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Os desafios do movimento ambientalista gaúcho

Manifestantes protestam em frente à Secretaria do Meio Ambiente contra a extinção da Fundação Zoobotânica do Rio Grande do Sul – Crédito: Divulgação Agapan
Diante dos graves problemas ambientais que marcam o século XXI, quais devem ser as bandeiras de luta das organizações não governamentais que atuam na área? O trabalho das ONGs pode ser financiado com dinheiro de poluidores? Os ambientalistas devem continuar participando de conselhos públicos? Como criar novas lideranças? Para tentar responder estas questões, a reportagem do blog de Jornalismo Ambiental da UniRitter entrevistou dirigentes da Agapan, do Movimento Roessler, do Instituto Augusto Carneiro, do Núcleo Amigos da Terra Brasil e do Instituto Ingá. Para melhor compreender o movimento ecologista gaúcho, também consultou a historiadora ambiental Elenita Malta.

 

Por Alberi Neto, Aline Eberhardt e Ariadne Kramer
Jornalismo Ambiental – Campus Fapa / Manhã

A pressão dos grupos ambientalistas ajudou a criar políticas públicas a fim de proteger o meio ambiente. Antes feito de forma tímida, hoje de maneira mais acentuada, essas conquistas políticas são fruto de uma tomada de posição mais militante dos movimentos ecológicos. Nos anos 1970, por exemplo, não existiam órgãos responsáveis pela fiscalização e cuidado do meio ambiente. Com o avanço e a popularização do movimento, eles foram sendo criados.

A participação do movimento ambientalista nas esferas governamentais que começaram a surgir timidamente nos anos 1980 é um assunto que divide opiniões. Enquanto alguns acham que a política “contamina”, outros acreditam que ela dá voz e não pode ser ignorada. “Devemos fazer ouvir nossa voz em todos os espaços a que possamos ter acesso”, defende Leonardo Melgarejo, ex-presidente da Associação Gaúcha de Proteção ao Ambiente Natural (Agapan). Continue lendo Os desafios do movimento ambientalista gaúcho

Fundação Zoobotânica luta contra a sua extinção

Bolsistas Deivid Pereira e Dener Hiermann durante manifestação em prol da Fundação Zoobotânica realizada no Parque da Redenção na Semana de Porto Alegre – Crédito: Ana Paula Lima
Funcionários denunciam que o fim programado da Fundação Zoobotânica fragilizará ainda mais as políticas de conservação ambiental no Rio Grande do Sul, pois a Secretaria Estadual do Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Sema) não apresenta condições de assumir as funções científicas desempenhadas atualmente pela FZB.

Por Ana Paula Lima, Nathalia Kerkhoven e Thayane Lopes
Jornalismo Ambiental campus Fapa / Noite

“Onde fica o Jardim Botânico? É um parque? Fica em Porto Alegre? A Fundação fica dentro desse Jardim Botânico? ”, responde ao telefone funcionário da Secretaria Estadual do Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Sema), que optou por não se identificar, ao ser perguntado sobre a extinção da Fundação Zoobotânica, decidida pelo Palácio Piratini com aval do Palácio Farroupilha. Continue lendo Fundação Zoobotânica luta contra a sua extinção

Prato diário de veneno

Ao optar por uma alimentação mais saudável, não se questiona o que é colocado no prato – Crédito: Camila Emil
Os seres humanos colocaram em seus alimentos armas químicas utilizadas na Segunda Guerra Mundial. O Brasil é o maior consumidor desses venenos. Consulta pública sobre o uso e os riscos associados aos agrotóxicos foi lançada para elaboração de uma política pública sobre o tema em Porto Alegre.

Por Camila Olszewski Emil
Jornalismo Ambiental / Manhã

O uso de agrotóxicos no Brasil tem aumentado. Desde 2008, o país ocupa o primeiro lugar no ranking de maior consumidor. Muitas substâncias que já foram proibidas em outros lugares do mundo, ainda são permitidas em solo brasileiro. Segundo análise realizada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em 2012, 66% dos alimentos continham resíduos de agrotóxicos.

Entre 2007 e 2014, foram registrados 37.147 casos de intoxicações por produtos químicos, segundo dados da Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco). Já o IBGE aponta que 64,1% dos venenos aplicados foram considerados perigosos e 27,7 muito perigosos no ano de 2012. Os dados que revelam as ameaças desse veneno para a saúde humana têm assustado os agentes de saúde. Continue lendo Prato diário de veneno

“Um dos maiores desafios da Agapan atualmente é a censura empresarial”

Alfredo Gui Ferreira, presidente da Associação Gaúcha de Proteção ao Ambiente Natural (Agapan) - Crédito: Pedro Montiel
Alfredo Gui Ferreira, presidente da Associação Gaúcha de Proteção ao Ambiente Natural (Agapan) – Crédito: Pedro Montiel
Você conhece a Associação Gaúcha de Proteção ao Ambiente Natural? Criada em 1971, a Agapan foi uma das primeiras ONGs a lutar pela proteção do meio ambiente no Brasil. Nesta entrevista, o atual presidente da entidade, Alfredo Gui Ferreira, fala das principais dificuldades da luta ambiental e defende a necessidade de um órgão ambiental forte no Rio Grande do Sul.

Por Pedro Montiel
Jornalismo Ambiental / Manhã

A Associação Gaúcha de Proteção ao Ambiente Natural nasceu em 1971, contexto complicado da ditadura militar, em meio a manifestações reprimidas onde a ecologia foi a válvula de escape. Os militares desconheciam e achavam insignificante a militância que ali começava, enquanto a mídia cobria com grande eloquência já que era um assunto livre dentre os censurados da época. A partir daí ganhou força e se estabeleceu como referência nacional em questões ambientais. Continue lendo “Um dos maiores desafios da Agapan atualmente é a censura empresarial”