Uma tarde com Tulio Milman na TVCOM

Bastidores do programa Mãos e Mentes que contou com a participação do estudante de jornalismo da UniRitter Anderson Aires - Crédito: Arquivo Pessoal
Bastidores do programa Mãos e Mentes que contou com a participação do estudante de jornalismo da UniRitter Anderson Aires – Crédito: Arquivo Pessoal
No dia 29 de maio de 2014, eu tive a grande oportunidade de participar do programa Mãos e Mentes da TVCOM apresentado pelo jornalista Tulio Milman. A edição especial foi ao ar no Dia Mundial do Meio Ambiente.

Por Anderson Aires
Jornalismo Ambiental / Manhã

Quando surgiu o primeiro convite através da UniRitter, confesso que fiquei meio contrariado a aceitar, pois tinha uma visão meio desconfiada do jornalista que comanda o programa, mas resolvi aceitar o convite para ver no que ia dar já que o tema central era o desenvolvimento sustentável e nesse semestre estou cursando a disciplina de jornalismo ambiental. Decidi pôr em prática meus ensinamentos.

Antes do início do primeiro bloco, Tulio conversava, e muito, com seus convidados. Mostrava e explicava como funcionavam alguns elementos técnicos do cenário do programa, tudo isso com muita simpatia. Informou que o programa não é um debate político onde “se tem tempo para falar”. Os convidados deveriam tentar não se alongar muito em suas falas. Em relação aos convidados da platéia o jornalista antecipou que iria abrir rodadas de perguntas.

Nesse meio tempo eu já tinha arquitetado a minha pergunta, mas só de pensar em fazê-la já me dava um nó na barriga, uma mistura de nervosíssimo e medo de ser considerado mal preparado ao perguntar algo que seria óbvio para os especialistas presentes.

Gravação do programa Mãos e Mentes que foi ao ar no dia 5 de junho de 2014, Dia Mundial do Meio Ambiente. Crédito: Mariana Oselame
Gravação do programa Mãos e Mentes que foi ao ar no dia 5 de junho de 2014, Dia Mundial do Meio Ambiente. Crédito: Mariana Oselame

Penso em fazer a primeira pergunta. Bem na hora uma integrante da plateia e estudante de outra instituição levanta a mão energeticamente pedindo para falar. Tulio concede a palavra a ela. A moça, com um sotaque arranhado, faz mais um desabafo do que uma pergunta, explicando o quanto é consciente na hora de separar seu lixo em casa. Com toda a elegância, Tulio corta a moça, e transforma o desabafo da convidada em pergunta para seus convidados.

Em meio às respostas politicamente corretas dos convidados, a moça chateada com a coleta seletiva tenta fazer outra pergunta, mas Tulio lhe dá um drible chamando os comerciais. Nessa primeira passagem de bloco, a professora da moça lhe orienta para fazer perguntas diretas, pois o programa tem um horário a ser cumprido.

No bloco seguinte eu tomo uma decisão. Vou fazer a pergunta. Tulio abre mais uma rodada para participação da plateia. Levanto minha mão meio timidamente, junto com um senhor bem vestido e com cara de bravo. O apresentador o deixa falar primeiro. O senhor se arrasta em um discurso ensaiado e metódico. Sem fazer pergunta.

Após longos minutos o senhor enfim termina o seu discurso e chega a minha vez de perguntar. Respiro fundo e tento manter a calma. Não adiantou muito. Depois de perguntar – sobre lixo eletrônico e logística reversa – parece que milhares de toneladas saíram de minhas costas.

O que para mim pareceria ser uma pergunta simples gerou um debate acalorado entre alguns convidados. Um integrante da Prefeitura de Porto Alegre tentou dar uma solução para o problema e foi duramente rebatido. Eu assistia aquilo admirado e dava risadas internas de toda aquela confusão e do questinamento que minha pergunta gerou.

O terceiro e penúltimo bloco do programa foi uma dos mais bacanas pois foi apresentado aos espectadores a figura de Marli Medeiros, a revolucionária moradora da Vila Pinto no Bairro Bom Jesus em Porto Alegre, onde ela fundou o Centro de Educação Ambiental da Vila Pinto que nesse ano completa 28 anos. Nesse bloco Dona Marli cativou a todos com sua historia de vida e perseverança.

A participação no programa foi muito significativa para mim, pois vi de perto a apresentação de diversas visões sobre desenvolvimento sustentável. E também me fez mudar drasticamente a minha opinião sobre o jornalista e apresentador Tulio Milman, um ótimo mediador que sabe dar um equilíbrio ao seu programa semanal sem ser chato e ditatorial. Sabe transformar limões às vezes muito azedos em boas limonadas.

Confira o programa na integra: http://goo.gl/BijQ2e

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