Arquivo da categoria: Reportagem

Poa com bituca

 

Comumente jogadas no chão, as bitucas de cigarro são nocivas ao meio ambiente – Crédito: Osmar Martins
O projeto Poa Sem Bituca desenvolvido pelo empresário Flávio Leite, em 2015, foi interrompido devido à falta de apoio. O descarte inapropriado dos tocos de cigarro gera problemas ambientais.

Por Jean Costa, Osmar Martins e Rafael Costa
Jornalismo Ambiental – Campus Fapa / Noite

É muito comum ver, ao andar pelas ruas, centenas de bitucas se decompondo no chão ou na terra de canteiros. Baseando-se no descarte indevido desses resíduos, o empresário Flávio Leite apresentou, em 2015, a ideia do Poa Sem Bituca. A ação desenvolvida pelo dono da empresa EcoPráticas consistia em espalhar bituqueiras pela cidade onde o descarte do cigarro teria um fim adequado. O projeto nasceu após Leite fazer uma pesquisa na qual apontou que não havia um destino correto para a remoção das bitucas, o que prejudicava ainda mais o meio ambiente.

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Não há para onde correr!

Más condições ambientais causam 12,6 milhões de mortes por ano no planeta. Décadas de poluição fizeram com que o homem transformasse a Terra em um lugar perigoso à sua própria saúde. E agora?

Por Orlando A. Moraes
Jornalismo Ambiental – Campus Zona Sul / Noite

Acidentes vasculares cerebrais, doenças isquêmicas, diarreicas, câncer, infecções e até quadros de depressão. A lista de doenças ligadas direta ou indiretamente ao meio ambiente só não é maior do que a de pessoas afetadas por elas em todos os cantos do globo terrestre. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), são 12,6 milhões de mortes causadas por más condições ambientais no planeta. E as causas variam, indo desde presumíveis problemas pulmonares até impensáveis enfermidades psíquicas. Continue lendo Não há para onde correr!

Na realidade preto e branco, o verde dá cor à ocupação Terra Nossa

Famílias lutam para regularizar área ocupada há cinco anos nas proximidades do campus Fapa da UniRitter – Crédito: Leonardo Ferreira

O drama das famílias que vivem sem saneamento em ocupação na zona leste de Porto Alegre (RS).

Por Jessica Laguna, Leonardo Ferreira e Leonardo Nunes
Jornalismo Ambiental – Campus Fapa / Noite

A ocupação Terra Nossa nasceu dia 11 de janeiro de 2012. Localizada na rua 22 de Novembro, no bairro Passo das Pedras, Zona Leste de Porto Alegre (RS), ela foi formada por pessoas em situação de vulnerabilidade social em busca de um lugar digno para viver. Mesmo com condições precárias de saneamento, ela atualmente é a solução para cerca de 400 famílias. Nas habitações construídas em local de risco há falta de água, luz e esgoto. Continue lendo Na realidade preto e branco, o verde dá cor à ocupação Terra Nossa

A polêmica revitalização do Cais Mauá

Armazéns do Cais de Porto Alegre devem ser modificados de acordo com o projeto de revitalização – Crédito: Leticia Szczesny
O projeto de revitalização do Cais Mauá em Porto Alegre vem gerando debates sobre os efeitos das obras propostas. A Associação Amigos do Cais Mauá (Amacais) questiona o empreendimento, mas há quem apoie o novo complexo comercial planejado para ser um local de lazer.

Por Gabriel Alves, Leticia Szczesny, Taina Flores e Vinicius Moura
Jornalismo Ambiental – Campus Fapa / Manhã

O Cais Mauá de Porto Alegre, patrimônios histórico  nacional e municipal, está gerando diversos debates devido ao seu projeto de revitalização. Em 2010, o  consórcio Cais Mauá do Brasil S.A venceu a concorrência e apresento sua proposta para que os armazéns centrais sejam restaurados para receber atividades culturais, hotéis, terminal de passageiros e até um shopping. O grupo é constituído pela GSS Holding com 51% das ações, pela NSG Capital com 39% e o Grupo Bettin com 10%. Existem, porém, questionamentos em relação aos efeitos ambientais, culturais e econômicos das obras.

