Uma vida em duas rodas

Jhonattan Queiroz enfrenta o caótico trânsito porto-alegrense – Crédito: Robson Hermes
Como o ciclismo tem modificado a rotina de quem busca um meio de transporte sustentável em Porto Alegre.

Por Bruno Raupp, Lidiane Moraes e Robson Hermes
Jornalismo Ambiental – Campus Fapa/Noite

A mudança pode ocorrer a qualquer momento. Um salto para fora da rotina extenuante ou um ímpeto por alterar o status quo. Essa busca incontrolável pelo novo gera novas ideias e muda, diariamente, milhares de vidas. Assim aconteceu com Jhonattan Queiroz, 29 anos, empresário e morador de Porto Alegre. Ele trocou o carro pela bicicleta e há oito anos a utiliza como seu principal meio de transporte. Continue lendo Uma vida em duas rodas

Budismo e sua reverência à natureza

“A vida não é uma pergunta a ser respondida e sim um mistério a ser vivido” (Buda) – Créditos: Nathalia Kerkhoven
Inspirado pela inauguração do Instituto Zen Maitreya no Centro Histórico de Porto Alegre, o blog de Jornalismo Ambiental da UniRitter entrevistou praticantes do budismo para compreender como esta religião oriental chegou até o Rio Grande do Sul e por que seus ensinamentos são quase um manifesto ecológico.  

Por Ana Paula Lima, Nathalia Kerkhoven e Thayane Lopes

Jornalismo Ambiental – Campus Fapa / Noite

O Budismo Zen é uma filosofia de vida que procura fazer o ser humano sair da zona de conforto e entender seu lugar na natureza. A cultura ética ocidental traz o egoísmo do homem, prejudicando a natureza com sua maneira de pensar, excluindo ela de sua vida, agindo como se as pessoas fossem feitas e mantidas no planeta Terra por outras funções. A biodiversidade, cadeia alimentar e todo o ciclo dado para manter a espécie humana são esquecidos. Continue lendo Budismo e sua reverência à natureza

Privada de escolha?

Urinar na água que posteriormente beberemos é a escolha certa? – Crédito: Matheus Closs
No dicionário, privada significa, quando adjetivo: alvo de restrição, limitação, que perdeu ou deixou de ter a posse sobre algo. Quando substantivo feminino, trata-se de uma peça de louça usada para dejeções (urina e fezes), uma latrina, um vaso sanitário. Na história de Porto Alegre o uso indiscriminado do Guaíba como “banheiro” é recorrente – desde os tempos em que o sotaque português imperava na província. Em uma planície circundada por morros, a opção mais viável para descarte – dados os recursos da época – foi o lago. Mais de dois séculos após a fundação da Capital gaúcha e o esgoto de inúmeras residências ainda vai, sem nenhum tratamento, direto para as águas do Guaíba.

Por Deise Freitas, Matheus Closs e Ulisses Miranda
Jornalismo Ambiental – Campus Fapa / Noite

A cidade de Porto Alegre foi fundada em 1772, às margens do Guaíba, seu principal manancial hídrico. Para ele convergem quatro rios: o Jacuí, o Caí, o Sinos e o Gravataí. A bacia, de 85.950 km², estabeleceu desde o início uma íntima e essencial relação com seus colonizadores, os casais de açorianos vindos de Portugal.

Os primeiros registros públicos dimensionam um pouco dessa relação histórica. Logo no ano de 1779 foi aprovada a construção de duas fontes públicas, uma localizada onde agora está a Praça Argentina e outra na atual Rua Jerônimo Coelho. No século seguinte, em 1837, o Código de Posturas designava locais para despejo, na antiga orla do Guaíba, de “ciscos e imundícies”.

“Era a maneira como se chamava todo e qualquer dejeto. No texto da legislação da época consta apenas ciscos e ‘immundícies’, com essa grafia mesmo”, conta a aluna do curso de Museologia da UFRGS, Clarice Alves, durante visita da reportagem do blog de Jornalismo Ambiental da UniRitter ao Arquivo Histórico, na  avenida Bento Gonçalves, em Porto Alegre. Continue lendo Privada de escolha?

Boatos sobre rompimento do dique aumentam junto com as chuvas em Cachoeirinha

Dique de Cachoeirinha que protege os moradores das cheias do Rio Gravataí preocupa a população – Crédito: Renato Kubaszewski
As fortes chuvas de 2017 vêm sendo motivo de preocupação para os moradores de Cachoeirinha, na Região Metropolitana de Porto Alegre, principalmente com os rumores de um possível desmoronamento do dique construído para conter as águas do rio Gravataí.

Por Renato Kubaszewski
Jornalismo Ambiental – Campus Fapa / Noite

A cidade de Cachoeirinha possui, desde a década de 1970, um sistema de proteção contra as cheias devido as fortes chuvas. Construído para evitar o aumento do nível do rio Gravataí, o sistema composto por um dique de terra garante a segurança da população que mora ao redor do rio.

Nos últimos anos, porém, muito tem se falado na região sobre possíveis rachaduras nas paredes do dique que mantém a cidade a salvo. Segundo alguns desses rumores, o dique estaria rachado e, consequentemente, ameaçado de ceder. Tais acontecimentos causariam uma tragédia irreversível. A ameaça preocupa os moradores dos arredores do Rio Gravataí.

Continue lendo Boatos sobre rompimento do dique aumentam junto com as chuvas em Cachoeirinha

O desafio de conscientizar num mercado efêmero

Ateliê da marca Carina Brendler Eco Clothing em Porto Alegre – Crédito: Cristine Fogliati
Em meio a retalhos, tecidos e peças usadas, empreendedoras buscam alternativas de viés sustentável para diminuir os impactos negativos do mercado da moda – segunda maior indústria poluidora do mundo. Combate à cultura do consumismo exagerado e conscientização do público destacam-se entre os principais desafios para quem aposta nesse nicho.

