Todos os posts de ALU201611134

Alunos Graduacao Jornalismo ZS

Não há para onde correr!

Más condições ambientais causam 12,6 milhões de mortes por ano no planeta. Décadas de poluição fizeram com que o homem transformasse a Terra em um lugar perigoso à sua própria saúde. E agora?

Por Orlando A. Moraes
Jornalismo Ambiental – Campus Zona Sul / Noite

Acidentes vasculares cerebrais, doenças isquêmicas, diarreicas, câncer, infecções e até quadros de depressão. A lista de doenças ligadas direta ou indiretamente ao meio ambiente só não é maior do que a de pessoas afetadas por elas em todos os cantos do globo terrestre. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), são 12,6 milhões de mortes causadas por más condições ambientais no planeta. E as causas variam, indo desde presumíveis problemas pulmonares até impensáveis enfermidades psíquicas. Continue lendo Não há para onde correr!

Tratamento de esgoto ainda é insuficiente em Porto Alegre

 

Estação de Tratamento de Esgoto São João/Navegantes – Crédito: Karine Pinheiro
Visita à estação de tratamento de esgoto ajuda a entender os desafios da capital gaúcha para atingir a excelência do serviço.

Por Geila Passos, Karine Pinheiro e Márcia Santos
Jornalismo Ambiental – Campus Zona Sul / Noite

A universalização do acesso ao saneamento básico, garantida pela lei 11.445/2007, é uma meta que está prevista para ser alcançada até 2035 em Porto Alegre. As justificativas para isso são de que além de não existir verba suficiente, não é fisicamente possível construir ou ampliar as Estações de Tratamento de Esgoto (ETE) em tão pouco tempo. Uma visita a ETE São João/Navegantes facilita o entendimento do atual quadro do saneamento na capital gaúcha. Continue lendo Tratamento de esgoto ainda é insuficiente em Porto Alegre

O perigo invisível dos medicamentos na água

O descarte inadequado de remédios contamina a água e aumenta o risco de doenças crônicas a longo prazo – Crédito: Pâmela Bassualdo
O descarte inadequado de remédios pode contaminar a água do lago Guaíba utilizada para abastecer a população de Porto Alegre? Em busca desta resposta, a reportagem do blog de Jornalismo Ambiental conversou com especialistas para compreender os possíveis danos  ao organismo humano e ao ecossistema.

Por Andrew Fischer, Danrley Passos, Matheus Suminski e Pâmela Bassualdo
Jornalismo Ambiental – Campus Zona Sul / Noite

A água do Guaíba pode estar contaminada. Estudos mostram que os porto-alegrenses estão expostos a uma série de substâncias que geram consequências tanto a curto quanto a longo prazo. Apesar de tratada, a água que chega às torneiras dos moradores da Capital ainda pode conter resíduos de medicamentos utilizados e descartados pelas pessoas, e que podem ser responsáveis por consequências à vida humana e dos demais seres vivos de outros ecossistemas, principalmente aquáticos. Continue lendo O perigo invisível dos medicamentos na água

O resgate da liberdade através do lixo

Apenas na Penitenciária Madre Pelletier é realizado o processo de reciclagem eletrônica – Crédito: Adriano Bazzo
A reportagem do blog de Jornalismo Ambiental da UniRitter visitou a Penitenciaria Feminina Madre Pelletier (PFMP), onde as apenadas trabalham na reciclagem de lixo eletrônico, programa inédito no cenário carcerário do Rio Grande do Sul.

Por  Adriano Bazzo, Eduardo Marques, Jeniffer de Oliveira e Rosa Mantovani
Jornalismo Ambiental – Campus Zona Sul / Noite

Desta vez o exemplo vem de trás das grades: mulheres privadas de liberdade da Penitenciária Feminina Madre Pellitier encontram um alento para recomeçar através de um trabalho digno em prol da sociedade e do meio ambiente.

A Superintendência de Serviços Penitenciários (Susepe), junto com a Companhia de Processamento de Dados do Estado do Rio Grande do Sul (Procergs) e a empresa JG Recicla tomaram frente de um trabalho inédito no sistema prisional do Rio Grande do Sul. Continue lendo O resgate da liberdade através do lixo

O Arado Velho e a resistência contra interesses imobiliários no extremo sul de Porto Alegre

Região da Fazenda Arado Velho – Crédito:Reprodução/ Preserva Arado
Há quase dois anos, o condomínio de luxo almejado pela empresa Arado-Empreendimentos não saiu do papel graças ao movimento ambientalista Preserva Arado e colaboradores.

Por Gabriela Azzolini, Natália Silveira e Tainara Fazenda
Jornalismo Ambiental – Campus Zona Sul / Noite

“Havendo vício material no processo legislativo, defiro o pedido liminar para suspender a eficácia da Lei Complementar nº 780 de 20 de novembro de 2015”. Assim se concretizou o esforço exercido há mais de um ano pelo movimento Preserva Arado contra um condomínio de luxo projetado para a região da fazenda do Arado Velho, em Belém Novo. A juíza Nadja Mara Zanella  disse que houve falta de audiência publica para para apresentar e ouvir a comunidade sobre a lei 780/2015, que alterou o regime urbanístico da fazenda. Continue lendo O Arado Velho e a resistência contra interesses imobiliários no extremo sul de Porto Alegre

Transformando lixo em dinheiro

Roberto amassa as latas para vendê-las – Crédito: Paulo Mendes
A reciclagem consegue gerar lucro para os envolvidos? Sim! A transformação do lixo em produtos industriais representa um meio de gerar receitas para quem trabalha neste processo. É assim que faz Roberto Paulo Inocente, serralheiro aposentado, que junta latinhas e fios de cobre para o complemento de seus rendimentos.

