Diversidade na Sustentabilidade

Sustentabilidade não é só meio ambiente. A sociedade sustentável também é composta de educação, identidade de gênero, empoderamento e outros temas atuais e importantes. Nos dias 2 e 3 de abril, o Parque Moinhos de Vento (Parcão) sediou o EcoPontos da Virada, iniciativa da Virada Sustentável de Porto Alegre para discutir e incentivar práticas sustentáveis.

Por Letícia Anele Kruse
Jornalismo Ambiental / Noite

Eu fiquei encantada com uma roda de conversa em que participei no EcoPontos do Parcão, porque falamos de assuntos atuais e importantes para a sociedade, e se cada pessoa tivesse conhecimento sobre alguns desses assuntos, o mundo estaria bem melhor.

Realmente pensava que sustentabilidade era meio ambiente, e como sou leiga no assunto, nem imaginava que iríamos discutir sobre educação, identidade de gênero, emponderamento, entre outras coisas. Depois da conversa maravilhosa, fui para exposição fotográfica sobre árvores do Fotógrafo Paulo Backes. E que fotos! Fotos maravilhosas, de vários tipos de árvores, e todas tinham uma mensagem.

Conversei um pouco com ele que é pessoa humilde e simpática, e ele me falou da sua paixão por árvores, dos seus livros sobre elas e da importância que as árvores tem para ele. Depois da tempestade do dia 29 de janeiro, as pessoas estão se preocupando mais com o meio ambiente, e em tempos de aquecimento global, as árvores propiciam não só a questão das sombras, mas também sequestram carbono e amenizam o aquecimento global.

Exposição "Nossas Árvores" do renomado fotógrafo gaúcho Paulo Backes - Crédito: Letícia Anele Kruse
Exposição “Nossas Árvores” do renomado fotógrafo gaúcho Paulo Backes – Crédito: Letícia Anele Kruse
Paulo Backes mostrando todo o seu talento na exposição que aconteceu no Parcão - Crédito: Letícia Anele Kruse
Paulo Backes mostrando todo o seu talento na exposição que aconteceu no Parcão – Crédito: Letícia Anele Kruse
"Árvores são poemas que a terra escreve para o céu" Khalil Gibran - Crédito: Letícia Anele Kruse
“Árvores são poemas que a terra escreve para o céu” Khalil Gibran – Crédito: Letícia Anele Kruse

Eu fui ao EcoPontos com a intenção de fazer e falar sobre um tema e acabei entrando em uma roda de conversa no qual debatemos sobre diversos assuntos. Obtive mais conhecimento e também minha mente abriu-se ainda mais para algumas questões. Além disso, conheci um dos fotógrafos mais renomados do Rio Grande do Sul. É tão bom quando eu vou para um lugar e saio de lá surpreendida. Esse dia foi muito útil para o meu aprendizado.

Quando vi a movimentação de algumas poucas pessoas sentando nos banquinhos de madeira, perguntei se eu poderia sentar com eles. Disse também que era estudante de Jornalismo e estava querendo fazer uma reportagem sobre sustentabilidade para a cadeira de Jornalismo Ambiental.

Eles foram muito receptivos comigo e começamos a conversa. As pessoas que participaram desta conversa foram os criadores da Net Impact Porto Alegre, uma organização internacional sem fins lucrativos, que inspira e educa indivíduos usando o conhecimento dos negócios para criar um mundo mais justo e sustentável,  além de pessoas que estavam no parque e se interessavam pelo tema.

Debatemos o quanto as pessoas estão totalmente conectadas com a tecnologia e desconectadas com a natureza, sobre o desenvolvimento sustentável que passa pelas sociedades justas que combatem a corrupção, o preconceito, a discriminação, a intolerância e o ódio.

É claro que quando discutimos sobre empoderamento das mulheres, senti necessidade de falar o quanto é difícil ser mulher em uma sociedade machista. De como não tem como ser mulher e não ser feminista e que no mesmo dia eu tinha compartilhado um post no Facebook que falava sobre a violência “invisível” contra mulher que é quando o irmão não deixa usar roupa curta, o pai não deixa namorar, o namorado não deixa sair com as amigas, o marido não deixa a mulher trabalhar e assim por diante. Além  das agressões físicas que as mulheres recebem diariamente. Não importa a roupa que estamos na rua, sempre vai ter um homem idiota falando coisas desnecessárias.

Quanto ao empoderamento das mulheres, o Brasil tem evoluído bastante nesse aspecto, porque nós, mulheres brasileiras, podemos ter voz, enquanto mulheres de alguns outros países não podem nem falar. Também foi discutido a falta de história africana nas escolas do Brasil. Fala-se mais em história europeia e americana, e nisso tenho um bom conhecimento, pois fui criada em Salvador e na escola que estudei, aprendi bastante sobre história africana.

Um dos assuntos mais legais que também discutimos foi Identidade de Gênero. As pessoas agora estão ficando com mais liberdade para serem e vestirem o que quiserem. Muitas pessoas ficam reprimidas por não serem o que querem por medo de familiares e, em muitos casos, a própria educação que os pais dão para os filhos fazem com que criem pessoas machistas.

Muitos pais que não querem que o filho brinque de boneca com medo que vire gay.  A menina não pode brincar de carrinho porque fala que não é coisa de menina. Com esse pensamento fechado de alguns pais, como as crianças vão se preparar para a sociedade? Menina pode brincar com boneca, como também pode brincar de carrinho. Menino também pode brincar de carrinho, como pode brincar de boneca. Acredito que esse assunto deveria ser mais debatido nas escolas com os pais e alunos. Não só esse, como todos os outros temas que foram debatidos na roda de conversa.

Roda de conversa sobre Diversidade e Sustentabilidade no século XXI - Crédito: Letícia Anele Kruse
Roda de conversa sobre Diversidade e Sustentabilidade no século XXI – Crédito: Letícia Anele Kruse

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