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Os apelos da maquiagem verde

Charge reproduz o comportamento das empresas em maquiar seus reais interesses – Crédito: Bogoricin Prime / Reprodução
Empresas utilizam artifícios para mascarar seus produtos, obter uma imagem sustentável no mercado e esconder os problemas que causam ao meio ambiente.

Por Luka Pumes, Lorenzo Albella e Rafael Martins
Jornalismo Ambiental – Campus Fapa / Noite

O consumidor frequentemente é exposto à maquiagem verde de algum produto. Este processo é conhecido internacionalmente como greenwashing (ou lavagem verde, em tradução livre). Ele é praticado por empresas ou indústrias que tentam mascarar produtos e ações para o público. Consiste na divulgação de anúncios e campanhas publicitárias para construir uma imagem ecologicamente correta para processos sujo. Ou seja, propaganda enganosa, onde uma imagem é passada, porém, com uma realidade bem diferente.

Entre 2010 e 2014, a quantidade de produtos que se autodeclaram “verdes” cresceu quase cinco vezes (478%) no Brasil e o número total de embalagens com sinais e mensagens indicando posturas simpáticas com o meio ambiente disponíveis para o consumidor cresceu três vezes (296%), de acordo com a segunda edição da pesquisa sobre Greenwashing publicada pela Market Analysis em 2015. Cosméticos e produtos de higiene lideram a lista da maquiagem verde no mercado brasileiro.

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Os orgânicos na cooperativa Pão da Terra

Produtor rural José Mathias colhendo hortigranjeiros para levar às feiras ecológicas da cidade de Porto Alegre. – Crédito: Leilane Beck
A reportagem do blog de Jornalismo Ambiental da UniRitter visitou a produção de orgânicos de uma das famílias ligadas à Cooperativa Pão da Terra para conhecer de perto os alimentos vendidos nas feiras de Porto Alegre.

Por Leilane Beck
Jornalismo Ambiental – Campus Fapa / Manhã

O produtor rural José Mathias vende pão e legumes sem agrotóxicos na feira de alimentos orgânicos que acontece todas as quartas dentro da sede da Secretaria Estadual da Agricultura, Pecuária e Irrigação, no bairro Menino Deus, em Porto Alegre. Durante entrevista concedida ao blog de Jornalismo Ambiental da UniRitter, ele convidou a reportagem para conhecer sua produção em Eldorado do Sul. Continue lendo Os orgânicos na cooperativa Pão da Terra

Tratamento de esgoto ainda é insuficiente em Porto Alegre

 

Estação de Tratamento de Esgoto São João/Navegantes – Crédito: Karine Pinheiro
Visita à estação de tratamento de esgoto ajuda a entender os desafios da capital gaúcha para atingir a excelência do serviço.

Por Geila Passos, Karine Pinheiro e Márcia Santos
Jornalismo Ambiental – Campus Zona Sul / Noite

A universalização do acesso ao saneamento básico, garantida pela lei 11.445/2007, é uma meta que está prevista para ser alcançada até 2035 em Porto Alegre. As justificativas para isso são de que além de não existir verba suficiente, não é fisicamente possível construir ou ampliar as Estações de Tratamento de Esgoto (ETE) em tão pouco tempo. Uma visita a ETE São João/Navegantes facilita o entendimento do atual quadro do saneamento na capital gaúcha. Continue lendo Tratamento de esgoto ainda é insuficiente em Porto Alegre

Braskem apresenta Polo de Triunfo a estudantes de jornalismo ambiental

Estudantes de jornalismo da UniRitter de Porto Alegre percorreram de ônibus parte do Polo Petroquímico de Triunfo – Crédito: Roberto Villar Belmonte
Alunos da disciplina de jornalismo ambiental do campus Fapa da UniRitter participaram de uma visita técnica ao Polo Petroquímico de Triunfo promovida pela Braskem no dia 2 de junho, véspera da Semana do Meio Ambiente.

Por Niége Moreira
Jornalismo Ambiental – Campus Fapa / Manhã

É a “Braskem das pessoas” e “do meio ambiente” que os alunos das turmas de jornalismo ambiental, do Centro Universitário Ritter dos Reis foram convidados a conhecer, segundo o engenheiro químico João Ruy Dornelles Freire, diretor de Assuntos Institucionais da Braskem. Continue lendo Braskem apresenta Polo de Triunfo a estudantes de jornalismo ambiental

Indústrias com alto potencial poluidor com emissão de efluentes no lago Guaíba

Mapa elaborado pelo professor da disciplina de Jornalismo Ambiental da UniRitter, Roberto Villar Belmonte, como exemplo de pesquisa em banco de dados e visualização.  Ele mostra a posição geográfica das dez indústrias de alto potencial poluidor, de porte grande e excepcional localizadas em Porto Alegre e Guaíba, com emissão de efluente industrial tratado autorizada pela Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam), o órgão ambiental do Rio Grande do Sul.

Os dados foram apurados durante a disciplina Jornalismo Ambiental em Dados no PPGCOM / UFRGS no segundo semestre de 2016. Tutorial da investigação disponível aqui.

O impacto da poluição nos peixes do Guaíba

Mapa dos pontos de coleta dos peixes pesquisados pelo Laboratório de Ictiologia da Ufrgs – Crédito: Laboratório de Ictiologia da Ufrgs
Mapa dos pontos de coleta dos peixes pesquisados pelo Laboratório de Ictiologia da Ufrgs – Crédito: Divulgação
O Guaíba é um ecossistema que sustenta uma rica biodiversidade, onde interagem diversas espécies que dependem de sua boa qualidade e preservação. Há décadas o lago vem sendo poluído por esgoto doméstico e por efluentes industriais. Estudos sugerem que o caldo de poluição já pode estar causando deformações ósseas em algumas espécies de peixes.

