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Tratamento de esgoto ainda é insuficiente em Porto Alegre

 

Estação de Tratamento de Esgoto São João/Navegantes – Crédito: Karine Pinheiro
Visita à estação de tratamento de esgoto ajuda a entender os desafios da capital gaúcha para atingir a excelência do serviço.

Por Geila Passos, Karine Pinheiro e Márcia Santos
Jornalismo Ambiental – Campus Zona Sul / Noite

A universalização do acesso ao saneamento básico, garantida pela lei 11.445/2007, é uma meta que está prevista para ser alcançada até 2035 em Porto Alegre. As justificativas para isso são de que além de não existir verba suficiente, não é fisicamente possível construir ou ampliar as Estações de Tratamento de Esgoto (ETE) em tão pouco tempo. Uma visita a ETE São João/Navegantes facilita o entendimento do atual quadro do saneamento na capital gaúcha. Continue lendo Tratamento de esgoto ainda é insuficiente em Porto Alegre

Na realidade preto e branco, o verde dá cor à ocupação Terra Nossa

Famílias lutam para regularizar área ocupada há cinco anos nas proximidades do campus Fapa da UniRitter – Crédito: Leonardo Ferreira

O drama das famílias que vivem sem saneamento em ocupação na zona leste de Porto Alegre (RS).

Por Jessica Laguna, Leonardo Ferreira e Leonardo Nunes
Jornalismo Ambiental – Campus Fapa / Noite

A ocupação Terra Nossa nasceu dia 11 de janeiro de 2012. Localizada na rua 22 de Novembro, no bairro Passo das Pedras, Zona Leste de Porto Alegre (RS), ela foi formada por pessoas em situação de vulnerabilidade social em busca de um lugar digno para viver. Mesmo com condições precárias de saneamento, ela atualmente é a solução para cerca de 400 famílias. Nas habitações construídas em local de risco há falta de água, luz e esgoto. Continue lendo Na realidade preto e branco, o verde dá cor à ocupação Terra Nossa

Privada de escolha?

Urinar na água que posteriormente beberemos é a escolha certa? – Crédito: Matheus Closs
No dicionário, privada significa, quando adjetivo: alvo de restrição, limitação, que perdeu ou deixou de ter a posse sobre algo. Quando substantivo feminino, trata-se de uma peça de louça usada para dejeções (urina e fezes), uma latrina, um vaso sanitário. Na história de Porto Alegre o uso indiscriminado do Guaíba como “banheiro” é recorrente – desde os tempos em que o sotaque português imperava na província. Em uma planície circundada por morros, a opção mais viável para descarte – dados os recursos da época – foi o lago. Mais de dois séculos após a fundação da Capital gaúcha e o esgoto de inúmeras residências ainda vai, sem nenhum tratamento, direto para as águas do Guaíba.

Por Deise Freitas, Matheus Closs e Ulisses Miranda
Jornalismo Ambiental – Campus Fapa / Noite

A cidade de Porto Alegre foi fundada em 1772, às margens do Guaíba, seu principal manancial hídrico. Para ele convergem quatro rios: o Jacuí, o Caí, o Sinos e o Gravataí. A bacia, de 85.950 km², estabeleceu desde o início uma íntima e essencial relação com seus colonizadores, os casais de açorianos vindos de Portugal.

Os primeiros registros públicos dimensionam um pouco dessa relação histórica. Logo no ano de 1779 foi aprovada a construção de duas fontes públicas, uma localizada onde agora está a Praça Argentina e outra na atual Rua Jerônimo Coelho. No século seguinte, em 1837, o Código de Posturas designava locais para despejo, na antiga orla do Guaíba, de “ciscos e imundícies”.

“Era a maneira como se chamava todo e qualquer dejeto. No texto da legislação da época consta apenas ciscos e ‘immundícies’, com essa grafia mesmo”, conta a aluna do curso de Museologia da UFRGS, Clarice Alves, durante visita da reportagem do blog de Jornalismo Ambiental da UniRitter ao Arquivo Histórico, na  avenida Bento Gonçalves, em Porto Alegre. Continue lendo Privada de escolha?

Moradores em risco no Morro Santana

A reportagem do blog de Jornalismo Ambiental percorreu o morro mais alto de Porto Alegre para registrar o descaso com o saneamento básico. Três pessoas morreram recentemente na região com leishmaniose.

