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“Política Nacional de Resíduos Sólidos é lida de ponta-cabeça”

Caminhão a serviço da prefeitura de Porto Alegre – Crédito: Sidd Rodrigues
Em audiência pública sobre a Política Nacional de Resíduos Sólidos, Daniel Martini, promotor do Ministério Público do Rio Grande do Sul, afirmou que, em sua maioria, gestores municipais não seguem o que diz a lei de 2010.

Por Daniela Knevitz
Jornalismo Ambiental – Campus Fapa / Noite

Em de 2 de agosto de 2010, foi sancionada a Lei Nº 12.305 que trata da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS). Ela determina a prevenção e a redução na geração de resíduos, tendo como proposta a prática de hábitos de consumo sustentável e um conjunto de instrumentos para propiciar o aumento da reciclagem e da reutilização dos resíduos sólidos (aquilo que tem valor econômico e pode ser reciclado ou reaproveitado), além da destinação ambientalmente adequada dos rejeitos (aquilo que não pode ser reciclado ou reutilizado). A lei institui, ainda, a responsabilidade compartilhada dos geradores de resíduos: fabricantes, importadores, distribuidores, comerciantes, cidadãos e titulares de serviços de manejo dos resíduos sólidos urbanos na Logística Reversa, dos resíduos e embalagens pré e pós-consumo. Continue lendo “Política Nacional de Resíduos Sólidos é lida de ponta-cabeça”

Privada de escolha?

Urinar na água que posteriormente beberemos é a escolha certa? – Crédito: Matheus Closs
No dicionário, privada significa, quando adjetivo: alvo de restrição, limitação, que perdeu ou deixou de ter a posse sobre algo. Quando substantivo feminino, trata-se de uma peça de louça usada para dejeções (urina e fezes), uma latrina, um vaso sanitário. Na história de Porto Alegre o uso indiscriminado do Guaíba como “banheiro” é recorrente – desde os tempos em que o sotaque português imperava na província. Em uma planície circundada por morros, a opção mais viável para descarte – dados os recursos da época – foi o lago. Mais de dois séculos após a fundação da Capital gaúcha e o esgoto de inúmeras residências ainda vai, sem nenhum tratamento, direto para as águas do Guaíba.

Por Deise Freitas, Matheus Closs e Ulisses Miranda
Jornalismo Ambiental – Campus Fapa / Noite

A cidade de Porto Alegre foi fundada em 1772, às margens do Guaíba, seu principal manancial hídrico. Para ele convergem quatro rios: o Jacuí, o Caí, o Sinos e o Gravataí. A bacia, de 85.950 km², estabeleceu desde o início uma íntima e essencial relação com seus colonizadores, os casais de açorianos vindos de Portugal.

Os primeiros registros públicos dimensionam um pouco dessa relação histórica. Logo no ano de 1779 foi aprovada a construção de duas fontes públicas, uma localizada onde agora está a Praça Argentina e outra na atual Rua Jerônimo Coelho. No século seguinte, em 1837, o Código de Posturas designava locais para despejo, na antiga orla do Guaíba, de “ciscos e imundícies”.

“Era a maneira como se chamava todo e qualquer dejeto. No texto da legislação da época consta apenas ciscos e ‘immundícies’, com essa grafia mesmo”, conta a aluna do curso de Museologia da UFRGS, Clarice Alves, durante visita da reportagem do blog de Jornalismo Ambiental da UniRitter ao Arquivo Histórico, na  avenida Bento Gonçalves, em Porto Alegre. Continue lendo Privada de escolha?

Transporte Sobre Trilhos É Opção Sustentável De Mobilidade Urbana

Com 31 anos de operação comercial na capital gaúcha , Trensurb demonstra que o transporte metroviário é sustentável para a mobilidade urbana das grandes cidades - Crédito: Luiz H. Soares
Com 31 anos de operação comercial na capital gaúcha , a Trensurb demonstra que o transporte metroviário é sustentável para a mobilidade urbana das grandes cidades – Crédito: Luiz H. Soares
Porto Alegre acumula cerca de 700 mil veículos em circulação em diversas modalidades de transporte. O número de carros eleva o índice da poluição na cidade que, segundo especialistas, coloca o município como a segunda capital com a pior qualidade do ar no país. Neste cenário, o transporte sobre trilhos ganha destaque como uma opção mais sustentável, por oferecer redução na emissão de gases poluentes na atmosfera. Além de uma economia de 179 milhões de reais nos cofres públicos em relação a impactos sociais, públicos e ambientais, a cada ano de operação do modal, nas cidades por onde passa.

 


4º lugar na categoria Jornalismo Universitário do 3º Prêmio José Lutzenberger de Jornalismo Ambiental (2016).

 

Por Luiz H. Soares
Jornalismo Ambiental / Noite

Quem circula pelo centro e principais vias de Porto Alegre, sobretudo nos horários de pico, constata o incessante fluxo de gente e veículos indo e vindo pelas ruas da cidade. E não é à toa, afinal, Porto Alegre é a 10º maior capital do país em número de habitantes, com 1.476.867 pessoas. Além de acumular cerca de 716 mil veículos em circulação na cidade, o que representa um índice de 1,8 veículos por habitante, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e o Departamento Estadual de Trânsito do Rio Grande do Sul (Detran RS), respectivamente. Continue lendo Transporte Sobre Trilhos É Opção Sustentável De Mobilidade Urbana

A Vila Nova dos pêssegos

A história dos descendentes de italianos que presenciaram a ascensão e a queda da produção de frutas no bairro da zona sul de Porto Alegre que vem sendo ocupado por empreendimentos imobiliários.

Nos meses de fevereiro e março florescem os pés de pêssego. A colheita das frutas ocorre entre setembro e novembro – Crédito: Thuane Liesenfeld
Nos meses de fevereiro e março florescem os pés de pêssego. A colheita das frutas ocorre entre setembro e novembro – Crédito: Thuane Liesenfeld

Por Thuane Liesenfeld
Jornalismo Ambiental / Manhã

Abalada pela concorrência de outras regiões, a produção de pêssegos no bairro Vila Nova não é mais a mesma. Muitas famílias desistiram de suas plantações e venderam suas terras para empreendimentos imobiliários que avançam pelo sul de Porto Alegre (RS). Algumas ainda resistem produzindo fruta. Continue lendo A Vila Nova dos pêssegos