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Alunos Graduacao Jornalismo FAPA

“Não adianta colocar a culpa um no outro, a ETE tem que funcionar”

Estação de Tratamento de Esgoto de Alvorada está com obra concluída desde dezembro de 2016 – Crédito: Leonardo Ferreira

Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) de Alvorada ainda não está em operação. Previsão para funcionamento, segundo a Corsan, era abril de 2017.

Por Jéssica Laguna, Leonardo Ferreira e Leonardo Nunes
Jornalismo Ambiental campus Fapa / Noite

A nova Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) vai beneficiar os moradores de Alvorada e Viamão, mas ainda não entrou em operação. A obra, iniciada em 2009, tinha previsão de término em 2014 e só foi finalizada em dezembro de 2016. A estação localizada no município de Alvorada tinha como previsão para iniciar o funcionamento o mês de abril de 2017. A licença de operação concedida pela Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam) já está em vigor, mas a ETE ainda não está funcionando.

Em visita à ETE, junto com o engenheiro responsável por fiscalizar a obra, Wilson Leipnitz, 61 anos, a reportagem do Blog de Jornalismo Ambiental da UniRitter percebeu que o local se encontra em estado de abandono, com grama alta e vidros quebrados. A explicação dada pelo engenheiro foi a enchente ocorrida em 2015, que alagou tudo. Os guardas abandonaram seus postos, o que permitiu a invasão dos moradores da região. Ocorreram depredações e o furtos de equipamentos.

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Revitalização do Cais Mauá segue em debate

Gradeado, com tapumes e obras que parecem não ter fim, Usina do Gasômetro tem até placa de vende-se em uma das telas que o cercam. – Crédito: Osmar Martins
Qual é o futuro do Cais Mauá de Porto Alegre? A novela roteirizada acerca da revitalização proposta para esse importante ponto da Capital gaúcha ganha novos capítulos em meio a posse da administração municipal liderada por Nelson Marchezan Junior. Sem esperar que todos os gabinetes sejam ocupados, organizações como a Associação Amigos do Cais Mauá (Amacais) são fundadas com intuito de somar forças na defesa dos bens culturais e ambientais da cidade.

Por Flávio Renato Silva de Mattos, Jean Barbosa Costa, Osmar José Martins Neto e Rafael Costa da Rosa
Jornalismo Ambienta – Campus Fapa / Noite

O Centro de Porto Alegre é um local rico culturalmente. As pessoas conhecem a Praça da Alfandega, principalmente pela tradicional Feira do Livro, assim como a Casa de Cultura Mario Quintana, perto dos bares da Rua da Praia que funcionam como um escape da agitada região central não muito longe dali. Incrivelmente, todo esse barulho é separado do Cais Mauá, que costeia toda essa área. Com uma revitalização prometida para a Copa do Mundo de 2014, o Cais Mauá (também conhecido como Cais do Porto), tem uma extensão de pouco mais de três quilômetros.

Com origem em 2010, os primeiros passos do que seria a ideia da revitalização teve abertura de edital por parte da Prefeitura de Porto Alegre. A empresa NSG foi a ganhadora do edital e apresentou o projeto que visava uma perspectiva mais financeira do que cultural da orla que enfeita o Centro de Porto Alegre. Uma iniciativa da própria população de Porto Alegre não aceitou a ideia de revitalização apresentada pela empresa.

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“Situação temporária” há mais de um ano

Montanha de lixo avança sobre mata nativa com focos constantes de fumaça – Crédito: Irajá Godoi da Silva / Arquivo Pessoal
Passado um ano do incêndio de grandes proporções que atingiu o Aterro Controlado do Passo do Morrinho, em Viamão, as condições do antigo lixão seguem apresentando irregularidades.

Por Aline Luísa Bisol, Eduardo Muller e Rarissa Grissuti
Jornalismo Ambiental campus Fapa / Noite

Ninguém quer morar perto de um aterro sanitário. Muito menos de um lixão. Aterros Sanitários deveriam ser a evolução dos lixões, pois recebem apenas inertes, ou seja, aquilo que não pode ser aproveitado e é devidamente separado e depositado em solo impermeabilizado para evitar contaminações. Já os lixões – que de acordo com a lei 12.305/10 deveriam ser extintos até 2014 em todo o território nacional – são áreas onde o lixo doméstico mistura-se aos restos de construção, pneus, materiais contaminados, vegetação, entre outros rejeitos a céu aberto.

Tudo isso pode causar incêndios, fumaça vinda do solo, mau cheiro e infestações. É um ambiente propício para o acúmulo de água parada e proliferação de transmissores de doenças. “Eu também não gostaria de morar ao lado de um lixão”, afirma Lúcia Gonçalves Dias, engenheira civil que ocupa cargo técnico na Secretaria de Meio Ambiente de Viamão, cidade onde lixo ainda significa incerteza.

