O Brasil, a Ciência e o Zika Vírus

Pesquisas produzidas no Rio Grande do Sul servem de modelo para o mundo - Crédito: Wagner Miranda de Figueiredo
Pesquisas produzidas no Rio Grande do Sul servem de modelo para o mundo – Crédito: Wagner Miranda de Figueiredo
Está no ar e ninguém o vê. Sem tratamento, é transmitido pela picada do temido mosquito Aedes aegypti. Motivo de receio para pesquisadores, poder público e população. Causador de quadros de malformação congênita (microcefalia) e síndromes neurológicas (Síndrome de Guillain Barré), o Zika Vírus, sessenta e nove anos após ser descoberto pela Fundação Rockfeller na Floresta Zika (Uganda – África), fez a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarar, em 1° de fevereiro de 2016, emergência internacional em saúde pública. Nesta reportagem, conheça as pesquisas desenvolvidas em território brasileiro que ajudam o mundo todo na luta contra o Zika Vírus.

Por Wagner Miranda de Figueiredo
Jornalismo Ambiental / Noite

No terceiro andar do Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA) fica localizado o Serviço de Genética Médica, um centro de pesquisa experimental da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Liderado pela geneticista e doutora em genética e medicina molecular Lavínia Schuler Faccini, o centro trabalha em pesquisas que servem de auxílio para o mundo todo reconhecer a associação entre Zika Vírus e microcefalia.

Lavínia Schuler Faccini é geneticista e doutora em genética e medicina molecular - Crédito: Wagner Miranda de Figueiredo
Lavínia Schuler Faccini é geneticista e doutora em genética e medicina molecular – Crédito: Wagner Miranda de Figueiredo

A reportagem do blog de jornalismo ambiental visitou o local e conversou com Lavínia sobre as pesquisas que relacionam as duas doenças. A geneticista explicou que os médicos buscaram duas alternativas para associarem Zika e microcefalia.

A primeira delas é em mulheres do nordeste do Brasil que fizeram o pré-natal e souberam que os filhos haviam sido infectados pela microcefalia. O Laboratório de Flavivírus do Instituto Oswaldo Cruz (IOC-Fiocruz) detectou nestas mulheres que o Zika Vírus é capaz de atravessar a placenta da gestante e chegar até o líquido amniótico, fluido que envolve o feto durante a gravidez. A descoberta, inédita na ciência mundial, foi divulgada pelo Ministério da Saúde, em coletiva de imprensa, no dia 17 de novembro de 2015.

Microcefalia - Crédito: tuasaude.com.br
Microcefalia – Crédito: tuasaude.com.br

A segunda alternativa foi comprovada pelos médicos que identificaram, após necropsia, o Zika Vírus vivo no cérebro de crianças, com microcefalia, que morreram após o parto.

Após estas duas análises, a ciência brasileira pode defender que há, sim, relação entre Zika Vírus e microcefalia, conta Lavínia.

Terceiro andar do HCPA - Crédito: Wagner Miranda de Figueiredo
Terceiro andar do HCPA – Crédito: Wagner Miranda de Figueiredo

Segundo a Secretaria Estadual de Saúde do Rio Grande do Sul, microcefalia é malformação congênita, em que o cérebro não se desenvolve de maneira adequada. Os bebês nascem com perímetro cefálico – tamanho da cabeça – menor que o normal, que habitualmente é superior a 33 cm. Esse defeito congênito pode ser efeito de uma série de fatores de diferentes origens, como as substâncias químicas e agentes biológicos (infecciosos) – bactérias, vírus e radiação. A doença apresenta graves consequências: atraso mental, déficit intelectual, paralisia, convulsões, epilepsia, autismo e rigidez dos músculos.

Em 11 de maio deste ano, o Ministério da Saúde confirmou, em boletim, 1.326 casos de microcefalia no Brasil. Os registros ocorreram em 484 municípios, localizados em 25 unidades da federação. Não existe registro de confirmação apenas nos estados do Acre e de Santa Catarina.

No comunicado, o Ministério da Saúde alertou ainda que a microcefalia pode ter como causa diversos agentes infecciosos além do Zika, como sífilis (infecção bacteriana, geralmente transmitida por contato sexual), toxoplasmose (apelidada de doença do gato, pode levar a complicações graves mulheres grávidas e pessoas com sistemas imunológicos enfraquecidos), rubéola (erradicada do Brasil em 2009, a doença pode trazer complicações à gestação), citomegalovírus (é um dos vírus da herpes e pode causar sintomas como febre, dor de garganta e inchaço na barriga) e herpes (vírus que causa lesões contagiosas, geralmente ao redor da boca ou nos genitais).

Erradicação do Zika passa por controle do Aedes

Na sala 311 do Instituto de Ciências Básicas da Saúde da Ufrgs está o Departamento de Microbiologia, Imunologia e Parasitologia. De lá, saem importantes pesquisas para o controle do Aedes aegypti.

