Todos os posts de ALU201521922

Alunos Graduacao Jornalismo FAPA

Os apelos da maquiagem verde

Charge reproduz o comportamento das empresas em maquiar seus reais interesses – Crédito: Bogoricin Prime / Reprodução
Empresas utilizam artifícios para mascarar seus produtos, obter uma imagem sustentável no mercado e esconder os problemas que causam ao meio ambiente.

Por Luka Pumes, Lorenzo Albella e Rafael Martins
Jornalismo Ambiental – Campus Fapa / Noite

O consumidor frequentemente é exposto à maquiagem verde de algum produto. Este processo é conhecido internacionalmente como greenwashing (ou lavagem verde, em tradução livre). Ele é praticado por empresas ou indústrias que tentam mascarar produtos e ações para o público. Consiste na divulgação de anúncios e campanhas publicitárias para construir uma imagem ecologicamente correta para processos sujo. Ou seja, propaganda enganosa, onde uma imagem é passada, porém, com uma realidade bem diferente.

Entre 2010 e 2014, a quantidade de produtos que se autodeclaram “verdes” cresceu quase cinco vezes (478%) no Brasil e o número total de embalagens com sinais e mensagens indicando posturas simpáticas com o meio ambiente disponíveis para o consumidor cresceu três vezes (296%), de acordo com a segunda edição da pesquisa sobre Greenwashing publicada pela Market Analysis em 2015. Cosméticos e produtos de higiene lideram a lista da maquiagem verde no mercado brasileiro.

Continue lendo Os apelos da maquiagem verde

Poa com bituca

 

Comumente jogadas no chão, as bitucas de cigarro são nocivas ao meio ambiente – Crédito: Osmar Martins
O projeto Poa Sem Bituca desenvolvido pelo empresário Flávio Leite, em 2015, foi interrompido devido à falta de apoio. O descarte inapropriado dos tocos de cigarro gera problemas ambientais.

Por Jean Costa, Osmar Martins e Rafael Costa
Jornalismo Ambiental – Campus Fapa / Noite

É muito comum ver, ao andar pelas ruas, centenas de bitucas se decompondo no chão ou na terra de canteiros. Baseando-se no descarte indevido desses resíduos, o empresário Flávio Leite apresentou, em 2015, a ideia do Poa Sem Bituca. A ação desenvolvida pelo dono da empresa EcoPráticas consistia em espalhar bituqueiras pela cidade onde o descarte do cigarro teria um fim adequado. O projeto nasceu após Leite fazer uma pesquisa na qual apontou que não havia um destino correto para a remoção das bitucas, o que prejudicava ainda mais o meio ambiente.

Continue lendo Poa com bituca

“Política Nacional de Resíduos Sólidos é lida de ponta-cabeça”

Caminhão a serviço da prefeitura de Porto Alegre – Crédito: Sidd Rodrigues
Em audiência pública sobre a Política Nacional de Resíduos Sólidos, Daniel Martini, promotor do Ministério Público do Rio Grande do Sul, afirmou que, em sua maioria, gestores municipais não seguem o que diz a lei de 2010.

Por Daniela Knevitz
Jornalismo Ambiental – Campus Fapa / Noite

Em de 2 de agosto de 2010, foi sancionada a Lei Nº 12.305 que trata da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS). Ela determina a prevenção e a redução na geração de resíduos, tendo como proposta a prática de hábitos de consumo sustentável e um conjunto de instrumentos para propiciar o aumento da reciclagem e da reutilização dos resíduos sólidos (aquilo que tem valor econômico e pode ser reciclado ou reaproveitado), além da destinação ambientalmente adequada dos rejeitos (aquilo que não pode ser reciclado ou reutilizado). A lei institui, ainda, a responsabilidade compartilhada dos geradores de resíduos: fabricantes, importadores, distribuidores, comerciantes, cidadãos e titulares de serviços de manejo dos resíduos sólidos urbanos na Logística Reversa, dos resíduos e embalagens pré e pós-consumo. Continue lendo “Política Nacional de Resíduos Sólidos é lida de ponta-cabeça”

Uma vida em duas rodas

Jhonattan Queiroz enfrenta o caótico trânsito porto-alegrense – Crédito: Robson Hermes
Como o ciclismo tem modificado a rotina de quem busca um meio de transporte sustentável em Porto Alegre.

