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Degradação e descaso: a trajetória do Rio dos Sinos

Trecho do Rio dos Sinos na altura da ponte sobre a Avenida Mauá, em Novo Hamburgo – Crédito: Alberi Neto
Conheça quem protege e o que contamina o quarto rio mais poluído do país

Por Alberi Neto, Aline Eberhardt e Ariadne Kramer
Jornalismo Ambiental campus Fapa / Manhã

Da janela do trem metropolitano, o Rio dos Sinos passa diante dos olhos como uma bela pintura na paisagem, logo na entrada de Novo Hamburgo. A reação só muda quando os pés batem no barro molhado e escorregadio da margem. Nas águas que correm por baixo da ponte da Avenida Mauá é possível constatar outra realidade. Uma água de cor turva tocada por um vento gelado traz consigo o forte cheiro da terra lamacenta, misturada com resquícios do esgoto de casa, jogando para a beirada do rio galhos, roupas e até partes de móveis. Enquanto a reportagem caminha em busca de retratos da poluição hídrica do Sinos, pai, mãe, uma criança e um cachorro chegam e lá se vão mais algumas taquaras para a água.

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Descaso geral

Descarte de lixo nas margens do Arroio Sarandi em Porto Alegre (RS) – Crédito: Leticia Szczesny
A falta de saneamento básico, a desatenção das autoridades e o descaso de muitos moradores fazem do Arroio Sarandi um esgoto a céu aberto, foco permanente de enchentes e doenças de veiculação hídrica. Água coletada pela reportagem do blog de jornalismo ambiental da UniRitter, analisada em laboratório da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, revelou índice elevado de poluentes oriundos de resíduos domésticos sem tratamento.

Por Leticia Szczesny e Taina Flores
Jornalismo Ambiental campus Fapa / Manhã

Colchão, sofá, roupeiro, geladeira, garrafa de bebida alcoólica, carcaça de carros, armários, sacolas plásticas, restos de alimentos e até embalagens de produtos químicos. Estes são itens normalmente encontrados em moradias, mas é em meio a uma rua de chão batido e nas margens de um arroio que eles estão. O Arroio Sarandi ou valão Sarandi, como é conhecido pelos moradores do bairro, é um grande depósito de lixo utilizado pelas próprias pessoas que ali vivem. Quem passa pela Rua Francisco Pinto da Fontoura, próximo à Avenida Dique, na Vila Elisabeth, um dos principais pontos de descarte, vê um descaso geral.

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Antiga estação de tratamento de esgoto vira estacionamento em condomínio

Um dos estacionamentos do Parque Residencial Teresópolis, um dos maiores condomínios de Porto Alegre, onde antes funcionava estação de tratamento primário de esgoto operada pelo Dmae - Crédito: Daniela Fernandes
Um dos estacionamentos do Parque Residencial Teresópolis, um dos maiores condomínios de Porto Alegre, onde antes funcionava estação de tratamento primário de esgoto operada pelo Dmae – Crédito: Daniela Fernandes
Quando ainda não era possível tratar o esgoto cloacal no bairro Alto Teresópolis, na zona sul de Porto Alegre, o Condomínio Parete, um dos maiores da capital gaúcha, com 60 blocos, tinha uma estação operada pela Prefeitura que fazia o tratamento primário dos efluentes domésticos de quase cinco mil pessoas.

Por Daniela Barros Fernandes
Jornalismo Ambiental / Manhã

Um enorme tanque, onde quatro pás giratórias desintegravam tudo e transformavam todo resíduo em líquido que era despejado no esgoto cloacal público da Erechim, rua que passa ao lado de um dos maiores condomínios de Porto Alegre (RS). Era assim que funcionava a estação de tratamento primária de esgoto do Parque Residencial Teresópolis, conhecido como Condomínio Parete.

Localizado no bairro Alto Teresópolis, em frente ao campus Zona Sul da UniRitter, em uma área de 77.274 m², os 60 blocos do Parete tem um total de 998 apartamentos, onde moram quase cinco mil pessoas. Continue lendo Antiga estação de tratamento de esgoto vira estacionamento em condomínio