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“Situação temporária” há mais de um ano

Montanha de lixo avança sobre mata nativa com focos constantes de fumaça – Crédito: Irajá Godoi da Silva / Arquivo Pessoal
Passado um ano do incêndio de grandes proporções que atingiu o Aterro Controlado do Passo do Morrinho, em Viamão, as condições do antigo lixão seguem apresentando irregularidades.

Por Aline Luísa Bisol, Eduardo Muller e Rarissa Grissuti
Jornalismo Ambiental campus Fapa / Noite

Ninguém quer morar perto de um aterro sanitário. Muito menos de um lixão. Aterros Sanitários deveriam ser a evolução dos lixões, pois recebem apenas inertes, ou seja, aquilo que não pode ser aproveitado e é devidamente separado e depositado em solo impermeabilizado para evitar contaminações. Já os lixões – que de acordo com a lei 12.305/10 deveriam ser extintos até 2014 em todo o território nacional – são áreas onde o lixo doméstico mistura-se aos restos de construção, pneus, materiais contaminados, vegetação, entre outros rejeitos a céu aberto.

Tudo isso pode causar incêndios, fumaça vinda do solo, mau cheiro e infestações. É um ambiente propício para o acúmulo de água parada e proliferação de transmissores de doenças. “Eu também não gostaria de morar ao lado de um lixão”, afirma Lúcia Gonçalves Dias, engenheira civil que ocupa cargo técnico na Secretaria de Meio Ambiente de Viamão, cidade onde lixo ainda significa incerteza.

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Para onde vai o lixo de Porto Alegre?

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Unidade de triagem Frederico Mentz – Crédito: Letícia Anele Kruse
 Os alunos do Blog de Jornalismo Ambiental da UniRitter compareceram à visita da unidade de triagem Frederico Mentz no dia 17 de maio para obterem mais informações para onde vai o lixo de Porto Alegre. Neste mesmo dia, estava ocorrendo a 11ª Semana Cidade Limpa, em que catorze unidades de triagem estavam participando do programa Recicla Poa, que tem como objetivo demonstrar a importância da separação correta dos resíduos e valorizar o trabalho dos gestores ambientais.

Por Letícia Anele Kruse
Jornalismo Ambiental / Noite

O lixo que é separado em casa ou que deveríamos separar vai para uma Unidade de Triagem das 17 existentes em Porto Alegre. O que se destaca na unidade de triagem é a coleta dos resíduos sólidos reaproveitáveis ou recicláveis (lixo seco). Quando o lixo chega no local, tem uma esteira que faz a triagem separando os lixos que podem ser reciclados e os rejeitos que vão direto para o aterro sanitário.

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Ecopoética: a possibilidade de arte sobre as águas

Performance realizada em uma das pontes do arroio Dilúvio durante o 7° Festival Internacional de Teatro de Rua de Porto Alegre em abril de 2015 – Crédito: Juliana Pereira
Performance realizada em uma das pontes do arroio Dilúvio durante o 7° Festival Internacional de Teatro de Rua de Porto Alegre em abril de 2015 – Crédito: Juliana Pereira
Rossendo Rodrigues explica nesta entrevista os objetivos que o levaram a criar o projeto Ecopoética e revela seu desejo de realizar performances também em São Paulo.

Por Juliana Pereira
Jornalismo Ambiental / Noite

A força da arte e o potencial de transformação social através de performances é o que caracteriza o projeto Ecopoética. Concebido pelo pesquisador, ator e performer Rossendo Rodrigues, e desenvolvido desde 2013 em parceria com a atriz e também pesquisadora Marina Mendo, têm por objetivo realizar ações artísticas sobre os ecossistemas aquáticos urbanos em estado de degradação, chamando a atenção do público sobre o local. A primeira etapa do projeto foi contemplada com o prêmio de pesquisa Décio Freitas e desenvolvida ao longo de 2014 com o financiamento do Fundo Municipal de Cultura de Porto Alegre (Fumproarte). Continue lendo Ecopoética: a possibilidade de arte sobre as águas