Por Bruno Raupp, Lidiane Moraes e Robson Hermes
Jornalismo Ambiental – Campus Fapa/Noite

A mudança pode ocorrer a qualquer momento. Um salto para fora da rotina extenuante ou um ímpeto por alterar o status quo. Essa busca incontrolável pelo novo gera novas ideias e muda, diariamente, milhares de vidas. Assim aconteceu com Jhonattan Queiroz, 29 anos, empresário e morador de Porto Alegre. Ele trocou o carro pela bicicleta e há oito anos a utiliza como seu principal meio de transporte. Continue lendo Uma vida em duas rodas

Budismo e sua reverência à natureza

“A vida não é uma pergunta a ser respondida e sim um mistério a ser vivido” (Buda) – Créditos: Nathalia Kerkhoven
Inspirado pela inauguração do Instituto Zen Maitreya no Centro Histórico de Porto Alegre, o blog de Jornalismo Ambiental da UniRitter entrevistou praticantes do budismo para compreender como esta religião oriental chegou até o Rio Grande do Sul e por que seus ensinamentos são quase um manifesto ecológico.  

Por Ana Paula Lima, Nathalia Kerkhoven e Thayane Lopes

Jornalismo Ambiental – Campus Fapa / Noite

O Budismo Zen é uma filosofia de vida que procura fazer o ser humano sair da zona de conforto e entender seu lugar na natureza. A cultura ética ocidental traz o egoísmo do homem, prejudicando a natureza com sua maneira de pensar, excluindo ela de sua vida, agindo como se as pessoas fossem feitas e mantidas no planeta Terra por outras funções. A biodiversidade, cadeia alimentar e todo o ciclo dado para manter a espécie humana são esquecidos. Continue lendo Budismo e sua reverência à natureza

Privada de escolha?

Urinar na água que posteriormente beberemos é a escolha certa? – Crédito: Matheus Closs
No dicionário, privada significa, quando adjetivo: alvo de restrição, limitação, que perdeu ou deixou de ter a posse sobre algo. Quando substantivo feminino, trata-se de uma peça de louça usada para dejeções (urina e fezes), uma latrina, um vaso sanitário. Na história de Porto Alegre o uso indiscriminado do Guaíba como “banheiro” é recorrente – desde os tempos em que o sotaque português imperava na província. Em uma planície circundada por morros, a opção mais viável para descarte – dados os recursos da época – foi o lago. Mais de dois séculos após a fundação da Capital gaúcha e o esgoto de inúmeras residências ainda vai, sem nenhum tratamento, direto para as águas do Guaíba.

Por Deise Freitas, Matheus Closs e Ulisses Miranda
Jornalismo Ambiental – Campus Fapa / Noite

A cidade de Porto Alegre foi fundada em 1772, às margens do Guaíba, seu principal manancial hídrico. Para ele convergem quatro rios: o Jacuí, o Caí, o Sinos e o Gravataí. A bacia, de 85.950 km², estabeleceu desde o início uma íntima e essencial relação com seus colonizadores, os casais de açorianos vindos de Portugal.

Os primeiros registros públicos dimensionam um pouco dessa relação histórica. Logo no ano de 1779 foi aprovada a construção de duas fontes públicas, uma localizada onde agora está a Praça Argentina e outra na atual Rua Jerônimo Coelho. No século seguinte, em 1837, o Código de Posturas designava locais para despejo, na antiga orla do Guaíba, de “ciscos e imundícies”.

“Era a maneira como se chamava todo e qualquer dejeto. No texto da legislação da época consta apenas ciscos e ‘immundícies’, com essa grafia mesmo”, conta a aluna do curso de Museologia da UFRGS, Clarice Alves, durante visita da reportagem do blog de Jornalismo Ambiental da UniRitter ao Arquivo Histórico, na  avenida Bento Gonçalves, em Porto Alegre. Continue lendo Privada de escolha?

Boatos sobre rompimento do dique aumentam junto com as chuvas em Cachoeirinha

Dique de Cachoeirinha que protege os moradores das cheias do Rio Gravataí preocupa a população – Crédito: Renato Kubaszewski
As fortes chuvas de 2017 vêm sendo motivo de preocupação para os moradores de Cachoeirinha, na Região Metropolitana de Porto Alegre, principalmente com os rumores de um possível desmoronamento do dique construído para conter as águas do rio Gravataí.

Por Renato Kubaszewski
Jornalismo Ambiental – Campus Fapa / Noite

A cidade de Cachoeirinha possui, desde a década de 1970, um sistema de proteção contra as cheias devido as fortes chuvas. Construído para evitar o aumento do nível do rio Gravataí, o sistema composto por um dique de terra garante a segurança da população que mora ao redor do rio.

Nos últimos anos, porém, muito tem se falado na região sobre possíveis rachaduras nas paredes do dique que mantém a cidade a salvo. Segundo alguns desses rumores, o dique estaria rachado e, consequentemente, ameaçado de ceder. Tais acontecimentos causariam uma tragédia irreversível. A ameaça preocupa os moradores dos arredores do Rio Gravataí.

