Arquivo da categoria: Reportagem

O desafio de conscientizar num mercado efêmero

Ateliê da marca Carina Brendler Eco Clothing em Porto Alegre – Crédito: Cristine Fogliati
Em meio a retalhos, tecidos e peças usadas, empreendedoras buscam alternativas de viés sustentável para diminuir os impactos negativos do mercado da moda – segunda maior indústria poluidora do mundo. Combate à cultura do consumismo exagerado e conscientização do público destacam-se entre os principais desafios para quem aposta nesse nicho.

Por Cristine Fogliati, Daiana Camillo e Larissa Zarpelon
Jornalismo Ambiental – Campus Fapa / Noite

Tudo muda o tempo todo. O mundo da moda também. Entra ano e sai ano, as tendências chegam, mudam ou voltam conforme a estação. A ânsia pela novidade e a formação de uma geração de consumidores que cresceu com o imediatismo das redes sociais certamente faz da moda uma das indústrias mais impactadas por essa revolução comportamental. Segundo reportagem recente da BBC, a moda é também a segunda maior indústria poluidora do mundo. Continue lendo O desafio de conscientizar num mercado efêmero

O perigo invisível dos medicamentos na água

O descarte inadequado de remédios contamina a água e aumenta o risco de doenças crônicas a longo prazo – Crédito: Pâmela Bassualdo
O descarte inadequado de remédios pode contaminar a água do lago Guaíba utilizada para abastecer a população de Porto Alegre? Em busca desta resposta, a reportagem do blog de Jornalismo Ambiental conversou com especialistas para compreender os possíveis danos  ao organismo humano e ao ecossistema.

Por Andrew Fischer, Danrley Passos, Matheus Suminski e Pâmela Bassualdo
Jornalismo Ambiental – Campus Zona Sul / Noite

A água do Guaíba pode estar contaminada. Estudos mostram que os porto-alegrenses estão expostos a uma série de substâncias que geram consequências tanto a curto quanto a longo prazo. Apesar de tratada, a água que chega às torneiras dos moradores da Capital ainda pode conter resíduos de medicamentos utilizados e descartados pelas pessoas, e que podem ser responsáveis por consequências à vida humana e dos demais seres vivos de outros ecossistemas, principalmente aquáticos. Continue lendo O perigo invisível dos medicamentos na água

O resgate da liberdade através do lixo

Apenas na Penitenciária Madre Pelletier é realizado o processo de reciclagem eletrônica – Crédito: Adriano Bazzo
A reportagem do blog de Jornalismo Ambiental da UniRitter visitou a Penitenciaria Feminina Madre Pelletier (PFMP), onde as apenadas trabalham na reciclagem de lixo eletrônico, programa inédito no cenário carcerário do Rio Grande do Sul.

Por  Adriano Bazzo, Eduardo Marques, Jeniffer de Oliveira e Rosa Mantovani
Jornalismo Ambiental – Campus Zona Sul / Noite

Desta vez o exemplo vem de trás das grades: mulheres privadas de liberdade da Penitenciária Feminina Madre Pellitier encontram um alento para recomeçar através de um trabalho digno em prol da sociedade e do meio ambiente.

A Superintendência de Serviços Penitenciários (Susepe), junto com a Companhia de Processamento de Dados do Estado do Rio Grande do Sul (Procergs) e a empresa JG Recicla tomaram frente de um trabalho inédito no sistema prisional do Rio Grande do Sul. Continue lendo O resgate da liberdade através do lixo

O Arado Velho e a resistência contra interesses imobiliários no extremo sul de Porto Alegre

Região da Fazenda Arado Velho – Crédito:Reprodução/ Preserva Arado
Há quase dois anos, o condomínio de luxo almejado pela empresa Arado-Empreendimentos não saiu do papel graças ao movimento ambientalista Preserva Arado e colaboradores.