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Alerta ligado para a transformação do clima

Tempestade avançando do Uruguai para o Rio Grande do Sul em março deste ano pouco antes do desastre de São Francisco de Paula – Crédito: Julito Ribas
Fenômenos extremos têm acontecido com mais frequência no Rio Grande do Sul. Números mostram que a incidência, que já é alta, tem aumentado. Novos serviços de atendimento a emergências têm surgido, como a parceria firmada entre a Defesa Civil Estadual e a Agência Adventista de Desenvolvimento e Recursos Assistenciais.

Por Lorenzo Albella, Luka Pumes e Rafael Acosta Martins
Jornalismo Ambiental campus Fapa / Noite

O despertador tocava pontualmente às 06h45min. Paulo, sempre atencioso com a esposa, levantava alguns minutos depois de lhe dar um beijo de bom dia e arquitetar o caminho para levar as crianças à escola. Naquele dia o celular tocou mais cedo e quebrou a rotina matinal da família Costa. Antes de acordar seu primogênito, que carrega seu nome, e a pequena Ana Clara, que havia assistido desenho até tarde no dia anterior, Paulo recebeu a notícia que poderia mudar totalmente a vida de sua família. Estava em sobreaviso, mas não havia decidido. Conversou com a família, largou as crianças na escola e foi até seu escritório que se localizava no palco de diversas inspirações poéticas de grupos musicais icônicos brasilienses como a Legião Urbana: o bairro da Asa Sul.

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“Minha querida, tu vai ter que por a mão no lixo!”

Trabalhadores usam luvas e equipamentos para não se machucar na Unidade de Triagem da Nova Chocolatão – Crédito: Viviane Santos
A história de quem precisou – literalmente – colocar a mão no lixo para sobreviver

Por Cristine Fogliati Nunes e Viviane Santos
Jornalismo Ambiental campus Fapa / Noite

A bordo do táxi, Daniela, a mãe e seus dois filhos pequenos. Saindo de Bagé, a caminho da capital com dois sacos de roupas, um liquidificador, cinco quilos de açúcar e uma esperança que se desfazia cada vez que passavam em frente aos prédios da avenida Borges de Medeiros sem que nenhum fosse sequer parecido com a moradia de sua mãe. Em frente ao Centro Administrativo Fernando Ferrari, os sonhos da jovem de 20 anos pareciam distantes.

Uma montanha de lixo foi o primeiro contato visual dela com o lugar. Vila Chocolatão, seria seu novo lar. Hoje, com 33 anos, Daniela do Carmo Gonçalves relembra da sua surpresa ao chegar a Porto Alegre. Seu único pensamento naquele dia era: “eu quero voltar”. Mas, era tarde demais.

A única saída encontrada por sua mãe foi chamar a jovem para auxiliá-la no Centro de Triagem. Assim, pelo menos com uma pequena renda ajudaria na nova vida. No princípio, Daniela se opôs à ideia de trabalhar naquele lugar. A realidade só veio à tona quando ouviu do seu padrasto: “Minha querida, tu vai ter que por a mão no lixo!”. Continue lendo “Minha querida, tu vai ter que por a mão no lixo!”

Eles estão morrendo!

Baleia-de-Bryde de aproximadamente 13 metros encalhada em Imbé – Crédito: Ignacio Moreno / Ceclimar
A fauna marinha está ameaçada com a mudança do clima, com a falta de saneamento e com o lixo jogado nos mares, com destaque para a quantidade crescente de plástico. Para conhecer de perto as causas do problema e possíveis soluções, uma equipe de reportagem do blog de Jornalismo Ambiental da UniRitter foi até Imbé (RS) conversar com o diretor ajunto do Centro de Estudos Costeiros,  Limnológicos e Marinhos (Ceclimar / UFRGS), o biólogo Ignacio Benites Moreno, pesquisador de referência em mamíferos marinhos que habitam a rica costa gaúcha.

Por Ana Hoffmann, João Pedro Tavares e Alice Fortes
Jornalismo Ambiental campus Fapa / Noite

A ação humana tem salvado e condenado diversas espécies marinhas que habitam o Litoral Norte gaúcho. A prova disso está no Centro de Estudos Costeiros Limnológicos e Marinhos (Ceclimar / UFRGS), localizado na cidade de Imbé (RS). A rotina inclui resgate e tratamento de pinguins, leões marinhos, botos e tartarugas.

Uma grande parte dos animais direcionados para a reabilitação não sobrevive as primeiras 48 horas pelas mais variadas causas detectadas pelo centro.  Os bichos tem a vida ameaçada por despejo de resíduos, poluição, pesca predatória, mudança climática e a quantidade cada vez maior de plástico lançado no ambiente marinho. Continue lendo Eles estão morrendo!

