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Pescador cria projeto em defesa do rio e do futuro da profissão

Julio Silva de Oliveira, tutor do Pitucanoa, exibe a peça artesanal que deu nome ao Projeto. Crédito: Maureci Junior
Vendo sua profissão ameaçada pelos impactos ambientais, pescador da zona sul de Porto Alegre deixa o exercício da atividade para se dedicar a projeto social de incentivo à conservação do ambiente natural. Através de atividades esportivas e de educação ambiental, “Pitucanoa” mostra às crianças a importância do Lago Guaíba. O objetivo é promover a conscientização em relação às alterações do meio ambiente e criar soluções a partir da comunidade.

 

Primeiro lugar no  VIII Prêmio Unochapecó – Caixa de Jornalismo Ambiental na categoria Estudante  / Reportagem Web (2016)

 

Por Maureci Junior
Jornalismo Ambiental / Noite

Homem simples, de fala mansa e sorriso fácil. Sob os cabelos grisalhos e a barba grande, a pele denuncia os anos de exposição ao sol do Guaíba. Esse é Julio Silva de Oliveira – o Bagre – como é conhecido pela comunidade da Vila Chapéu do Sol, no sul de Porto Alegre, o criador do Projeto Pitucanoa. Basta alguns passos ao seu lado na rua, para se notar o carinho que tem de todos. No entanto, há uma frase que o faz fechar o sorriso. A voz muda de tom. Com um semblante sério, o velho pescador arregala bem os olhos para dizer algo que parece óbvio, mas pode passar desapercebido: “o nosso planeta tá sendo consumido pela ganância”. Continue lendo Pescador cria projeto em defesa do rio e do futuro da profissão

Transporte Sobre Trilhos É Opção Sustentável De Mobilidade Urbana

Com 31 anos de operação comercial na capital gaúcha , Trensurb demonstra que o transporte metroviário é sustentável para a mobilidade urbana das grandes cidades - Crédito: Luiz H. Soares
Com 31 anos de operação comercial na capital gaúcha , a Trensurb demonstra que o transporte metroviário é sustentável para a mobilidade urbana das grandes cidades – Crédito: Luiz H. Soares
Porto Alegre acumula cerca de 700 mil veículos em circulação em diversas modalidades de transporte. O número de carros eleva o índice da poluição na cidade que, segundo especialistas, coloca o município como a segunda capital com a pior qualidade do ar no país. Neste cenário, o transporte sobre trilhos ganha destaque como uma opção mais sustentável, por oferecer redução na emissão de gases poluentes na atmosfera. Além de uma economia de 179 milhões de reais nos cofres públicos em relação a impactos sociais, públicos e ambientais, a cada ano de operação do modal, nas cidades por onde passa.

 


4º lugar na categoria Jornalismo Universitário do 3º Prêmio José Lutzenberger de Jornalismo Ambiental (2016).

 

Por Luiz H. Soares
Jornalismo Ambiental / Noite

Quem circula pelo centro e principais vias de Porto Alegre, sobretudo nos horários de pico, constata o incessante fluxo de gente e veículos indo e vindo pelas ruas da cidade. E não é à toa, afinal, Porto Alegre é a 10º maior capital do país em número de habitantes, com 1.476.867 pessoas. Além de acumular cerca de 716 mil veículos em circulação na cidade, o que representa um índice de 1,8 veículos por habitante, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e o Departamento Estadual de Trânsito do Rio Grande do Sul (Detran RS), respectivamente. Continue lendo Transporte Sobre Trilhos É Opção Sustentável De Mobilidade Urbana

O clima e o mosquito

Mosquito Aedes aegypti, o principal vetor da dengue no Brasil - Crédito: James Gathany/Wikimedia Commons
Mosquito Aedes aegypti, o principal vetor da dengue no Brasil – Crédito: James Gathany/Wikimedia Commons

Como o aquecimento global influencia os casos de dengue no Rio Grande do Sul

 

Joana Berwanger / Famecos

Primeiro lugar na categoria Reportagem em Texto da Mostra Competitiva do XXVIII Set Universitário (2015).