A coordenadora Onilda Santos da Silva abriu as portas para a reportagem conhecer o berço de estudos que circulam o mundo. “Aqui a gente trabalha com bactérias que são entopatogênicas, que matam os mosquitos ou outros insetos em 24 ou 48 horas”, conta.

Trabalho de Onilda é focado no controle do Aedes aegypti - Crédito: Wagner Miranda de Figueiredo
Trabalho de Onilda é focado no controle do Aedes aegypti – Crédito: Wagner Miranda de Figueiredo

As bactérias já são utilizadas na agricultura. “O emprego de inseticidas químicos tem sido crucial na prevenção e no controle das doenças infecciosas transmitidas pelo Aedes. Esse monitoramento, no entanto, está sujeito a vários problemas, como o alto custo para o governo, os efeitos adversos sobre organismos não alvos, os danos ambientais devido aos resíduos desses agentes químicos e, principalmente, a seleção de populações de mosquitos resistentes.”, afirma.

O objetivo de Onilda e dos outros pesquisadores que fazem parte do projeto é que os resultados forneçam base promissora para o uso das bactérias como bioinseticidas para controle de mosquitos no futuro, evitando a contaminação química do ambiente.

Onilda coordena Departamento de Microbiologia, Imunologia e Parasitologia - Crédito: Wagner Miranda de Figueiredo
Onilda coordena Departamento de Microbiologia, Imunologia e Parasitologia – Crédito: Wagner Miranda de Figueiredo

Zika no Brasil

A Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), braço da Organização Mundial da Saúde (OMS), organizou uma linha do tempo, desde a primeira confirmação de circulação do Zika Vírus no Brasil em sete de maio de 2015 até 24 de fevereiro de 2016, data na qual o governo brasileiro recebeu visita da diretora-geral da OMS, Margaret Chan, acompanhada da diretora da OPAS e diretora regional da OMS para as Américas, Carissa Etienne, para tratar sobre a disseminação do Zika Vírus.

No território brasileiro, segundo boletim epidemiológico sobre Zika Vírus divulgado pela Secretaria de Vigilância em Saúde, do Ministério da Saúde, em 5 de maio, a região Sudeste lidera com 35.505 casos, seguida por Nordeste com 30.286 registros, Centro-Oeste com 17.504, Norte com 6.295 e Sul com 1.797.

Médico oncologista, cientista e escritor Drauzio Varella, em seu site, classifica o Zika como sendo uma doença assintomática, ou seja, que não apresenta sinais. “Os mais frequentes (sintomas) são febre por volta dos 38 graus, dor de cabeça, no corpo e nas articulações (que pode durar aproximadamente um mês), diarreia, náuseas e mal-estar”, explica.

Drauzio comenta sobre Zika em seu canal no youtube – Crédito: Reprodução
Drauzio comenta sobre Zika em seu canal no youtube – Crédito: Reprodução

Para OMS, Zika é emergência internacional

A Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou, em fevereiro deste ano, em Genebra (Suíça), que a propagação do Zika Vírus por 66 países é Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional.

O anúncio veio dois dias após a diretora-geral da OMS, Margaret Chan, convocar um Comitê de Emergência para avaliar o aumento de doenças neurológicas (Síndrome de Guillain Barré) e malformações neonatais (microcefalia).

“A resposta internacional coordenada é necessária para melhorar a vigilância, a detecção de infecções, malformações congênitas e complicações neurológicas, para intensificar o controle de populações de mosquitos, e para acelerar o desenvolvimento de testes de diagnóstico e vacinas para proteger as pessoas em risco, especialmente durante a gravidez”, escreveu Margaret em texto publicado no portal da OMS.

Diretora-geral da OMS, Margaret Chan - Crédito: Pierre Albouy Reuters
Diretora-geral da OMS, Margaret Chan – Crédito: Pierre Albouy Reuters

Descoberta

O descobrimento do vírus foi no mesmo ano de nascimento da presidenta afastada Dilma Rousseff e da cantora Rita Lee, em 1947. A reportagem acessou o canal no Youtube de Drauzio Varella para conhecer a história verídica sobre a descoberta do vírus. O médico publica vídeos sobre diversas doenças, entre elas as transmitidas pelo Aedes.

O virologista George Dick e o entomologista Alexander Haddow, ambos com base nos laboratórios da Rockefeller Foundation em Entebbe (antiga capital de Uganda), estudavam nas florestas africanas vírus que infectassem macacos.

Em uma das pesquisas realizadas na Floresta de Zika, por isso o nome Zika Vírus, eles colocaram um macaco-rhesus em uma torre de aço de 35 metros de altura. Quando o macaco apresentou febre, eles coletaram o sangue e, após estudos, concluíram que estavam diante de um novo vírus, o Zika.

