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Na realidade preto e branco, o verde dá cor à ocupação Terra Nossa

Famílias lutam para regularizar área ocupada há cinco anos nas proximidades do campus Fapa da UniRitter – Crédito: Leonardo Ferreira

O drama das famílias que vivem sem saneamento em ocupação na zona leste de Porto Alegre (RS).

Por Jessica Laguna, Leonardo Ferreira e Leonardo Nunes
Jornalismo Ambiental – Campus Fapa / Noite

A ocupação Terra Nossa nasceu dia 11 de janeiro de 2012. Localizada na rua 22 de Novembro, no bairro Passo das Pedras, Zona Leste de Porto Alegre (RS), ela foi formada por pessoas em situação de vulnerabilidade social em busca de um lugar digno para viver. Mesmo com condições precárias de saneamento, ela atualmente é a solução para cerca de 400 famílias. Nas habitações construídas em local de risco há falta de água, luz e esgoto. Continue lendo Na realidade preto e branco, o verde dá cor à ocupação Terra Nossa

Braskem apresenta Polo de Triunfo a estudantes de jornalismo ambiental

Estudantes de jornalismo da UniRitter de Porto Alegre percorreram de ônibus parte do Polo Petroquímico de Triunfo – Crédito: Roberto Villar Belmonte
Alunos da disciplina de jornalismo ambiental do campus Fapa da UniRitter participaram de uma visita técnica ao Polo Petroquímico de Triunfo promovida pela Braskem no dia 2 de junho, véspera da Semana do Meio Ambiente.

Por Niége Moreira
Jornalismo Ambiental – Campus Fapa / Manhã

É a “Braskem das pessoas” e “do meio ambiente” que os alunos das turmas de jornalismo ambiental, do Centro Universitário Ritter dos Reis foram convidados a conhecer, segundo o engenheiro químico João Ruy Dornelles Freire, diretor de Assuntos Institucionais da Braskem. Continue lendo Braskem apresenta Polo de Triunfo a estudantes de jornalismo ambiental

Os desafios do movimento ambientalista gaúcho

Manifestantes protestam em frente à Secretaria do Meio Ambiente contra a extinção da Fundação Zoobotânica do Rio Grande do Sul – Crédito: Divulgação Agapan
Diante dos graves problemas ambientais que marcam o século XXI, quais devem ser as bandeiras de luta das organizações não governamentais que atuam na área? O trabalho das ONGs pode ser financiado com dinheiro de poluidores? Os ambientalistas devem continuar participando de conselhos públicos? Como criar novas lideranças? Para tentar responder estas questões, a reportagem do blog de Jornalismo Ambiental da UniRitter entrevistou dirigentes da Agapan, do Movimento Roessler, do Instituto Augusto Carneiro, do Núcleo Amigos da Terra Brasil e do Instituto Ingá. Para melhor compreender o movimento ecologista gaúcho, também consultou a historiadora ambiental Elenita Malta.

 

Por Alberi Neto, Aline Eberhardt e Ariadne Kramer
Jornalismo Ambiental – Campus Fapa / Manhã

A pressão dos grupos ambientalistas ajudou a criar políticas públicas a fim de proteger o meio ambiente. Antes feito de forma tímida, hoje de maneira mais acentuada, essas conquistas políticas são fruto de uma tomada de posição mais militante dos movimentos ecológicos. Nos anos 1970, por exemplo, não existiam órgãos responsáveis pela fiscalização e cuidado do meio ambiente. Com o avanço e a popularização do movimento, eles foram sendo criados.

A participação do movimento ambientalista nas esferas governamentais que começaram a surgir timidamente nos anos 1980 é um assunto que divide opiniões. Enquanto alguns acham que a política “contamina”, outros acreditam que ela dá voz e não pode ser ignorada. “Devemos fazer ouvir nossa voz em todos os espaços a que possamos ter acesso”, defende Leonardo Melgarejo, ex-presidente da Associação Gaúcha de Proteção ao Ambiente Natural (Agapan). Continue lendo Os desafios do movimento ambientalista gaúcho

Energia solar caminha a passos lentos

Painéis solares começam a brotar no Rio Grande do Sul – Crédito: Palácio Piratini / Divulgação

Apesar de ser um mercado promissor, falta de dinheiro e de incentivo a pesquisas impedem a popularização do uso de energia solar no Brasil.