Por Juan Molina
Jornalismo Ambiental / Manhã

“Eu não tive estudo. Sobrevivi por causa dos peixes”. O relato acima retrata a realidade de quem dedicou uma vida inteira à pesca. Alfredo Gonçalves, de 96 anos, é o pescador mais antigo da Ilha da Pintada, uma das ilhas do Delta do Jacuí, em Porto Alegre. Alfredo entrou cedo nesta vida, quando junto do pai vendia peixes pela região. Hoje em dia já não é mais assim. Através do desenvolvimento desenfreado de atividades econômicas e o descarte incorreto de resíduos, o Guaíba não está mais para peixe. 

Alfredo Gonçalves, 96 anos, joga a linha no lago Guaíba para pescar – Crédito: Juan Molina
Alfredo Gonçalves, 96 anos, joga a linha no lago Guaíba para pescar – Crédito: Juan Molina

 

Desde 1992, há o projeto “Análise da frequência de anomalias morfológicas, IGS e desenvolvimento gonadal em peixes do lago Guaíba” realizado pelo Laboratório de Ictiologia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs). Financiada pela empresa CMPC Celulose Riograndense, a pesquisa tem como objetivo verificar se há significância ou não nas alterações ósseas, estruturais ou branquiais dos peixes. Continue lendo O impacto da poluição nos peixes do Guaíba

Alimentos orgânicos: qualidade de vida e sustentabilidade

Organicos capa

Seriam os orgânicos o alimento do futuro? A busca por estes alimentos e a qualidade de vida crescem cada vez mais.

Por Giulia Medeiros
Jornalismo Ambiental / Manhã

Vivemos em uma época na qual doenças derivadas de alimentos são muito frequentes, por isso estamos numa constante busca por novos hábitos de alimentação. Somos uma geração que questiona os problemas e que corre atrás de soluções e respostas, entre elas a alimentação orgânica. Mas o que este tipo de alimentação propicia? Ela é benéfica para saúde, bem-estar e ambiente? Continue lendo Alimentos orgânicos: qualidade de vida e sustentabilidade

Onde você joga seu cigarro?

O cigarro, companhia para alguns, prejudica a saúde e suja a cidade - Crédito: Fernanda La Cruz
O cigarro, companhia para alguns, prejudica a saúde e suja a cidade – Crédito: Fernanda La Cruz
Veneno, amigo, tabaco vilão. As ruas também sofrem com o descarte incorreto e a má educação dos fumantes de Porto Alegre, maior capital geradora de bitucas de cigarro do Brasil. O que pode ser feito para limpar? Ou a solução é parar de fumar?

Por Fernanda La Cruz
Jornalismo Ambiental / Manhã

Porto Alegre reúne mais fumantes do que qualquer outra capital no Brasil. De acordo com a última Pesquisa Nacional de Saúde, realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), são mais de 670 mil pessoas. Para ter dimensão, imagine 11 estádios iguais à Arena do Grêmio lotados produzindo fumaça – fumaça e lixo, sem parar. Ao final do dia, o total acumulado é de um milhão e quinhentas mil bitucas de cigarro. Muita gente fuma: onde é que esse lixo vai parar? Continue lendo Onde você joga seu cigarro?

Fast fashion x slow fashion

Campanha do movimento Fashion Revolution Brasil
Campanha do movimento Fashion Revolution Brasil
A problematização dos processos da cadeia produtiva está despertando para um consumo mais consciente.

Por Caroline Correa Nunes
Jornalismo Ambiental / Manhã

O fast fashion é um padrão de negócio cada vez mais utilizado pelo mercado mundial da moda. Este conceito é designado às marcas que produzem em larga escala, lançando diversas novidades ao longo do ano. Ao contrário do modelo tradicional, onde eram apresentadas apenas duas coleções – outono-inverno e primavera-verão -, o fast fashion investe em minicoleções – ao longo das estações – criadas e produzidas rapidamente, com base nas tendências e desejos dos consumidores.

Enquanto este modelo de produção garante uma gama maior de variedades e oferece preços finais mais baixos, pagamos um preço alto quando se trata de questões sociais e ambientais ligadas aos processos de produção da indústria têxtil. Continue lendo Fast fashion x slow fashion

Doença no ar de Porto Alegre

Bioindicadores revelam a poluição atmosférica da capital gaúcha -  Crédito – Marysol Cooper
Bioindicadores revelam a poluição atmosférica da capital gaúcha –  Crédito – Marysol Cooper
Pesquisadores da Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre decidem estudar as consequências da poluição atmosférica na saúde de alunos de escolas municipais. Até então, os estudos eram baseados em bioindicadores vegetais.

Por Marysol Cooper
Jornalismo ambiental / Manhã

Conhecer a qualidade do ar na capital gaúcha se tornou tarefa para pesquisadores da Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA), que desde 2004, em conjunto com um grupo de estudos de São Paulo, busca alternativas para diminuir tanta poluição. O Laboratório de Estresse Oxidativo e Poluição Atmosférica da Universidade conta com o apoio de professores e alunos dos cursos de saúde para levar o projeto adiante. Continue lendo Doença no ar de Porto Alegre