Por Gabriela Azzolini, Natália Silveira e Tainara Fazenda
Jornalismo Ambiental – Campus Zona Sul / Noite

“Havendo vício material no processo legislativo, defiro o pedido liminar para suspender a eficácia da Lei Complementar nº 780 de 20 de novembro de 2015”. Assim se concretizou o esforço exercido há mais de um ano pelo movimento Preserva Arado contra um condomínio de luxo projetado para a região da fazenda do Arado Velho, em Belém Novo. A juíza Nadja Mara Zanella  disse que houve falta de audiência publica para para apresentar e ouvir a comunidade sobre a lei 780/2015, que alterou o regime urbanístico da fazenda. Continue lendo O Arado Velho e a resistência contra interesses imobiliários no extremo sul de Porto Alegre

Transformando lixo em dinheiro

Roberto amassa as latas para vendê-las – Crédito: Paulo Mendes
A reciclagem consegue gerar lucro para os envolvidos? Sim! A transformação do lixo em produtos industriais representa um meio de gerar receitas para quem trabalha neste processo. É assim que faz Roberto Paulo Inocente, serralheiro aposentado, que junta latinhas e fios de cobre para o complemento de seus rendimentos.

Por Guilherme Oliveira Barni, Luiza Brandão Flores, Matheus Furtado e Paulo Mendes
Jornalismo Ambiental – Campus Zona Sul / Noite

Não é novidade que se pode ganhar dinheiro com a reciclagem, e ter uma renda através dessa prática. Porém, para as pessoas que já possuem sua renda,  que já têm sua profissão que garante o dinheiro do mês, vale à pena reciclar para ter um dinheiro a mais? Continue lendo Transformando lixo em dinheiro

Licenciamento de olhos fechados

Desde 2015, a renovação de licenças ambientais passou a ocorrer de forma automática para todos os setores – Crédito: Divulgação Fepam/Sema
Sob o argumento de reduzir o tempo de tramitação dos processos na Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam), o governo gaúcho publicou, em maio de 2015, a portaria 46 que permite a renovação automática das licenças ambientais para todos os setores, excluindo a necessidade de vistoria técnica. Quais os riscos desta decisão?

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Os desafios do movimento ambientalista gaúcho

Manifestantes protestam em frente à Secretaria do Meio Ambiente contra a extinção da Fundação Zoobotânica do Rio Grande do Sul – Crédito: Divulgação Agapan
Diante dos graves problemas ambientais que marcam o século XXI, quais devem ser as bandeiras de luta das organizações não governamentais que atuam na área? O trabalho das ONGs pode ser financiado com dinheiro de poluidores? Os ambientalistas devem continuar participando de conselhos públicos? Como criar novas lideranças? Para tentar responder estas questões, a reportagem do blog de Jornalismo Ambiental da UniRitter entrevistou dirigentes da Agapan, do Movimento Roessler, do Instituto Augusto Carneiro, do Núcleo Amigos da Terra Brasil e do Instituto Ingá. Para melhor compreender o movimento ecologista gaúcho, também consultou a historiadora ambiental Elenita Malta.

 

Por Alberi Neto, Aline Eberhardt e Ariadne Kramer
Jornalismo Ambiental – Campus Fapa / Manhã

A pressão dos grupos ambientalistas ajudou a criar políticas públicas a fim de proteger o meio ambiente. Antes feito de forma tímida, hoje de maneira mais acentuada, essas conquistas políticas são fruto de uma tomada de posição mais militante dos movimentos ecológicos. Nos anos 1970, por exemplo, não existiam órgãos responsáveis pela fiscalização e cuidado do meio ambiente. Com o avanço e a popularização do movimento, eles foram sendo criados.

A participação do movimento ambientalista nas esferas governamentais que começaram a surgir timidamente nos anos 1980 é um assunto que divide opiniões. Enquanto alguns acham que a política “contamina”, outros acreditam que ela dá voz e não pode ser ignorada. “Devemos fazer ouvir nossa voz em todos os espaços a que possamos ter acesso”, defende Leonardo Melgarejo, ex-presidente da Associação Gaúcha de Proteção ao Ambiente Natural (Agapan). Continue lendo Os desafios do movimento ambientalista gaúcho

Energia solar caminha a passos lentos

Painéis solares começam a brotar no Rio Grande do Sul – Crédito: Palácio Piratini / Divulgação

Apesar de ser um mercado promissor, falta de dinheiro e de incentivo a pesquisas impedem a popularização do uso de energia solar no Brasil.