Floresta Zika, local da descoberta do vírus - Crédito: BBC
Floresta Zika, local da descoberta do vírus – Crédito: BBC

Onze anos mais tarde, 1958, surgiram os primeiros casos de infecção em seres humanos. Vermelhidão no corpo, coceira, dor nos olhos, febre baixa, dores nas juntas e fraqueza eram os indícios do vírus. Para Drauzio Varella, “os sintomas eram de evolução muito benigna”, pois passada uma semana a pessoa já voltava ao normal.

Após a confirmação do primeiro caso de Zika em um ser humano, surgiram casos na África – Costa do Marfim, Egito, Serra Leoa, Tanzânia e Uganda –, além de casos na Ásia, especialmente na Índia e nos países do sudeste asiático, Camboja, Malásia e Vietnã.

Síndrome de Guillain-Barré (SGB)

O sintoma preponderante da Síndrome de Guillain-Barré é a fraqueza muscular progressiva e ascendente, acompanhada ou não de parestesias (alterações da sensibilidade, como coceira, queimação e dormência), que se manifesta inicialmente nas pernas e pode provocar perdas motoras e paralisia flácida, segundo Drauzio Varella. Após a doença evoluir, a fraqueza atinge o tronco, braços, pescoço e pode afetar os músculos do rosto, da orofaringe (parte da garganta logo atrás da boca), da respiração e deglutição (ato de engolir alimentos).

Relação de Guillain-Barré com Zika

Um estudo liderado pelo Instituto Pasteur de Paris e divulgado na revista científica “The Lancet”, em 29 de fevereiro de 2016, avaliou amostras de sangue de 42 pessoas diagnosticadas com Guillain-Barré no Centro Hospitalar da Polinésia Francesa (CHPF) durante o surto de Zika Vírus que afetou o território do Pacífico Sul entre outubro de 2013 e abril de 2014.

As 42 pessoas tiveram o sangue coletado para testes sorológicos para que os pesquisadores pudessem verificar a presença de anticorpos contra o Zika. Em 41 pessoas (98% do total) o vírus Zika foi detectado. Esta pesquisa foi liderada pelo professor do Instituto Pasteur, em Paris, Arnaud Fontanet.

“Este trabalho é importante porque confirma que o vírus Zika causa Guillain-Barré, grave complicação neurológica”, sinalizou Fontanet na página oficial do Instituto na Internet.

Pesquisas analisam relações entre Zika e outras doenças - Crédito: Wagner Miranda de Figueiredo
Pesquisas analisam relações entre Zika e outras doenças – Crédito: Wagner Miranda de Figueiredo

Vacina contra Zika pode chegar tarde demais, alerta OMS

A diretora-geral-adjunta da OMS, Marie-Paule Kieny, afirmou, em 9 de março deste ano, que uma vacina contra o vírus Zika pode chegar “tarde demais” para ter um impacto real na atual epidemia na América Latina. Para ela, “o desenvolvimento das vacinas ainda está em um estágio muito precoce e as opções mais avançadas ainda vão demorar vários meses para serem testadas em humanos”.

Alguns dias antes do alerta da OMS, o instituto de pesquisa brasileiro Butantan iniciou, no Hospital das Clínicas, em São Paulo, a última fase de testes da vacina contra a dengue. A vacina, segundo o governo brasileiro, pode encurtar o desenvolvimento de uma contra o Zika.

“Com a nossa experiência na vacina contra a dengue, teremos um avanço muito grande, poderemos mais rapidamente trabalhar numa vacina contra o Zika. Nós temos vários tipos de abordagem para a vacina de Zika, que já iniciamos aqui, e também estamos trabalhando num soro para neutralizarmos o vírus antes de ele causar o dano na cabeça das crianças (microcefalia)”, garantiu o diretor do Instituto Butantan, professor Jorge Kalil, em notícia publicada na página oficial do governo brasileiro.

Sede do Instituto Butantan fica na zona Oeste de São Paulo - Crédito: Divulgação
Sede do Instituto Butantan fica na zona Oeste de São Paulo – Crédito: Divulgação

Verão europeu

Junho, julho e agosto são os meses mais quentes no Velho Continente. É durante o verão que os países do sul da Europa (Espanha, França, Grécia, Itália e Portugal) marcam temperaturas médias de 30°C. No calor, a proliferação do mosquito Aedes aegypti se intensifica, em função da elevação da temperatura e da intensificação de chuvas, segundo o Instituto Oswaldo Cruz.

Por duas vezes, em um período de sete anos, a Europa sofreu pelas altas temperaturas. Em agosto de 2003, uma forte onda de calor matou ao menos 35 mil pessoas. Algumas cidades da Itália marcaram entre 38°C e 40°C durante semanas. Em Portugal, incêndios florestais destruíram 5% da zona rural e 10% das florestas, área correspondente a cerca de 4.000 km², equivalente a oito vezes a área (496,8 km²) de Porto Alegre.