Por Cristine Fogliati, Daiana Camillo e Larissa Zarpelon
Jornalismo Ambiental – Campus Fapa / Noite

Tudo muda o tempo todo. O mundo da moda também. Entra ano e sai ano, as tendências chegam, mudam ou voltam conforme a estação. A ânsia pela novidade e a formação de uma geração de consumidores que cresceu com o imediatismo das redes sociais certamente faz da moda uma das indústrias mais impactadas por essa revolução comportamental. Segundo reportagem recente da BBC, a moda é também a segunda maior indústria poluidora do mundo. Continue lendo O desafio de conscientizar num mercado efêmero

O perigo invisível dos medicamentos na água

O descarte inadequado de remédios contamina a água e aumenta o risco de doenças crônicas a longo prazo – Crédito: Pâmela Bassualdo
O descarte inadequado de remédios pode contaminar a água do lago Guaíba utilizada para abastecer a população de Porto Alegre? Em busca desta resposta, a reportagem do blog de Jornalismo Ambiental conversou com especialistas para compreender os possíveis danos  ao organismo humano e ao ecossistema.

Por Andrew Fischer, Danrley Passos, Matheus Suminski e Pâmela Bassualdo
Jornalismo Ambiental – Campus Zona Sul / Noite

A água do Guaíba pode estar contaminada. Estudos mostram que os porto-alegrenses estão expostos a uma série de substâncias que geram consequências tanto a curto quanto a longo prazo. Apesar de tratada, a água que chega às torneiras dos moradores da Capital ainda pode conter resíduos de medicamentos utilizados e descartados pelas pessoas, e que podem ser responsáveis por consequências à vida humana e dos demais seres vivos de outros ecossistemas, principalmente aquáticos. Continue lendo O perigo invisível dos medicamentos na água

O resgate da liberdade através do lixo

Apenas na Penitenciária Madre Pelletier é realizado o processo de reciclagem eletrônica – Crédito: Adriano Bazzo
A reportagem do blog de Jornalismo Ambiental da UniRitter visitou a Penitenciaria Feminina Madre Pelletier (PFMP), onde as apenadas trabalham na reciclagem de lixo eletrônico, programa inédito no cenário carcerário do Rio Grande do Sul.

Por  Adriano Bazzo, Eduardo Marques, Jeniffer de Oliveira e Rosa Mantovani
Jornalismo Ambiental – Campus Zona Sul / Noite

Desta vez o exemplo vem de trás das grades: mulheres privadas de liberdade da Penitenciária Feminina Madre Pellitier encontram um alento para recomeçar através de um trabalho digno em prol da sociedade e do meio ambiente.

A Superintendência de Serviços Penitenciários (Susepe), junto com a Companhia de Processamento de Dados do Estado do Rio Grande do Sul (Procergs) e a empresa JG Recicla tomaram frente de um trabalho inédito no sistema prisional do Rio Grande do Sul. Continue lendo O resgate da liberdade através do lixo

O Arado Velho e a resistência contra interesses imobiliários no extremo sul de Porto Alegre

Região da Fazenda Arado Velho – Crédito:Reprodução/ Preserva Arado
Há quase dois anos, o condomínio de luxo almejado pela empresa Arado-Empreendimentos não saiu do papel graças ao movimento ambientalista Preserva Arado e colaboradores.

Por Gabriela Azzolini, Natália Silveira e Tainara Fazenda
Jornalismo Ambiental – Campus Zona Sul / Noite

“Havendo vício material no processo legislativo, defiro o pedido liminar para suspender a eficácia da Lei Complementar nº 780 de 20 de novembro de 2015”. Assim se concretizou o esforço exercido há mais de um ano pelo movimento Preserva Arado contra um condomínio de luxo projetado para a região da fazenda do Arado Velho, em Belém Novo. A juíza Nadja Mara Zanella  disse que houve falta de audiência publica para para apresentar e ouvir a comunidade sobre a lei 780/2015, que alterou o regime urbanístico da fazenda. Continue lendo O Arado Velho e a resistência contra interesses imobiliários no extremo sul de Porto Alegre

Transformando lixo em dinheiro

Roberto amassa as latas para vendê-las – Crédito: Paulo Mendes
A reciclagem consegue gerar lucro para os envolvidos? Sim! A transformação do lixo em produtos industriais representa um meio de gerar receitas para quem trabalha neste processo. É assim que faz Roberto Paulo Inocente, serralheiro aposentado, que junta latinhas e fios de cobre para o complemento de seus rendimentos.

Por Guilherme Oliveira Barni, Luiza Brandão Flores, Matheus Furtado e Paulo Mendes
Jornalismo Ambiental – Campus Zona Sul / Noite

Não é novidade que se pode ganhar dinheiro com a reciclagem, e ter uma renda através dessa prática. Porém, para as pessoas que já possuem sua renda,  que já têm sua profissão que garante o dinheiro do mês, vale à pena reciclar para ter um dinheiro a mais? Continue lendo Transformando lixo em dinheiro

Licenciamento de olhos fechados

Desde 2015, a renovação de licenças ambientais passou a ocorrer de forma automática para todos os setores – Crédito: Divulgação Fepam/Sema
Sob o argumento de reduzir o tempo de tramitação dos processos na Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam), o governo gaúcho publicou, em maio de 2015, a portaria 46 que permite a renovação automática das licenças ambientais para todos os setores, excluindo a necessidade de vistoria técnica. Quais os riscos desta decisão?

Continue lendo Licenciamento de olhos fechados