 

Por Drysanna Espíndola, Gilberto Echauri Junior e Leonardo Dutra
Jornalismo Ambiental – Campus Zona Sul / Noite

No dia 25 de abril de 1954, uma coletiva de imprensa realizada pela Bell Laboratories – criada por Alexander Graham Bell, o inventor do telefone – anunciou a primeira célula comercial capaz de captar energia do sol. O comunicado foi tão impactante que o New York Times caracterizou este evento como “o início de uma nova era”. Contudo, passados 63 anos, ainda não é fácil encontrar painéis solares no Brasil.

Dados de junho de 2017 da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) atestam que a energia solar é responsável por apenas 0,02% de toda a energia gerada no país. No Rio Grande do Sul este número é ainda menor. Segundo informações do Atlas Socioeconômico do Estado, em 2013, meros 0,00003% de toda a energia produzida foi feita por captação solar. Continue lendo Energia solar caminha a passos lentos

Moradores em risco no Morro Santana

Esgoto de bairro da zona leste de Porto Alegre corre a céu aberto – Crédito: João Pedro Tavares
A reportagem do blog de Jornalismo Ambiental percorreu o morro mais alto de Porto Alegre para registrar o descaso com o saneamento básico. Três pessoas morreram recentemente na região com leishmaniose.

Por João Pedro Tavares
Jornalismo Ambiental – Campus Fapa / Noite

Os moradores do Morro Santana sofrem com problemas graves com relação ao saneamento básico fornecido pelo Departamento Municipal de Água e Esgotos (DMAE). Dentre as dificuldades enfrentadas na região, os habitantes se encontram perdidos em meio à falta de água, esgoto a céu aberto, áreas que servem como local para despejo de resíduo sólido e muitas doenças. Continue lendo Moradores em risco no Morro Santana

“Ambientalistas, pensando bem, somos nós”

Os Mbyá-Guarani possuem uma relação de parentesco com o meio ambiente. Na foto, o Cacique Jaime Vherá Guyrá com sua família em Viamão (RS) – Crédito: Bruna Jordana

O Brasil é um país com uma grande diversidade de etnias indígenas.  Segundo a Fundação Nacional do Índio (Funai), existem cerca 225 povos nas terras “tupiniquins”. A reportagem visitou uma aldeia Mbýa-Guarani em Viamão a fim de compreender a forma como eles olham para natureza e entrevistou o escritor indígena Daniel Munduruku para falar sobre a inclusão desses povos nos debates ambientais.

Por Bruna Jordana e Paula Schuster
Jornalismo Ambiental – Campus Zona Sul / Noite

O relógio marcava 19:00 horas quando chegamos no Delfos, espaço reservado para palestras e debates dentro da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS). A sala, embora pequena, estava com todos seus assentos ocupados: aguardavam a chegada de Daniel Munduruku, que, com 53 anos, é o principal escritor indígena do país. Continue lendo “Ambientalistas, pensando bem, somos nós”

Tempestades no horizonte

O evento climático que atingiu São Francisco de Paula no mês de março será mais frequente e intenso em um planeta mais quente – Crédito: Sidd Rodrigues
Tornados, cheias e supertempestades estão se tornando eventos climáticos cada vez mais comuns na Região Sul do Brasil. Estamos preparados? Para compreender a realidade de um planeta mais quente, a reportagem do blog de jornalismo ambiental da UniRitter esteve em São Francisco de Paula, assolada em março por um tornado, e no Centro Polar e Climático da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, referência em pesquisas sobre mudança do clima.

Por Sidd Rodrigues e Ariel Freitas
Jornalismo Ambiental campus Fapa / Manhã

Num piscar de olhos, o dia virou noite em São Francisco de Paula, na Serra Gaúcha. A manhã daquele domingo, 12 de março, foi engolida pela muralha de nuvens vinda do oeste. Eram 7h50 da manhã quando, levadas por um tornado – com ventos estimados em mais de 140 km/h – centenas de residências, prédios comerciais e públicos foram arrancados do chão, jogados aos ares, deixando para trás um rastro de destruição. Um mês depois, ainda restavam as cenas de terror. Nos cacos de vidro espalhados pelas ruas, nas vigas de ferro retorcidas pelo vendaval ou na memória de uma população traumatizada.