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“Política Nacional de Resíduos Sólidos é lida de ponta-cabeça”

Caminhão a serviço da prefeitura de Porto Alegre – Crédito: Sidd Rodrigues
Em audiência pública sobre a Política Nacional de Resíduos Sólidos, Daniel Martini, promotor do Ministério Público do Rio Grande do Sul, afirmou que, em sua maioria, gestores municipais não seguem o que diz a lei de 2010.

Por Daniela Knevitz
Jornalismo Ambiental – Campus Fapa / Noite

Em de 2 de agosto de 2010, foi sancionada a Lei Nº 12.305 que trata da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS). Ela determina a prevenção e a redução na geração de resíduos, tendo como proposta a prática de hábitos de consumo sustentável e um conjunto de instrumentos para propiciar o aumento da reciclagem e da reutilização dos resíduos sólidos (aquilo que tem valor econômico e pode ser reciclado ou reaproveitado), além da destinação ambientalmente adequada dos rejeitos (aquilo que não pode ser reciclado ou reutilizado). A lei institui, ainda, a responsabilidade compartilhada dos geradores de resíduos: fabricantes, importadores, distribuidores, comerciantes, cidadãos e titulares de serviços de manejo dos resíduos sólidos urbanos na Logística Reversa, dos resíduos e embalagens pré e pós-consumo. Continue lendo “Política Nacional de Resíduos Sólidos é lida de ponta-cabeça”

Uma vida em duas rodas

Jhonattan Queiroz enfrenta o caótico trânsito porto-alegrense – Crédito: Robson Hermes
Como o ciclismo tem modificado a rotina de quem busca um meio de transporte sustentável em Porto Alegre.

Por Bruno Raupp, Lidiane Moraes e Robson Hermes
Jornalismo Ambiental – Campus Fapa/Noite

A mudança pode ocorrer a qualquer momento. Um salto para fora da rotina extenuante ou um ímpeto por alterar o status quo. Essa busca incontrolável pelo novo gera novas ideias e muda, diariamente, milhares de vidas. Assim aconteceu com Jhonattan Queiroz, 29 anos, empresário e morador de Porto Alegre. Ele trocou o carro pela bicicleta e há oito anos a utiliza como seu principal meio de transporte. Continue lendo Uma vida em duas rodas

Budismo e sua reverência à natureza

“A vida não é uma pergunta a ser respondida e sim um mistério a ser vivido” (Buda) – Créditos: Nathalia Kerkhoven
Inspirado pela inauguração do Instituto Zen Maitreya no Centro Histórico de Porto Alegre, o blog de Jornalismo Ambiental da UniRitter entrevistou praticantes do budismo para compreender como esta religião oriental chegou até o Rio Grande do Sul e por que seus ensinamentos são quase um manifesto ecológico.  

Por Ana Paula Lima, Nathalia Kerkhoven e Thayane Lopes

Jornalismo Ambiental – Campus Fapa / Noite

O Budismo Zen é uma filosofia de vida que procura fazer o ser humano sair da zona de conforto e entender seu lugar na natureza. A cultura ética ocidental traz o egoísmo do homem, prejudicando a natureza com sua maneira de pensar, excluindo ela de sua vida, agindo como se as pessoas fossem feitas e mantidas no planeta Terra por outras funções. A biodiversidade, cadeia alimentar e todo o ciclo dado para manter a espécie humana são esquecidos. Continue lendo Budismo e sua reverência à natureza

Privada de escolha?

Urinar na água que posteriormente beberemos é a escolha certa? – Crédito: Matheus Closs
No dicionário, privada significa, quando adjetivo: alvo de restrição, limitação, que perdeu ou deixou de ter a posse sobre algo. Quando substantivo feminino, trata-se de uma peça de louça usada para dejeções (urina e fezes), uma latrina, um vaso sanitário. Na história de Porto Alegre o uso indiscriminado do Guaíba como “banheiro” é recorrente – desde os tempos em que o sotaque português imperava na província. Em uma planície circundada por morros, a opção mais viável para descarte – dados os recursos da época – foi o lago. Mais de dois séculos após a fundação da Capital gaúcha e o esgoto de inúmeras residências ainda vai, sem nenhum tratamento, direto para as águas do Guaíba.