 

 

Por Leonardo Pujol
Jornalismo Ambiental / Noite

Domingo, ao acordar, dona Darci não se sentiu bem. Seu corpo estava mole como geleia. Os olhos, fundos. A temperatura corporal era alta, quase a ponto de borbulhar. Tremia. Sentia dor em cada fio de cabelo. Estava fraca até mesmo para comer. Jamais tinha sentido um mal-estar semelhante. Debilitada, optou por um analgésico e se embrulhou na cama. Rogava para que aquele domingo preguiçoso passasse logo – e que aquela dor estranha fosse junto. Continue lendo O clima e o mosquito

O futuro sem alimento

Crédito: Fernando Dias / FZB-RS
Crédito: Fernando Dias / FZB-RS

As primaveras do futuro terão menos flores; as mesas de jantar, menos alimento. Alguns legumes, frutas e sementes serão extintos, enquanto outros se tornarão produtos de luxo com valores elevados nos supermercados. Um holocausto silencioso se instaurou entre várias espécies de abelhas em todos os continentes, reduzindo as populações desses insetos responsáveis por cerca de 80% da polinização dos cultivos do planeta. As consequências se traduzem no agravamento da nossa já existente crise alimentar, que afetará diretamente aos humanos e colocará diversas espécies em risco de extinção.

 

Massey Ferguson / Divulgação

2º lugar na categoria Estudante do 13º Prêmio Massey Ferguson de Jornalismo (2014)

 

 

 

 

Por Paola Rebelo Casagrande
Jornalismo Ambiental – Manhã

Desde o final da década de 1960, especialistas em diversas partes no mundo começaram a notar uma abrupta redução nas populações das abelhas na Europa, e não tardou a começar a se notar o sumiço desses insetos em vários outros países, tais como no Egito, Japão, China e Austrália. O fenômeno que ficou conhecido como Distúrbio do Colapso das Colônias (CCD na sigla em inglês) pode desencadear uma crise alimentar grave em todo o planeta e, por consequência, afetar as economias de diversos países que se utilizam da agricultura para gerar capital. Após anos de pesquisa, ainda não se detectou o principal agente por trás da extinção desses insetos, mas os cientistas sugerem uma complexa interação de diversas causas como responsáveis por esse distúrbio, entre elas o aquecimento global, as monoculturas, as queimadas e o desmatamento. Continue lendo O futuro sem alimento

Monitoramento do ar deixa muito a desejar em Porto Alegre

Porto Alegre tem 790.038 veículos licenciados para circular segundo dados do Detran de abril de 2014 - Foto: Liliane Pereira
Porto Alegre tem 790.038 veículos licenciados para circular segundo dados do Detran de abril de 2014 – Foto: Liliane Pereira

Monitorar a qualidade do ar que respiramos é tão essencial quanto controlar a pureza da água que bebemos. No entanto esse controle não tem acontecido como deveria para nos revelar o índice real de poluição atmosférica existente na capital gaúcha.

 

 

1º lugar no 6º Prêmio Unochapecó / Caixa de Jornalismo Ambiental (2014)

 

 

Por Liliane Pereira
Jornalismo Ambiental / Manhã

Quem tem o dever de controlar a poluição do ar nas regiões mais poluídas do Rio Grande do Sul é a Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam). Por falta de investimentos, não é o que ocorre. Em Porto Alegre o monitoramento também é atribuição da Secretaria Municipal do Meio Ambiente (SMAM). Das três estações municipais, apenas uma funciona. Continue lendo Monitoramento do ar deixa muito a desejar em Porto Alegre

Na feira dos agricultores ecologistas, até flor se come e faz bem pra saúde

Tradicional feira de agricultores ecologistas de Porto Alegre realizada aos sábados pela manhã na José Bonifácio, ao lado do Parque da Redenção
Tradicional feira de agricultores ecologistas de Porto Alegre realizada aos sábados pela manhã na José Bonifácio, ao lado do Parque da Redenção
Por trás de cada banca da Feira dos Agricultores Ecologistas de Porto Alegre (RS) uma história diferente. Por trás de cada produtor um ideal. Responsabilidade social, ambiental e sustentável mostram-se presentes no olhar de cada trabalhador, que ali busca sustento, e um mundo melhor.

 

Massey Ferguson / Divulgação

3º lugar na categoria Estudante do 13º Prêmio Massey Ferguson de Jornalismo (2014)

 

 

 

Texto e fotos: Gabriela Fritsch
Jornalismo Ambiental / Noite

Salvador Rosa da Silva, mais conhecido como Dodô, trabalha aos sábados na Feira dos Agricultores Ecologistas (FAE), localizada no bairro Bom Fim, em Porto Alegre (RS). Produtor de legumes, verduras e frutas no bairro Lami, extremo-sul da capital gaúcha, um de seus cultivos chama atenção: o hibisco, planta que pode ser consumida de diversas formas e faz sucesso. “Vendo mais ou menos 70 caixinhas da plantinha por feira. O pessoal gosta porque muitas receitas podem ser feitas com a flor”, conta. Geleia, pasta salgada, chá, doces e bebidas podem ser produzidos a partir da pequena planta. Continue lendo Na feira dos agricultores ecologistas, até flor se come e faz bem pra saúde