O Jardim Botânico de Porto Alegre pede socorro

Parque abriga uma extensa variedade de vidas que vivem a incerteza da mudança de administração do local – Crédito: Daniela Knevitz
Com a decisão do governo gaúcho, sancionada pelo poder legislativo, de extinguir a Fundação Zoobotânica, transferindo suas atribuições para a Secretaria do Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, paira uma dúvida sobre o futuro do Jardim Botânico de Porto Alegre, considerado um dos melhores do Brasil.

Por Daiana Camillo, Daniela Knevitz e Larissa Zarpelon
Jornalismo Ambiental campus Fapa / Noite

A flora do Jardim Botânico de Porto Alegre é tão bonita que parece um quebra-cabeça, onde todas plantas que ali vivem se encaixam em seu devido lugar. É como se cada pedacinho de terra tivesse sido feito especialmente para abrigar as raízes de alguém que foi colocado ali com tanto amor, que jamais poderia sair.

No ano de 2016, o Jardim Botânico da capital gaúcha, um dos melhores do país, foi visitado por 63.294 mil pessoas e 327 escolas. Somente em janeiro e fevereiro de 2017,  passaram pelo local exatos 4.407 mil visitantes, que se mostram cada vez mais preocupados com o futuro do parque ameaçado de extinção pela gestão atual do Palácio Piratini. Continue lendo O Jardim Botânico de Porto Alegre pede socorro

Fundação Zoobotânica luta contra a sua extinção

Bolsistas Deivid Pereira e Dener Hiermann durante manifestação em prol da Fundação Zoobotânica realizada no Parque da Redenção na Semana de Porto Alegre – Crédito: Ana Paula Lima
Funcionários denunciam que o fim programado da Fundação Zoobotânica fragilizará ainda mais as políticas de conservação ambiental no Rio Grande do Sul, pois a Secretaria Estadual do Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Sema) não apresenta condições de assumir as funções científicas desempenhadas atualmente pela FZB.

Por Ana Paula Lima, Nathalia Kerkhoven e Thayane Lopes
Jornalismo Ambiental campus Fapa / Noite

“Onde fica o Jardim Botânico? É um parque? Fica em Porto Alegre? A Fundação fica dentro desse Jardim Botânico? ”, responde ao telefone funcionário da Secretaria Estadual do Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Sema), que optou por não se identificar, ao ser perguntado sobre a extinção da Fundação Zoobotânica, decidida pelo Palácio Piratini com aval do Palácio Farroupilha. Continue lendo Fundação Zoobotânica luta contra a sua extinção

Quem tem medo do arroio Feijó?

Parte do arroio Feijó que se situa no bairro de Americana, em Alvorada. Rua ao lado do arroio é conhecida pelos moradores como “Beira Arroio” – Crédito: Robson Hermes
Cheias ocasionadas por falta de planejamento urbano e descaso ambiental afetam centenas de moradores no município de Alvorada (RS)

Por Bruno Raupp, Lidiane Moraes e Robson Hermes 
Jornalismo Ambiental campus Fapa / Noite

De uma hora para outra o céu muda de cor. As nuvens brancas e silenciosas transformam-se em um manto acinzentado. O sol, que cobria os telhados e o asfalto, desaparece como se nunca tivesse acordado. Um trovão irrompe estrondoso no horizonte. Os pingos de chuva começam a cair rapidamente. Nesse instante, o arroio Feijó, que fica a poucos metros da casa de Carlos, começa a encher de forma vertiginosa.

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Tem uma lei no meio do caminho

Desde 2008, Porto Alegre conta com uma legislação própria para catadores – Crédito: Ulisses Miranda
O caminho – tortuoso e torturante – da vida de um carrinheiro de Porto Alegre conta com mais um obstáculo.

 

Por Ulisses Miranda, Matheus Closs e Deise Freitas

Jornalismo Ambiental Campus Fapa / Noite

 

No meio do caminho de Valmir Porto Pressler, tem uma lei. O morador da Vila da Beira do Rio, no bairro Humaitá, é conhecido pelos vizinhos como Tampinha. Natural de Porto Alegre, Valmir não sabe dizer, com precisão, sua idade. Sabe, contudo, que desde muito jovem, nesses anos incertos, circula nas ruas da capital gaúcha atrás de materiais recicláveis e comercializáveis. Com seu carrinho, percorre quase quatro quilômetros de casa até a Praça Pinheiro Machado, entre os bairros Navegantes e São Geraldo. Porém, desde que chegou a vila, há quatro anos, o Rio Jacuí também entrou na sua rota. Continue lendo Tem uma lei no meio do caminho