Por Deise Freitas, Matheus Closs e Ulisses Miranda
Jornalismo Ambiental – Campus Fapa / Noite

A cidade de Porto Alegre foi fundada em 1772, às margens do Guaíba, seu principal manancial hídrico. Para ele convergem quatro rios: o Jacuí, o Caí, o Sinos e o Gravataí. A bacia, de 85.950 km², estabeleceu desde o início uma íntima e essencial relação com seus colonizadores, os casais de açorianos vindos de Portugal.

Os primeiros registros públicos dimensionam um pouco dessa relação histórica. Logo no ano de 1779 foi aprovada a construção de duas fontes públicas, uma localizada onde agora está a Praça Argentina e outra na atual Rua Jerônimo Coelho. No século seguinte, em 1837, o Código de Posturas designava locais para despejo, na antiga orla do Guaíba, de “ciscos e imundícies”.

“Era a maneira como se chamava todo e qualquer dejeto. No texto da legislação da época consta apenas ciscos e ‘immundícies’, com essa grafia mesmo”, conta a aluna do curso de Museologia da UFRGS, Clarice Alves, durante visita da reportagem do blog de Jornalismo Ambiental da UniRitter ao Arquivo Histórico, na  avenida Bento Gonçalves, em Porto Alegre. Continue lendo Privada de escolha?

Boatos sobre rompimento do dique aumentam junto com as chuvas em Cachoeirinha

Dique de Cachoeirinha que protege os moradores das cheias do Rio Gravataí preocupa a população – Crédito: Renato Kubaszewski
As fortes chuvas de 2017 vêm sendo motivo de preocupação para os moradores de Cachoeirinha, na Região Metropolitana de Porto Alegre, principalmente com os rumores de um possível desmoronamento do dique construído para conter as águas do rio Gravataí.

Por Renato Kubaszewski
Jornalismo Ambiental – Campus Fapa / Noite

A cidade de Cachoeirinha possui, desde a década de 1970, um sistema de proteção contra as cheias devido as fortes chuvas. Construído para evitar o aumento do nível do rio Gravataí, o sistema composto por um dique de terra garante a segurança da população que mora ao redor do rio.

Nos últimos anos, porém, muito tem se falado na região sobre possíveis rachaduras nas paredes do dique que mantém a cidade a salvo. Segundo alguns desses rumores, o dique estaria rachado e, consequentemente, ameaçado de ceder. Tais acontecimentos causariam uma tragédia irreversível. A ameaça preocupa os moradores dos arredores do Rio Gravataí.

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O desafio de conscientizar num mercado efêmero

Ateliê da marca Carina Brendler Eco Clothing em Porto Alegre – Crédito: Cristine Fogliati
Em meio a retalhos, tecidos e peças usadas, empreendedoras buscam alternativas de viés sustentável para diminuir os impactos negativos do mercado da moda – segunda maior indústria poluidora do mundo. Combate à cultura do consumismo exagerado e conscientização do público destacam-se entre os principais desafios para quem aposta nesse nicho.

Por Cristine Fogliati, Daiana Camillo e Larissa Zarpelon
Jornalismo Ambiental – Campus Fapa / Noite

Tudo muda o tempo todo. O mundo da moda também. Entra ano e sai ano, as tendências chegam, mudam ou voltam conforme a estação. A ânsia pela novidade e a formação de uma geração de consumidores que cresceu com o imediatismo das redes sociais certamente faz da moda uma das indústrias mais impactadas por essa revolução comportamental. Segundo reportagem recente da BBC, a moda é também a segunda maior indústria poluidora do mundo. Continue lendo O desafio de conscientizar num mercado efêmero