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Tratamento de esgoto ainda é insuficiente em Porto Alegre

 

Estação de Tratamento de Esgoto São João/Navegantes – Crédito: Karine Pinheiro
Visita à estação de tratamento de esgoto ajuda a entender os desafios da capital gaúcha para atingir a excelência do serviço.

Por Geila Passos, Karine Pinheiro e Márcia Santos
Jornalismo Ambiental – Campus Zona Sul / Noite

A universalização do acesso ao saneamento básico, garantida pela lei 11.445/2007, é uma meta que está prevista para ser alcançada até 2035 em Porto Alegre. As justificativas para isso são de que além de não existir verba suficiente, não é fisicamente possível construir ou ampliar as Estações de Tratamento de Esgoto (ETE) em tão pouco tempo. Uma visita a ETE São João/Navegantes facilita o entendimento do atual quadro do saneamento na capital gaúcha. Continue lendo Tratamento de esgoto ainda é insuficiente em Porto Alegre

Antiga estação de tratamento de esgoto vira estacionamento em condomínio

Um dos estacionamentos do Parque Residencial Teresópolis, um dos maiores condomínios de Porto Alegre, onde antes funcionava estação de tratamento primário de esgoto operada pelo Dmae - Crédito: Daniela Fernandes
Um dos estacionamentos do Parque Residencial Teresópolis, um dos maiores condomínios de Porto Alegre, onde antes funcionava estação de tratamento primário de esgoto operada pelo Dmae – Crédito: Daniela Fernandes
Quando ainda não era possível tratar o esgoto cloacal no bairro Alto Teresópolis, na zona sul de Porto Alegre, o Condomínio Parete, um dos maiores da capital gaúcha, com 60 blocos, tinha uma estação operada pela Prefeitura que fazia o tratamento primário dos efluentes domésticos de quase cinco mil pessoas.

Por Daniela Barros Fernandes
Jornalismo Ambiental / Manhã

Um enorme tanque, onde quatro pás giratórias desintegravam tudo e transformavam todo resíduo em líquido que era despejado no esgoto cloacal público da Erechim, rua que passa ao lado de um dos maiores condomínios de Porto Alegre (RS). Era assim que funcionava a estação de tratamento primária de esgoto do Parque Residencial Teresópolis, conhecido como Condomínio Parete.

Localizado no bairro Alto Teresópolis, em frente ao campus Zona Sul da UniRitter, em uma área de 77.274 m², os 60 blocos do Parete tem um total de 998 apartamentos, onde moram quase cinco mil pessoas. Continue lendo Antiga estação de tratamento de esgoto vira estacionamento em condomínio

É possível despoluir o arroio Dilúvio?

Calcula-se 50.000m³ de detritos depositados todos os anos. Crédito: Mariana Tripoli
Calcula-se 50.000m³ de detritos depositados todos os anos. Crédito: Mariana Tripoli
Tendo como principal problema de poluição as sub-habitações no entorno de sua bacia, o arroio Dilúvio, que corta Porto Alegre (RS), possui problemas bem mais graves do que somente a sujeira em suas águas.

Por Mariana Tripoli
Jornalismo Ambiental / Manhã

“A despoluição do arroio Dilúvio é o desafio do século, uma batalha épica, no limiar do impossível, flerta com a utopia e a loucura”, diz Eduardo Noach, dono da página no facebook Eu Quero o Arroio Dilúvio Despoluído e Limpo há cinco anos. Eduardo acredita que o arroio que corta a capital gaúcha pode e deve ser despoluído o quanto antes. Continue lendo É possível despoluir o arroio Dilúvio?

Estamos preparados para uma crise hídrica?

Arroio Capivara, no bairro Ipanema, é uma das fontes de poluição do lago Guaíba que abastece Porto Alegre (RS) – Crédito: João Pedro Zettermann

Os avisos foram dados por muitos anos. Diversas pesquisas feitas por especialistas apontavam que o Brasil seria vitimado por uma crise hídrica no decorrer dos anos. O desperdício excessivo da água cobraria um preço com o passar do tempo, e esse tempo parece ter chegado.

Por João Pedro Zettermann
Jornalismo Ambiental / Noite

São Paulo, uma das maiores e mais influentes cidades do Brasil, já sofre de maneira muito forte com o problema e, pelo visto, Porto Alegre não está muito longe de sofrer com isso também. Continue lendo Estamos preparados para uma crise hídrica?

A recuperação do Guaíba é um desafio coletivo

Estudantes visitaram a ETE Serraria no dia 30 de abril. Foto: Victória Kubiaki
Estudantes visitaram a ETE Serraria no dia 30 de abril. Foto: Victória Kubiaki
Sete estudantes do 5º semestre do curso de Jornalismo da UniRitter escolheram as obras de saneamento feitas para despoluir o lago Guaíba, em Porto Alegre (RS), como pauta da primeira reportagem especial a ser apurada durante a disciplina de jornalismo ambiental. O governo local acabara de inaugurar a principal obra do Programa Integrado Socioambiental (Pisa), com investimentos anunciados de R$ 672,9 milhões no tratamento do esgoto da cidade e promessa de retomar a balneabilidade das praias. A capital gaúcha, que despeja a maior parte de seu esgoto nas galerias pluviais, jogando seus dejetos nas mesmas águas que consome, está à frente de um novo desafio. O grupo investigou e descobriu que não é tão fácil assim despoluir o lago. O resultado da apuração é um quadro amplo que mostra a complexidade do processo de despoluição das águas e ressalta a enorme importância do envolvimento de toda a sociedade na solução do problema.

Reportagem: Anderson Mello, Bárbara Barros, Daniela Fragomeni, Leandro Cougo, Letícia Bonato, Paola Rebelo e Victória Kubiaki – Jornalismo Ambiental/Manhã

A despoluição do Guaíba como um desafio
Paola Rebelo

Um cheiro acre e barroso predomina no local, entre enormes emissários e válvulas. De túneis repletos de canos, sobe-se a um terreno elevatório a céu aberto, cercado por gigantescos tanques com capacidade volumétrica para tratar 500 litros por segundo, em que deságuam os esgotos trazidos pela rede cloacal das casas dos porto-alegrenses. Na primeira etapa dos processos realizados na Estação de Tratamento de Esgoto Serraria (ETE Serraria), localizada no extremo sul de Porto Alegre (RS), os dejetos orgânicos são submetidos a uma série de preparações antes de serem enviados para as oito unidades ou módulos.

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Poluição do Guaíba

Reportagem sobre a poluição do lago Guaíba realizada pelos alunos de Jornalismo Ambiental/Noite Bernardo Figueira, Cristielle Valle, Roberta Brum e Shállon Teobaldo, editada com apoio de Thiago Pedruzzi, do estúdio de televisão da UniRitter.

O lago Guaíba é a maior fonte de água doce da capital gaúcha, responsável pelo abastecimento para toda a cidade de Porto Alegre. Porém, devido a fatores como esgotos, contaminação por agrotóxicos, lixo e resíduos industriais, a água sua água está totalmente suja e poluída. Continue lendo Poluição do Guaíba