Continue lendo Boatos sobre rompimento do dique aumentam junto com as chuvas em Cachoeirinha

O desafio de conscientizar num mercado efêmero

Ateliê da marca Carina Brendler Eco Clothing em Porto Alegre – Crédito: Cristine Fogliati
Em meio a retalhos, tecidos e peças usadas, empreendedoras buscam alternativas de viés sustentável para diminuir os impactos negativos do mercado da moda – segunda maior indústria poluidora do mundo. Combate à cultura do consumismo exagerado e conscientização do público destacam-se entre os principais desafios para quem aposta nesse nicho.

Por Cristine Fogliati, Daiana Camillo e Larissa Zarpelon
Jornalismo Ambiental – Campus Fapa / Noite

Tudo muda o tempo todo. O mundo da moda também. Entra ano e sai ano, as tendências chegam, mudam ou voltam conforme a estação. A ânsia pela novidade e a formação de uma geração de consumidores que cresceu com o imediatismo das redes sociais certamente faz da moda uma das indústrias mais impactadas por essa revolução comportamental. Segundo reportagem recente da BBC, a moda é também a segunda maior indústria poluidora do mundo. Continue lendo O desafio de conscientizar num mercado efêmero

“Não adianta colocar a culpa um no outro, a ETE tem que funcionar”

Estação de Tratamento de Esgoto de Alvorada está com obra concluída desde dezembro de 2016 – Crédito: Leonardo Ferreira

Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) de Alvorada ainda não está em operação. Previsão para funcionamento, segundo a Corsan, era abril de 2017.

Por Jéssica Laguna, Leonardo Ferreira e Leonardo Nunes
Jornalismo Ambiental campus Fapa / Noite

A nova Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) vai beneficiar os moradores de Alvorada e Viamão, mas ainda não entrou em operação. A obra, iniciada em 2009, tinha previsão de término em 2014 e só foi finalizada em dezembro de 2016. A estação localizada no município de Alvorada tinha como previsão para iniciar o funcionamento o mês de abril de 2017. A licença de operação concedida pela Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam) já está em vigor, mas a ETE ainda não está funcionando.

Em visita à ETE, junto com o engenheiro responsável por fiscalizar a obra, Wilson Leipnitz, 61 anos, a reportagem do Blog de Jornalismo Ambiental da UniRitter percebeu que o local se encontra em estado de abandono, com grama alta e vidros quebrados. A explicação dada pelo engenheiro foi a enchente ocorrida em 2015, que alagou tudo. Os guardas abandonaram seus postos, o que permitiu a invasão dos moradores da região. Ocorreram depredações e o furtos de equipamentos.

Continue lendo “Não adianta colocar a culpa um no outro, a ETE tem que funcionar”

Revitalização do Cais Mauá segue em debate

Gradeado, com tapumes e obras que parecem não ter fim, Usina do Gasômetro tem até placa de vende-se em uma das telas que o cercam. – Crédito: Osmar Martins
Qual é o futuro do Cais Mauá de Porto Alegre? A novela roteirizada acerca da revitalização proposta para esse importante ponto da Capital gaúcha ganha novos capítulos em meio a posse da administração municipal liderada por Nelson Marchezan Junior. Sem esperar que todos os gabinetes sejam ocupados, organizações como a Associação Amigos do Cais Mauá (Amacais) são fundadas com intuito de somar forças na defesa dos bens culturais e ambientais da cidade.

Por Flávio Renato Silva de Mattos, Jean Barbosa Costa, Osmar José Martins Neto e Rafael Costa da Rosa
Jornalismo Ambienta – Campus Fapa / Noite

O Centro de Porto Alegre é um local rico culturalmente. As pessoas conhecem a Praça da Alfandega, principalmente pela tradicional Feira do Livro, assim como a Casa de Cultura Mario Quintana, perto dos bares da Rua da Praia que funcionam como um escape da agitada região central não muito longe dali. Incrivelmente, todo esse barulho é separado do Cais Mauá, que costeia toda essa área. Com uma revitalização prometida para a Copa do Mundo de 2014, o Cais Mauá (também conhecido como Cais do Porto), tem uma extensão de pouco mais de três quilômetros.

Com origem em 2010, os primeiros passos do que seria a ideia da revitalização teve abertura de edital por parte da Prefeitura de Porto Alegre. A empresa NSG foi a ganhadora do edital e apresentou o projeto que visava uma perspectiva mais financeira do que cultural da orla que enfeita o Centro de Porto Alegre. Uma iniciativa da própria população de Porto Alegre não aceitou a ideia de revitalização apresentada pela empresa.

Continue lendo Revitalização do Cais Mauá segue em debate