 

Por Drysanna Espíndola, Gilberto Echauri Junior e Leonardo Dutra
Jornalismo Ambiental – Campus Zona Sul / Noite

No dia 25 de abril de 1954, uma coletiva de imprensa realizada pela Bell Laboratories – criada por Alexander Graham Bell, o inventor do telefone – anunciou a primeira célula comercial capaz de captar energia do sol. O comunicado foi tão impactante que o New York Times caracterizou este evento como “o início de uma nova era”. Contudo, passados 63 anos, ainda não é fácil encontrar painéis solares no Brasil.

Dados de junho de 2017 da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) atestam que a energia solar é responsável por apenas 0,02% de toda a energia gerada no país. No Rio Grande do Sul este número é ainda menor. Segundo informações do Atlas Socioeconômico do Estado, em 2013, meros 0,00003% de toda a energia produzida foi feita por captação solar. Continue lendo Energia solar caminha a passos lentos

A desconstituição do Estado

As Fundações Estaduais ameaçadas pelas Leis 14.997, 14.978 e 14.982 de 2017 – Crédito: Sam Mazzinghy
A Constituição é o principal documento de um país, e dispõe sobre o direito e o dever de todo cidadão – e do Poder Público. Desde dezembro de 2016, a legalidade do processo que trata da possível extinção de nove fundações ligadas ao Estado do Rio Grande do Sul vem sendo discutida em inúmeras rodas de debates e reportagens, além de ser alvo de ação protocolada pelo Ministério Público no Tribunal de Contas do Estado. No entanto, ao propor à sociedade gaúcha o projeto de extinção, o governo parece ter esquecido de suas obrigações constitucionais. Juntas, as fundações formam uma verdadeira força-tarefa, e desempenham a maior parte do que é incumbido ao Poder Público no artigo 225 do capítulo VI da Carta Magna, que trata da proteção do meio ambiente.

Por Ana Carolina Pinheiro e Patricia Vieira
Jornalismo Ambiental – Campus Zona Sul / Noite

É de praxe que os últimos dias do ano sejam bastante calmos, com expedientes mais curtos e menos demanda de trabalho – especialmente em órgãos públicos. Não foi isso que aconteceu na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul no dia 21 de dezembro, primeiro dia de verão de 2016. Em uma extensa votação que se estendeu pela madrugada, os parlamentares gaúchos aprovaram a extinção de nove fundações ligadas ao Estado.

Porém, tendo como argumento a contenção de gastos e o combate à crise financeira do RS, a proposta parece ignorar o trabalho realizado pelas fundações ameaçadas. São elas que desempenham parte significativa das incumbências previstas na Constituição Federal de 1988 ao Poder Público. Um exemplo disso é o parágrafo primeiro do artigo 225 capítulo VI da Carta Magna, que designa o que é de obrigação do Poder Público na área de meio ambiente.

Art. 225. Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao Poder Público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações. Continue lendo A desconstituição do Estado

Moradores em risco no Morro Santana

A reportagem do blog de Jornalismo Ambiental percorreu o morro mais alto de Porto Alegre para registrar o descaso com o saneamento básico. Três pessoas morreram recentemente na região com leishmaniose.

Por João Pedro Tavares
Jornalismo Ambiental – Campus Fapa / Noite

Os moradores do Morro Santana sofrem com problemas graves com relação ao saneamento básico fornecido pelo Departamento Municipal de Água e Esgotos (DMAE). Dentre as dificuldades enfrentadas na região, os habitantes se encontram perdidos em meio à falta de água, esgoto a céu aberto, áreas que servem como local para despejo de resíduo sólido e muitas doenças. Continue lendo Moradores em risco no Morro Santana