Por Guilherme Oliveira Barni, Luiza Brandão Flores, Matheus Furtado e Paulo Mendes
Jornalismo Ambiental – Campus Zona Sul / Noite

Não é novidade que se pode ganhar dinheiro com a reciclagem, e ter uma renda através dessa prática. Porém, para as pessoas que já possuem sua renda,  que já têm sua profissão que garante o dinheiro do mês, vale à pena reciclar para ter um dinheiro a mais? Continue lendo Transformando lixo em dinheiro

Licenciamento de olhos fechados

Desde 2015, a renovação de licenças ambientais passou a ocorrer de forma automática para todos os setores – Crédito: Divulgação Fepam/Sema
Sob o argumento de reduzir o tempo de tramitação dos processos na Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam), o governo gaúcho publicou, em maio de 2015, a portaria 46 que permite a renovação automática das licenças ambientais para todos os setores, excluindo a necessidade de vistoria técnica. Quais os riscos desta decisão?

Continue lendo Licenciamento de olhos fechados

A desconstituição do Estado

As Fundações Estaduais ameaçadas pelas Leis 14.997, 14.978 e 14.982 de 2017 – Crédito: Sam Mazzinghy
A Constituição é o principal documento de um país, e dispõe sobre o direito e o dever de todo cidadão – e do Poder Público. Desde dezembro de 2016, a legalidade do processo que trata da possível extinção de nove fundações ligadas ao Estado do Rio Grande do Sul vem sendo discutida em inúmeras rodas de debates e reportagens, além de ser alvo de ação protocolada pelo Ministério Público no Tribunal de Contas do Estado. No entanto, ao propor à sociedade gaúcha o projeto de extinção, o governo parece ter esquecido de suas obrigações constitucionais. Juntas, as fundações formam uma verdadeira força-tarefa, e desempenham a maior parte do que é incumbido ao Poder Público no artigo 225 do capítulo VI da Carta Magna, que trata da proteção do meio ambiente.

Por Ana Carolina Pinheiro e Patricia Vieira
Jornalismo Ambiental – Campus Zona Sul / Noite

É de praxe que os últimos dias do ano sejam bastante calmos, com expedientes mais curtos e menos demanda de trabalho – especialmente em órgãos públicos. Não foi isso que aconteceu na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul no dia 21 de dezembro, primeiro dia de verão de 2016. Em uma extensa votação que se estendeu pela madrugada, os parlamentares gaúchos aprovaram a extinção de nove fundações ligadas ao Estado.

Porém, tendo como argumento a contenção de gastos e o combate à crise financeira do RS, a proposta parece ignorar o trabalho realizado pelas fundações ameaçadas. São elas que desempenham parte significativa das incumbências previstas na Constituição Federal de 1988 ao Poder Público. Um exemplo disso é o parágrafo primeiro do artigo 225 capítulo VI da Carta Magna, que designa o que é de obrigação do Poder Público na área de meio ambiente.

Art. 225. Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao Poder Público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações. Continue lendo A desconstituição do Estado

Como acontece a certificação dos produtos orgânicos

Produtos certificados recebem o selo SisOrg do Ministério da Agricultura – Crédito: Leonardo Dutra
Especialistas detalham o processo de certificação dos alimentos orgânicos. Buscando ampliar as informações a respeito desse mercado, que tem crescido nos últimos anos, a reportagem apurou o que a legislação diz a respeito de tais produtos e como são dadas as três formas de certificação existentes no Brasil.

Por Drysanna Espíndola, Gilberto Echauri e Leonardo Dutra
Jornalismo Ambiental campus Zona Sul / Noite

Os produtos orgânicos estão cada vez mais presentes na dieta dos brasileiros. Em janeiro de 2016, um estudo divulgado pelo Projeto OrganicsNet, da Sociedade Nacional de Agricultura, apontou um crescimento anual de 30% na produção de alimentos orgânicos no Brasil. Um aumento acima da média mundial, cujos índices de avanço ficam entre 5% e 10% ao ano. Mas, afinal, quem é responsável por certificar a qualidade desses alimentos que chegam à mesa do consumidor? O que garante que um produto vendido como orgânico de fato o é? Continue lendo Como acontece a certificação dos produtos orgânicos

Refugiados da nova ponte do Guaíba

Famílias da Ilha Grande dos Marinheiros acompanham a ponte se aproximar cada vez mais de suas casas enquanto esperam notícias sobre o reassentamento – Crédito: Ana Carolina Pinheiro
A construção da Nova Ponte do Guaíba já é uma realidade. Enquanto muitos gaúchos aguardam ansiosamente a conclusão das obras, as famílias da Ilha Grande dos Marinheiros e de outras duas comunidades de Porto Alegre (Tio Zeca e Areia) esperam notícias sobre o processo de reassentamento. O desencontro de informações, o constante atraso nas obras, a possibilidade iminente de serem removidos de suas casas e o apego às plantas, aos animais e às construções que compõem o ambiente da comunidade vêm assombrando os moradores, que esperam desde 2014 pela remoção.

Por Ana Carolina Pinheiro e Lucas Silveiro de Arruda
Jornalismo Ambiental campus Zona Sul / Noite

Foi numa tarde de trabalho que Imaculada Galvão nos recebeu na sede da Cooperativa Resgatando a Dignidade, na Ilha Grande dos Marinheiros. Com muito orgulho ela nos apresenta um peso de porta feito com caixa de leite, em formato de sofá, como sendo o mais novo produto da Cooperativa, que busca transformar o lixo reciclável em artesanato. Porém, toda essa animação some de seu rosto quando anunciamos o tema da nossa conversa: a construção da Nova Ponte do Guaíba e o reassentamento dos moradores da Ilha. Continue lendo Refugiados da nova ponte do Guaíba