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Indústrias com alto potencial poluidor com emissão de efluentes no lago Guaíba

Mapa elaborado pelo professor da disciplina de Jornalismo Ambiental da UniRitter, Roberto Villar Belmonte, como exemplo de pesquisa em banco de dados e visualização.  Ele mostra a posição geográfica das dez indústrias de alto potencial poluidor, de porte grande e excepcional localizadas em Porto Alegre e Guaíba, com emissão de efluente industrial tratado autorizada pela Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam), o órgão ambiental do Rio Grande do Sul.

Os dados foram apurados durante a disciplina Jornalismo Ambiental em Dados no PPGCOM / UFRGS no segundo semestre de 2016. Tutorial da investigação disponível aqui.

O impacto da poluição nos peixes do Guaíba

Mapa dos pontos de coleta dos peixes pesquisados pelo Laboratório de Ictiologia da Ufrgs – Crédito: Laboratório de Ictiologia da Ufrgs
Mapa dos pontos de coleta dos peixes pesquisados pelo Laboratório de Ictiologia da Ufrgs – Crédito: Divulgação
O Guaíba é um ecossistema que sustenta uma rica biodiversidade, onde interagem diversas espécies que dependem de sua boa qualidade e preservação. Há décadas o lago vem sendo poluído por esgoto doméstico e por efluentes industriais. Estudos sugerem que o caldo de poluição já pode estar causando deformações ósseas em algumas espécies de peixes.

Por Juan Molina
Jornalismo Ambiental / Manhã

“Eu não tive estudo. Sobrevivi por causa dos peixes”. O relato acima retrata a realidade de quem dedicou uma vida inteira à pesca. Alfredo Gonçalves, de 96 anos, é o pescador mais antigo da Ilha da Pintada, uma das ilhas do Delta do Jacuí, em Porto Alegre. Alfredo entrou cedo nesta vida, quando junto do pai vendia peixes pela região. Hoje em dia já não é mais assim. Através do desenvolvimento desenfreado de atividades econômicas e o descarte incorreto de resíduos, o Guaíba não está mais para peixe. 

Alfredo Gonçalves, 96 anos, joga a linha no lago Guaíba para pescar – Crédito: Juan Molina
Alfredo Gonçalves, 96 anos, joga a linha no lago Guaíba para pescar – Crédito: Juan Molina

 

Desde 1992, há o projeto “Análise da frequência de anomalias morfológicas, IGS e desenvolvimento gonadal em peixes do lago Guaíba” realizado pelo Laboratório de Ictiologia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs). Financiada pela empresa CMPC Celulose Riograndense, a pesquisa tem como objetivo verificar se há significância ou não nas alterações ósseas, estruturais ou branquiais dos peixes. Continue lendo O impacto da poluição nos peixes do Guaíba

De galho em galho, os corredores que salvam a vida nativa

Espécies em risco de extinção, como o bugio-ruivo, se beneficiam dos corredores para se reproduzir - Crédito: Projeto Corredores de Vida Nativa / Divulgação
Espécies em risco de extinção, como o bugio-ruivo, se beneficiam dos corredores para se reproduzir – Crédito: Projeto Corredores de Vida Nativa / Divulgação
O crescimento desorganizado de Porto Alegre criou uma barreira urbana para a fauna que vive no Morro do Osso, impossibilitada de se deslocar entre as áreas verdes da região. Além de trazer diversos problemas às espécies, alguns animais, como o bugio-ruivo, sofrem risco de serem extintos. Um projeto de corredores ecológicos tenta contornar a situação.

Por Débora Neto
Jornalismo Ambiental / Manhã

Imagine você e sua família isolados em uma ilha. Sem conseguir sair dali, vocês teriam que arranjar formas de se alimentar e de se reproduzir. É aí que começam os problemas. Em algum momento acabaria a comida. A espécie seria contaminada pelos efeitos da reprodução entre parentes próximos. Uma doença não atingiria um, mas todos que ali estivessem e em caso de desastres naturais, sem ter pra onde fugir, todos seriam mortos. Agora imagine que já existem famílias vivendo nessa situação. Continue lendo De galho em galho, os corredores que salvam a vida nativa