofre de maneira muito forte com o problema e, pelo visto, Porto Alegre não está muito longe de sofrer com isso também. Continue lendo Estamos preparados para uma crise hídrica?

A recuperação do Guaíba é um desafio coletivo

Estudantes visitaram a ETE Serraria no dia 30 de abril. Foto: Victória Kubiaki
Estudantes visitaram a ETE Serraria no dia 30 de abril. Foto: Victória Kubiaki
Sete estudantes do 5º semestre do curso de Jornalismo da UniRitter escolheram as obras de saneamento feitas para despoluir o lago Guaíba, em Porto Alegre (RS), como pauta da primeira reportagem especial a ser apurada durante a disciplina de jornalismo ambiental. O governo local acabara de inaugurar a principal obra do Programa Integrado Socioambiental (Pisa), com investimentos anunciados de R$ 672,9 milhões no tratamento do esgoto da cidade e promessa de retomar a balneabilidade das praias. A capital gaúcha, que despeja a maior parte de seu esgoto nas galerias pluviais, jogando seus dejetos nas mesmas águas que consome, está à frente de um novo desafio. O grupo investigou e descobriu que não é tão fácil assim despoluir o lago. O resultado da apuração é um quadro amplo que mostra a complexidade do processo de despoluição das águas e ressalta a enorme importância do envolvimento de toda a sociedade na solução do problema.

Reportagem: Anderson Mello, Bárbara Barros, Daniela Fragomeni, Leandro Cougo, Letícia Bonato, Paola Rebelo e Victória Kubiaki – Jornalismo Ambiental/Manhã

A despoluição do Guaíba como um desafio
Paola Rebelo

Um cheiro acre e barroso predomina no local, entre enormes emissários e válvulas. De túneis repletos de canos, sobe-se a um terreno elevatório a céu aberto, cercado por gigantescos tanques com capacidade volumétrica para tratar 500 litros por segundo, em que deságuam os esgotos trazidos pela rede cloacal das casas dos porto-alegrenses. Na primeira etapa dos processos realizados na Estação de Tratamento de Esgoto Serraria (ETE Serraria), localizada no extremo sul de Porto Alegre (RS), os dejetos orgânicos são submetidos a uma série de preparações antes de serem enviados para as oito unidades ou módulos.

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Poluição do Guaíba

Reportagem sobre a poluição do lago Guaíba realizada pelos alunos de Jornalismo Ambiental/Noite Bernardo Figueira, Cristielle Valle, Roberta Brum e Shállon Teobaldo, editada com apoio de Thiago Pedruzzi, do estúdio de televisão da UniRitter.

O lago Guaíba é a maior fonte de água doce da capital gaúcha, responsável pelo abastecimento para toda a cidade de Porto Alegre. Porém, devido a fatores como esgotos, contaminação por agrotóxicos, lixo e resíduos industriais, a água sua água está totalmente suja e poluída. Continue lendo Poluição do Guaíba