Por João Pedro Tavares
Jornalismo Ambiental – Campus Fapa / Noite

Os moradores do Morro Santana sofrem com problemas graves com relação ao saneamento básico fornecido pelo Departamento Municipal de Água e Esgotos (DMAE). Dentre as dificuldades enfrentadas na região, os habitantes se encontram perdidos em meio à falta de água, esgoto a céu aberto, áreas que servem como local para despejo de resíduo sólido e muitas doenças. Continue lendo Moradores em risco no Morro Santana

Quem tem medo do arroio Feijó?

Parte do arroio Feijó que se situa no bairro de Americana, em Alvorada. Rua ao lado do arroio é conhecida pelos moradores como “Beira Arroio” – Crédito: Robson Hermes
Cheias ocasionadas por falta de planejamento urbano e descaso ambiental afetam centenas de moradores no município de Alvorada (RS)

Por Bruno Raupp, Lidiane Moraes e Robson Hermes 
Jornalismo Ambiental campus Fapa / Noite

De uma hora para outra o céu muda de cor. As nuvens brancas e silenciosas transformam-se em um manto acinzentado. O sol, que cobria os telhados e o asfalto, desaparece como se nunca tivesse acordado. Um trovão irrompe estrondoso no horizonte. Os pingos de chuva começam a cair rapidamente. Nesse instante, o arroio Feijó, que fica a poucos metros da casa de Carlos, começa a encher de forma vertiginosa.

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Ilhados pelo esquecimento

Crianças brincam no rio poluído de baixo da rodovia federal – Crédito: Lúcia Haggstrom
Moradores da Ilha Grande dos Marinheiros sofrem sem saneamento básico por descaso das autoridades. Além de viverem dentro de duas unidades de conservação no Delta do Jacuí, um Parque Estadual e uma Área de Preservação Ambiental, também entraram na área de construção da nova ponte do Guaíba.

Por Victória Alfama, Lúcia Haggstrom e Evelyn Lucena
Jornalismo Ambiental Campus Fapa / Manhã

A Ilha Grande dos Marinheiros, localizada na segunda parada da BR-290, a rodovia federal que liga Porto Alegre ao sul do Estado, há apenas sete quilômetros do centro de Porto Alegre, é o local com o menor Índice de Desenvolvimento Humano da região metropolitana. As políticas públicas básicas parecem não chegar lá. Junto com o descaso, na ilha reina a calmaria, quebrada pelo barulho dos aviões pousando e decolando e dos veículos que passam na rodovia que atravessa o bairro Arquipélago. As casas foram construídas com madeira de restos de obras. Continue lendo Ilhados pelo esquecimento

A recuperação do Guaíba é um desafio coletivo

Estudantes visitaram a ETE Serraria no dia 30 de abril. Foto: Victória Kubiaki
Estudantes visitaram a ETE Serraria no dia 30 de abril. Foto: Victória Kubiaki
Sete estudantes do 5º semestre do curso de Jornalismo da UniRitter escolheram as obras de saneamento feitas para despoluir o lago Guaíba, em Porto Alegre (RS), como pauta da primeira reportagem especial a ser apurada durante a disciplina de jornalismo ambiental. O governo local acabara de inaugurar a principal obra do Programa Integrado Socioambiental (Pisa), com investimentos anunciados de R$ 672,9 milhões no tratamento do esgoto da cidade e promessa de retomar a balneabilidade das praias. A capital gaúcha, que despeja a maior parte de seu esgoto nas galerias pluviais, jogando seus dejetos nas mesmas águas que consome, está à frente de um novo desafio. O grupo investigou e descobriu que não é tão fácil assim despoluir o lago. O resultado da apuração é um quadro amplo que mostra a complexidade do processo de despoluição das águas e ressalta a enorme importância do envolvimento de toda a sociedade na solução do problema.

Reportagem: Anderson Mello, Bárbara Barros, Daniela Fragomeni, Leandro Cougo, Letícia Bonato, Paola Rebelo e Victória Kubiaki – Jornalismo Ambiental/Manhã

A despoluição do Guaíba como um desafio
Paola Rebelo

Um cheiro acre e barroso predomina no local, entre enormes emissários e válvulas. De túneis repletos de canos, sobe-se a um terreno elevatório a céu aberto, cercado por gigantescos tanques com capacidade volumétrica para tratar 500 litros por segundo, em que deságuam os esgotos trazidos pela rede cloacal das casas dos porto-alegrenses. Na primeira etapa dos processos realizados na Estação de Tratamento de Esgoto Serraria (ETE Serraria), localizada no extremo sul de Porto Alegre (RS), os dejetos orgânicos são submetidos a uma série de preparações antes de serem enviados para as oito unidades ou módulos.

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