Outro incidente na Europa aconteceu no verão de 2010. Os principais atingidos foram os países do Leste Europeu. Segundo o portal IG, na Rússia houve 55 mil mortes, mais de um milhão de hectares queimados, perda de 25% da produção agrícola e de US$ 15 bilhões devido ao calor excessivo.

A geneticista Lavínia Schuler Faccini acredita que a América Latina terá uma trégua para respirar na luta contra o Zika. “Temos muitas pessoas imunes, pois já foram infectadas, portanto acredito que uma nova proliferação do mosquito aqui Brasil não trará tantos problemas como esta que estamos enfrentando”, projeta.

Pesquisa de Lavínia é sobre relação entre Zika Vírus e a microcefalia - Crédito: Wagner Miranda de Figueiredo
Pesquisa de Lavínia é sobre relação entre Zika Vírus e a microcefalia – Crédito: Wagner Miranda de Figueiredo

No dia 18 de maio deste ano, a OMS classificou o risco de infestação do Aedes como “moderado e alto” nas áreas onde já há registros da epidemia, como na Ilha da Madeira, em Portugal, e na costa nordeste do Mar Negro. No comunicado, a diretora da OMS Zsuzsanna Jakab solicitou que os países, concentrados em regiões tidas como propícias para o desenvolvimento do mosquito, reforcem os trabalhos de prevenção contra um possível “grande surto de Zika”.

Diretora da OMS afirmou que a Europa precisa estar em alerta contra o Zika - Crédito: OMS
Diretora da OMS afirmou que a Europa precisa estar em alerta contra o Zika – Crédito: OMS

A reportagem conversou, por e-mail, com dois brasileiros que estiveram durante o verão na Europa nos anos de 2014 e 2015. Eles relataram suas percepções sobre o Zika Vírus, com base na vivência no exterior:

A advogada Renata Lima Rodrigues morou em Lisboa, Portugal, de outubro de 2012 a dezembro de 2014. Questionada se o Zika Vírus poderia ser uma epidemia mundial, ela respondeu que sim e “precisa ser combatido de maneira geral. Contudo, em países mais desenvolvidos, tenho certeza que a conscientização será maior e, consequentemente, a erradicação será mais rápida”.

Renata Lima Rodrigues
Renata Lima Rodrigues

Bruno Cassio, analista de comunicação corporativa, viveu durante o ano de 2015 em Dublin, na Irlanda. Ele relata que mesmo com as notícias sobre aumento nos casos de Zika nas Américas, os meios de comunicação irlandeses “deixavam claro que na Europa o vírus não havia chegado ou não tinha a mesma força que estava tendo no Brasil, por exemplo”.

Futuro está nas mãos da população e de seus governantes

A Organização Pan-Americana da Saúde tornou público, em janeiro, uma expectativa nada animadora para este ano. Acredita-se que 3 ou 4 milhões de pessoas devem contrair o Zika Vírus em 2016 no continente americano, sendo que 1,5 milhão desses casos devem ser registrados no Brasil. Para este cálculo, foi considerado o número de infectados por dengue em 2015 e a falta de imunidade da população ao vírus.

As campanhas de combate ao mosquito estão em ritmo acelerado. A Secretaria de Saúde de Porto Alegre criou o site Onde Está o Aedes?, nele está disponível o mapa semanal de infestação do mosquito adulto nos bairros onde as armadilhas estão localizadas. Dados do portal indicam que os mosquitos estão em residências (78%), comércios (15%), outros (6%) e terrenos baldios (1%).

O Ministério da Saúde faz campanhas para que “a população não dê chance ao mosquito”. Por isso, o governo federal recomenda que não se acumule água em latas, embalagens, copos plásticos, tampinhas de refrigerantes, pneus velhos, vaso de plantas, jarros de flores, garrafas, tambores, latões, sacos, plásticos e lixeiras. Além disso, mantenham-se caixas d’água fechadas, não deixa água da chuva encalhada em lajes e outros lugares, mantenha garrafas vazias viradas para baixo, não mantenha pneus vazios em casa e coloque o lixo em sacos plásticos e mantenha as lixeiras fechadas.

Uma ideia sobre “O Brasil, a Ciência e o Zika Vírus”

  1. “Futuro está nas mãos da população e de seus governantes” esse a mais pura verdade, se as pessoas e principalmente o governo não fizerem cada um sua parte a tendência é só piorar.

    O Brasil deveria cuidar melhor dos seus cientistas e médicos, como professores e diversas profissões que ajudam o país, se tivesse uma estrutura melhor com certeza não estaríamos com essas doenças por aqui se espalhando como água no país.

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